Triste ano novo

Triste ano novo

Por servidores de Contagem (MG)

Este artigo é de inteira responsabilidade do autor, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria da Fenajufe

            Se aproxima o fim de mais um ano, e as perspectivas da carreira dos servidores do judiciário se tornam cada vez mais sombrias. Nota-se um total descaso do Governo Federal e do próprio Poder Judiciário com o futuro dos seus quadros funcionais. Aliado a isso, temos sindicatos e a Fenajufe com planos mirabolantes, fazendo seminários e mais seminários, com infinitas eleições de delegados e mais delegados, congressos, reuniões ampliadas que não resolvem absolutamente nada. Perguntamos: qual a ação concreta de luta para no mínimo repor as perdas salariais com a inflação para o ano que vem? A verdade é uma só, iremos mais uma vez perder a oportunidade de lutar por um aumento na remuneração em um ano eleitoral e de Copa do Mundo, tudo por causa de uma burocracia irracional. A solução é simples: que a Fenajufe e os sindicatos esqueçam essas brigas de tendências internas que não levam a nada e se unam em um plano simples e enxuto que possa ser submetido rapidamente a categoria através de uma consulta online. Não adianta ficar fazendo visitas sociais a diretor de supremo e outros cargos de menor expressão, já que eles não possuem nenhum poder de decisão. Além disso, as autoridades do judiciário não estão interessadas em questionar junto ao governo melhorias para os servidores, vide projeto enviado ao congresso com reajuste somente para os magistrados.

            Que se faça uma consulta nacional online a todos os servidores de todo o Judiciário da União sobre qual o plano de carreira realmente desejado pela categoria: Vencimento + GAJ, Gratificação de Desempenho, subsídio ou data base e que, após o resultado, se enterre de uma vez esse conflito que tantas forças tira da categoria. Que se mostre o ganho em cada um desses modelos e o custo de implantação de cada um.

            Outro absurdo recente é a postergação infinita do pagamento da URV, além de descumprir o acordo firmado  diminuindo erroneamente o valor, são feitas exigências absurdas de que os servidores desistam de ações judiciais, muitas já arquivadas, sendo que já foram assinados termos de desistência no pagamento das duas primeiras parcelas. Além disso, é importante fazer uma pergunta: é justo que um trabalhador tenha que renunciar a um direito antes de receber? Fora isso, o STF nas ADIN 4357 e 4425 já decidiu que a forma de aplicação dos juros da lei 9497/1977 que usa índice oficial + juros de poupança é inconstitucional, ou seja, a exigência do TCU que obrigou a redução dos valores que deveriam ser pagos aos servidores na última parcela, bem como que servidores tenham até mesmo que devolver valores, está totalmente equivocada. Inclusive, a Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais já até cancelou sua súmula 61 que determinava a correção pelo índice oficial + juros de poupança, ou seja, a correção deve ser feita pela sistemática anterior, juros de 1% (um por cento) ao mês mais atualização monetária pelo INPC. Diante disso perguntamos: o que os sindicatos e a Fenajufe estão fazendo para reverter a injustiça dessa diminuição de valores?

            Também é necessário relatar que, a demanda de trabalho que já era grande, está se tornando muito maior com a implantação do processo judicial eletrônico. Muitos servidores, em função do acúmulo de trabalho, em grande parte devido à inoperatividade do sistema, estão tendo que levar trabalho para casa e estender sua jornada para cumprir prazos. Servidores estão inclusive realizando operações de madrugada. De que adianta o poder judiciário fazer inúmeras pesquisas, promover uma série de cursos e seminários sobre a qualidade de vida, se o servidor está tendo que renunciar à sua qualidade de vida dentro do seu local de trabalho e do seu próprio lar.

            Nestes termos os servidores da Justiça do Trabalho de Contagem/MG vêm demonstrar sua indignação com o descaso geral com a categoria e alertar que, caso os servidores fiquem parados esperando bondades do governo e de autoridades do judiciário, teremos um triste ano novo.

 

 

Assinantes

 

Adsley Macedo de Oliveira

Adriana Aparecida Badaró

André luiz A santos

Andréia Dias Castelano Matos

Ângela Maria Pedrosa

Antonio Bessa de Almeida

Carlos Nazareno da Silva Coutinho

Caroline Batista Martins

Christian Cavallere de Oliveira

Cláudia Renata

Dabiana Pedrosa França

Danielle Rezende

Edna Maria de Alcântara

Eduardo Franklin Gondim Arruda

Eliana Olinda de Melo

Eliane Lúcia Coelho Reis

Fabiane Martins Huara

Fernanda Sousa

Frederich Silva Magalhães

Gabriela Alencar Besiano

Geovanny de Sousa Liduário

Gezane Azevedo

Giovanna de Abreu Campos

Isabela Maria Mageste Martins Messias

Jacqueline Palhares de Araújo

Janaína Gandra Lages

João Batista Ramos

João Henrique L. de Almeida

João Roberto Pereira

Leonidas Sales do Carmo

Luiz Carlos Navarro

Luciana coelho de Freitas

Luciene Aparecida da Silva

Marcone da Silva Ferreira

Maria Almeida Benine

Maria Antônia Claret Arantes Silva

Maria de Fátima Coelho

Maria de Lourdes Santos Aguiar

Maria Lídia Ferreira

Mauro Américo Verona

Michelle Tabata Ferreira

Milton Joaquim Simão

Odete A Oliveira

Paulo José da Silva

Peterson Santa Rosa Sarmento

Rafael Rocha dos Santos

Raquel Paulino

Renato da Silva Mitsuichi

Richard Rodrigues Santiago

Roberta Mendonça

Rosângela Rodrigues

Sayonara vasconcelos Rocha

Vânia Aparecida Santos e Silva

Wagner Alves Léo