Fenajufe - Coordenador da Fenajufe discute porte de arma com DREX da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Coordenador da Fenajufe discute porte de arma com DREX da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Atendendo convite do diretor regional da Agepoljus, Luiz Alberto Pereira Feitosa, o Coordenador de Formação Política e Organização Sindical da Fenajufe, Marcelo de Melo Ferreira, esteve em audiência na  terça-feira, 5,  com o delegado de Polícia Federal Carlos Henrique Oliveira de Souza, responsável pela Diretoria Regional Executiva  - DREX -  também substituto do Superintendente Regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Andrade Saadi. Na pauta, a concessão de porte de arma na categoria (A) em defesa pessoal, para os Agentes de Segurança do PJU no Rio de Janeiro.

Na reunião os representantes colocaram a premente necessidade desta concessão, em razão de suas atividades comprovadamente de risco e tratadas com excesso no estatuto do desarmamento, pois o mesmo só prevê o porte para até 50% do efetivo e apenas para aqueles que estejam de fato desempenhando as funções de segurança.

Na visão do coordenador da Fenajufe e do diretor da Agepoljus, trata-se de uma aberração por diversos motivos, entre os quais, a não previsibilidade de um tratamento isonômico entre os iguais, uma vez que prevê apenas 50%, a criação de mais uma instância discricionária para a concessão do que acreditam ser um débito, o porte, pela administração, o que coloca o segmento em uma posição de fragilidade e insegurança absoluta.

É imprescindível destacar que estes  50% ao que se refere o porte, o tem apenas em serviço na instituição. Essa circunstância cria a maior insegurança, pois, ao final do expediente, o agente vai embora desarmado, mas seu risco não cessa. Com a concessão do porte pessoal, na categoria A (defesa pessoal) essa aberração estaria sanada.

Na visão pessoal do delegado Carlos Henrique Oliveira, o pleito é legítimo e o reconhecimento do perigo que os agentes de segurança em sua atividade de risco correm diuturnamente em sua atividade, não cessa após o horário de trabalho, bem mesmo como a conjuntura do país, que atravessa um momento de recrudescimento da violência, em especial no Rio de Janeiro, justificaria a concessão. Porém existe a resistência em diversos setores. Carlos Henrique comprometeu-se tão somente analisar caso a caso, de forma criteriosa, depois de cumpridas as exigências legais de praxe, e a fundamentação fática.

Na avaliação do coordenador Marcelo Melo, a Fenajufe tem que lutar para corrigir essa deformidade, até por se tratar de decisão da categoria. E mais: Fenajufe e Agepoljus devem continuar a atuar unidas “pois, só com união e reconhecimento é que avançaremos como segmento de Agentes de Segurança e categoria”, aponta.