O câncer de mama masculino e a realidade no Brasil

O câncer de mama masculino e a realidade no Brasil

Via de regra as campanhas do Outubro Rosa são direcionadas às mulheres, para conscientização e prevenção ao câncer de mama. Mas o que poucos sabem é que o homem também é suscetível a doença. E o pior: de acordo com o Instituto  Nacional do Câncer -(INCA), em relação as mulheres apenas 1% dos homens  são diagnosticados no Brasil.

Na população masculina, a incidência do câncer de mama é na proporção de 1 para cada 100 mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O dado é preocupante, até porque o nódulo na mama masculina pode ser detectado mais facilmente pela pouca presença de tecido mamário, o que permite ser notado com um simples toque.  A pesquisa do Instituto realizada entre 2014 e 2015 , e divulgada em 2016 apontou que naquele biênio mais de 16 mil pessoas morreram da doença. Dessas, 185 foram homens.

Os sintomas são os mesmos apresentados nas mulheres. É importante que os homens fiquem atentos a qualquer alteração nas mamas como inchaço, crescimento anormal, surgimento de nódulos, coceiras, secreção nos mamilos e ínguas nas axilas. Em caso de diagnóstico positivo, é recomendável um estudo genético nas mulheres da família. A chance de o homem desenvolver o câncer de mama é mais propícia em quem já tem histórico familiar.

Qualquer que seja a suspeita, o homem deve procurar o mastologista e se submeter aos mesmos exames indicados às mulheres. Realizar eco e mamografias e biópsia. O tratamento é feito com químio e radioterapia e hormonioterapia (tratamento para inibir atividades hormonais que tenham influência no crescimento de tumores).

Ainda conforme os dados do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama masculino é mais incidente na velhice. Geralmente ocorre após os 60 anos. Para evitar, deve-se cultivar hábitos alimentares saudáveis, fazer controle do peso e evitar bebidas alcoolicas. Lembrando que exercícios físicos são fundamentais para uma boa saúde.

Por ser raro não significa que deve ter menor atenção. A cura continua sendo o diagnóstico precoce e o autoexame é um poderoso aliado.

A Fenajufe, preocupada com a questão, marcou o tema em sua arte de referência para o Outubro Rosa.

 

 

Joana Darc Melo, da Fenajufe