Plenária Nacional da Fenajufe começa com apelo por união nos combates a Reformas de Temer

A abertura da XXI Plenária Nacional da Fenajufe na noite da quarta-feira, 9, reuniu representantes de sindicatos de servidores do PJU e MPU de todo o país, bem como convidados de diversas entidades, incluindo organizações sindicais da Argentina e do Uruguai. 

A mesa de abertura contou com a presença dos coordenadores da Fenajufe Adriana Faria, Alisson Ribeiro, Cristiano Moreira, Marcos Santos, Mara Weber e Rodrigo Carvalho; do Diretor Administrativo do Sindjufe (MS), Antônio Medina e dos convidados, Secretário Geral da Federación Judicial Agentina (FJA),  José Luis Ronconi e o Secretário de Relações da Associação de Funcionários do Judiciário do Uruguai (AFJU da sigla em espanhol), Pablo Elizalde.

Entidades de trabalhadores do Mato Grosso do Sul também estiveram representadas pelas participações de Élvio Vargas, do Comitê Estadual Contra as Reformas; Lilian Fernandes, da Central de Entidades dos Servidores Públicos do Mato Grosso do Sul; Genilson Duarte, presidente da CUT do Mato Grosso do Sul e Suel Ferranti da Silva, Servidor do Ministério da Agricultura, representando a CSP-Conlutas do Mato Grosso do Sul.

Nos pronunciamentos, o sentimento predominante foi o de gravidade do momento pelo qual passam os trabalhadores brasileiros – em especial o funcionalismo público - e a necessidade de união em torno da luta pela preservação de direitos. 

O primeiro a falar foi José Luis Ronconi, Secretário Geral da FJA avaliou como importante o pensamento da Fenajufe no combate aos ataques do governo Temer contra os trabalhadores. O secretário comparou a luta no Brasil àquela travada pelos trabalhadores argentinos  contra Mauricio Macri, presidente daquele país. 

Pablo Elizalde, da AFJU também destacou a importância que representa a participação na Plenária, para a integração da luta dos servidores na América Latina. 

O coordenador da Fenajufe Marcos Santos enfatizou que o Brasil passa pelo pior momento da história, e que cidadão brasileiro não acredita mais em melhorias. Marcos comentou que os servidores não podem ficar parados “à espera de um milagre” e concluiu ao dizer que chegou o momento de juntar forças para levar o povo novamente às ruas de todo o País. 

Continuando as falas, a coordenadora  Adriana Faria, comparou o presidente Temer como uma pessoa que levou tiros em uma batalha, mas que continuou atirando e ainda conquistando vitórias. Na indagação a Coordenadora que essa ação prejudica todos os trabalhadores brasileiros. Adriana falou que a mulher é grande alvo em todas as Reformas  de Temer e também na terceirização e finaliza apontando que existem inúmeros ataques aos servidores, dando exemplos como a MP 805, o adiamento dos reajustes dos servidores e as reformas trabalhista e da previdência, além, é claro, da EC 95. 

Analisando que a pauta atual dos trabalhadores está resumida no congelamento dos gastos e as dificuldades de agir com rapidez com estratégias eficazes, que têm as entidades, o coordenador na agilidade das estratégias da entidade, o coordenador Rodrigo Carvalho enfatizou que a mobilização da categoria tem caráter primordial e urgente. Para ele, se os servidores deixarem de reagir agora,  em 2018 será  muito difícil por se tratar de ano eleitoral. 

A coordenadora Mara Weber discorreu sobre a forma como foi construído o ataque aos servidores a partir da Emenda Constitucional 95. A dirigente destacou ainda em sua fala que o inimigo não é o servidor do judiciário e do MPU, mas está lá fora e são os donos dos poder. Mara reforçou a necessidade de união dos trabalhadores para se protegerem da retirada de direitos.

Já o coordenador Cristiano Moreira alertou que enquanto a categoria se reunia na abertura da Plenária, os inimigos estavam no Congresso Nacional discutindo quantas malas de dinheiro e quantos carros de luxo estavam sendo negociados em troca da Reforma Trabalhista. Outro alerta feito pelo dirigente foi quanto ao excesso de divergência de ideias dentro da categoria e que os servidores precisam buscar um caminho em comum para a construção do movimento de resistência. Para ele, essa Plenária Nacional precisa ser um divisor de águas na organização da nossa categoria. 

Último a se pronunciar, o diretor do Sindjufe (MS), Antônio Medina, avaliou que está acontecendo uma avalanche na retirada dos direitos trabalhistas. Medina falou da emoção quanto a presença de todos no estado do Mato Grosso do Sul para o evento. 

Das análises, uma certeza: com o governo avançando sobre os servidores e patrocinando a privatização do serviço público, o único caminho para barrar os ataques é a união com forte mobilização. Do contrário, novas reformas, MPs e outras medidas para subjugar e enfraquecer os trabalhadores serão editadas, com apoio do Congresso Nacional e do STF, para satisfação do apetite do alto empresariado e dos financistas. 

Os participantes da XXI Plenária Nacional da Fenajufe participam, nesta sexta-feira, 10, em Campo Grande, do Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações contra as reformas e pela valorização dos trabalhadores.

Fotos da mesa de abertura da XXI Plenária Nacional da Fenajufe podem ser acessadas no Flicker da Federação, no link http://bit.ly/2v1oMV9

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