Servidores de Alagoas repudiam a ação da PM contra manifestantes em Brasília

Servidores de Alagoas repudiam a ação da PM contra manifestantes em Brasília

Os servidores do Judiciário Federal de Alagoas manifestaram repúdio à ação da Polícia Militar contra os grevistas, ocorrida na última quinta-feira (23), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Protestando contra a política do governo Dilma, a PM usou a força para reprimir os grevistas. O coordenador Jurídico do Sindjus-AL, Paulo Falcão, destacou que a categoria não irá recuar. “O movimento grevista cresce contra o congelamento de salário, contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, contra aos assédios moral e sexual”, ressaltou durante ato público ocorrido na sexta-feira (24).

Mobilização

As atividades de greve serão retomadas nesta terça-feira (28) devido ao feriado estadual nesta segunda (27). A concentração será em frente ao prédio das Varas do Trabalho a partir das 9 horas.

Os grevistas pretendem mobilizar a categoria para realizar o ato público TRE contra a determinação do Superior Tribunal de Justiça de que 80% do quadro de servidores da Justiça Eleitoral mantenham os trabalhos.

Paulo Falcão destacou que a decisão é uma aberração jurídica. “O objeto da ação tratava apenas da greve de 48 horas ocorrida nos dia 4 e 5 de julho, e não dessa greve por tempo indeterminado”, esclareceu.

Manifestação nacional

Doze servidores do Judiciário de Alagoas se colocaram à disposição para participar do ato público “Bota fora de Ari Pargendler”, na próxima quinta-feira (30), em frente ao STJ. O ministro foi um dos autores da decisão que atacou o direito à greve dos servidores, julgando ações que estabelecem percentuais mínimos de funcionamento do órgão e permitem o corte de ponto. Os servidores também participarão da reunião ampliada da Fenajufe no dia seguinte.

Na última sexta-feira (24), após o ato publico em frente ao prédio das Varas do Trabalho, a categoria realizou uma panfletagem no prédio sede do TRE, convocando os servidores para aderir ao movimento grevista nacional.

Fonte: Sindjus-AL