Audiências Públicas e mobilizações reforçam luta contra a reforma da Previdência

 

 

 

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, realizou na manhã desta terça-feira, 6, Audiência Pública para continuar a discussão acerca das conclusões  da CPI da Previdência. Entre elas, a constatação de que o governo mente em busca de apoio à reforma e que a reforma beneficia exclusivamente o sistema de previdência privada, hoje nas mãos dos bancos. O relatório da CPI gerou uma cartilha (acesse AQUI) apontando as mentiras na propaganda em defesa da reforma.

Com a presença dos coordenadores da Fenajufe Mara Weber e Saulo Arcangeli, os debates alertaram para as consequências da reforma caso a PEC 287/16 seja aprovada. Para o  representante do movimento Educafro, Paulo Victor Bento Honório,  a medida impacta negativamente a população negra brasileira. Corte de pensões e limite de benefícios vão provocar agravamento da saúde dessas populações, já sem acesso a hospitais públicos e programas como o Farmácia Popular. Paulo Victor alertou ainda que jovens negros não estão conseguindo concluir cursos de graduação por corte nas bolsas de estudo após a edição da EC 95. Pelo quadro geral, o abismo entre brancos e negros voltou a crescer, segundo o ativista.

Já a senadora Regina Sousa (PT/PI) destacou o posicionamento da mídia que reforçou o apoio à proposta do governo, após vi$ita de Michel Temer a algumas emissoras e programas ao vivo. A parlamentar reforçou a necessidade de divulgação do relatório da CPI da Previdência com o resultado das investigações. Como mecanismo de divulgação, Regina Sousa sugeriu o compartilhamento da cartilha da CPI nas redes sociais.

A Audiência Pública pode ser assistida na íntegra pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LNcLyrkUYME

Pela tarde foi a vez de mobilização na Câmara dos Deputados, também  contra a reforma da Previdência. Lideranças partidárias, dirigentes e representantes sindicais além de movimentos sociais denunciaram o desmonte da Previdência pública com o objetivo de alimentar  a previdência privada, hoje nas mãos dos bancos.

Calendário de Lutas

Seguindo o calendário de atividades aprovado na reunião ampliada do Fonasefe/Fonacate, sindicatos filiados à Fenajufe intensificaram o trabalho contra a reforma. Deputados e senadores que embarcaram nos aeroportos brasileiros nesta segunda e terça-feira enfrentaram protestos e a indignação de trabalhadores, mobilizados contra os ataques do governo e a retirada de direitos.

Já no 19 de fevereiro acontece o Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência, com greves, mobilizações, paralisações e atos em todo o país. No mesmo dia também acontece o lançamento da Campanha Salarial de 2018 dos Servidores Públicos Federais.  Acompanhe as atividades:

- 6 a 16 de fevereiro (6/2 a 16/2) 

               - Rodada de Assembleias nos Estados para construção do dia 19 – Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência;

 

- 19 de fevereiro (19/2) 

               - Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, com greves, paralisações e mobilizações nos Estados; 

               - Lançamento da Campanha Salarial 2018 dos SPFs

 

- 2 de março (2/3) 

               - Ato em defesa do Sistema Único de Saúde e Hospitais Públicos - #ForaBarros

 

- 8 de março (8M) 

               - Incorporar as atividades internacionais e nacionais da luta das mulheres