Pela 5ª vez, manifestantes voltam às ruas em defesa da Educação e Previdência Social

Pela 5ª vez, manifestantes voltam às ruas em defesa da Educação e Previdência Social

Estudantes, professores, trabalhadores - da iniciativa privada e servidores públicos - entidades sindicais e movimentos sociais voltaram às ruas, nesta terça-feira (13), em todo o País, contra os cortes na Educação e em defesa da Previdência Social. Em Brasília, a concentração aconteceu no Museu da República e, de lá, empunhando faixas, cartazes e com brados de ordem, os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional.

A coordenadora Elcimara Souza e os coordenadores Cristiano Moreira, Evilásio Dantas, Fabiano dos Santos, Fernando Freitas e Roniel Andrade participaram pela Fenajufe. Presença, também, do Sindjus-DF e Sintrajufe-RS.


A Fenajufe se soma à luta dos estudantes contra os ataques frequentes do governo, dado o momento gravíssimo de destruição dos direitos da classe trabalhadora promovido por Jair Bolsonaro. Depois da destruir as aposentadorias, a intenção é acabar, também, com o serviço público com: 

- Diminuição do tamanho do Estado acabando com setores de fiscalização e que podem garantir serviços de qualidade ao cidadão, como fiscais do trabalho, fiscais de saúde, agentes sociais e outros cargos ligados ao grande público, substituindo-os por serviços articulares pagos;

- Redução do quadro de pessoal, acabando com concursos públicos;

- Redução de jornada com redução de salário;

- Instituição de critérios de avaliação subjetivos e sem garantias de respeito à ampla defesa e à lisura do tratamento do servidor, em casos de dispensa por insuficiência de desempenho. A proposta facilita, inclusive, o tráfico de influência dentro das repartições estatais.

- Ampliação da contratação temporária, terceirizada, com menos direitos, salários menores, maiores cargas de trabalho e menos garantias para o trabalhador.

- Recriação dos currais eleitorais com a autorização para a União criar fundações privadas, organizações sociais e serviço social autônomo – cujos empregados são contratados pela CLT –para, mediante delegação legislativa, contrato de gestão ou mesmo convênio, prestar serviço ao Estado, especialmente nas áreas de Seguridade (Saúde, Previdência e Assistência Social), Educação, Cultura e Desporto, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Turismo e Comunicação Social, entre outros. Essas organizações podem ser usadas tanta para nomeação de apaniguados políticos como desvios de caixa do erário.

Marcha das Mulheres Indígenas

Com o lema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, cerca de 2 mil lideranças indígenas participaram da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, na Esplanada dos Ministérios, contra as políticas de Bolsonaro para os povos indígenas.

 

Raphael de Araújo, a serviço da Fenajufe

Fotos: Joana Darc Melo