Categoria no RS aprova paralisação no dia 18 de março em defesa dos serviços públicos e elege delegados à ampliada da Fenajufe

Categoria no RS aprova paralisação no dia 18 de março em defesa dos serviços públicos e elege delegados à ampliada da Fenajufe

 

 

 

No último sábado, 1º, foi realizada assembleia geral dos trabalhadores e das trabalhadoras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União no Rio Grande do Sul. Por unanimidade, a categoria aprovou a adesão à greve nacional do Judiciário, marcada para 18 de março. Será um dia de mobilização em todo o país em defesa dos serviços públicos e contra as privatizações que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) tem colocado em marcha. Na assembleia, também foram aprovadas autorizações para o ingresso de ações judiciais; ainda foram eleitos os delegados que irão representar o Rio Grande do Sul na reunião ampliada que a Fenajufe realiza em março. Compuseram a mesa da assembleia a diretora Clarice Camargo e os diretores Fabrício Loguércio e Zé Oliveira. Por videoconferência, participaram da atividade colegas de Santa Maria.

Na abertura da assembleia, o diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe Edson Borowski fez um relato sobre a organização das lutas na federação, com destaque para a reunião que, em dezembro de 2019, aprovou o calendário de mobilizações para este ano. Antes do início dos debates, o diretor Fabrício Loguércio também esclareceu ao plenário que a proposta da direção do sindicato era por paralisação no dia 18 de março. Com isso, foi aberto o debate sobre o primeiro ponto da pauta, a mobilização marcada nacionalmente para essa data.

Paralisação para mostrar força dos trabalhadores

Buscando garantir a diversidade e estimular as falas das mulheres, a mesa optou por inscrever homens e mulheres alternadamente, enquanto houvesse inscrições que contemplassem essa alternância. Muitos e muitas colegas falaram na assembleia, ficando demonstrada em cada intervenção a preocupação geral com as ações do governo Bolsonaro contra o serviço público e os direitos dos trabalhadores. Foram citadas medidas específicas, como as PECs que compõem o "Plano Mais Brasil", mas a preocupação maior é com a amplitude do projeto de destruição que está colocado em marcha.

Foi ressaltado, por outro lado, que é necessário fortalecer a mobilização do lado dos trabalhadores, com máxima unidade dentro da categoria, entre os servidores públicos e também com o conjunto da classe trabalhadora. Com isso em mente, algumas colegas destacaram o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, como uma data-chave. As mobilizações em torno desse dia ainda estão sendo preparadas, mas a tendência é de que haja uma semana de luta, incluindo a lembrança do assassinato de Marielle Franco, que completa dois anos no dia 14 de março.

Todos os colegas e as colegas que falaram na assembleia concordaram com a proposta de paralisação para o dia 18 de março, destacando a importância de que cada um converse com os colegas nos locais de trabalho para fazer crescer a mobilização. Apenas com todos mobilizados, reforçaram, será possível barrar os crescentes ataques.

A assembleia aprovou por unanimidade o seguinte calendário de lutas:

12/02 – Atividade do conjunto da classe trabalhadora no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília

08/03 – Participação da categoria nas mobilizações do Dia Internacional das Mulheres

18/03 – Adesão à paralisação nacional do Judiciário e ao Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Serviços Públicos e contra as Privatizações

Foi aprovada, ainda, também de forma unânime, a produção de um vídeo para alertar a categoria sobre a necessidade de mobilização e paralisação no dia 18 de março.

Eleição de delegados e delegadas à Fenajufe

A assembleia também elegeu os delegados e as delegadas que irão representar o Rio Grande do Sul na reunião ampliada da Fenajufe marcada para o dia 7 de março. Essa reunião será de grande importância para a organização do 18 de março na categoria em todo o Brasil.

Duas chapas se inscreveram, chegando-se, na votação, ao seguinte resultado:

Chapa 1 – Democracia e Base na Luta – 62 votos – 7 delegados

Chapa 2 – Luta Sintrajufe – 13 votos – 2 delegados

Autorização para ações judiciais

O advogado Carlos Guedes, do escritório Silveira, Martins e Hübner Advogados, que presta assessoria jurídica ao Sintrajufe/RS, esteve presente à assembleia para conversar com os colegas presentes sobre algumas ações judiciais em andamento ou em vias de ingresso. Após algumas dúvidas serem sanadas, a assembleia aprovou o ingresso de diversas ações, que podem ser conferidas AQUI.

Direção explica situação financeira da entidade

Surgiram, durante a assembleia, alguns questionamentos a respeito da situação financeira do sindicato. A direção do Sintrajufe/RS que assumiu a entidade em outubro tem apontado dificuldades financeiras desde que tomou posse, situação destaca em matéria recentemente publicada no site do sindicato. O diretor Ramiro López, responsável pela secretaria de Administração, Finanças e Patrimônio, apresentou esclarecimentos sobre o tema, destacando que contas como a do Fundo de Obras e do Fundo de Greve foram encontradas zeradas. Ele destacou, ainda, que houve problemas para realizar o pagamento do orçamento participativo e mesmo do pagamento do salário de dezembro dos funcionários do sindicato, já que não fora feito provisionamento, ao longo do ano, para esse fim.

Também foram feitos esclarecimentos sobre a opção pela realização da assembleia em um sábado. A ideia é alternar assembleias aos sábados e aos dias de semana, de forma a dar contas das diferentes necessidades dos e das colegas. Nesse caso específico, pesou ainda a realização de reunião do Conselho Geral do Sintrajufe/RS, na parte da manhã, discutindo as pautas da assembleia e outros temas do dia a dia da entidade e da categoria.