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Reunião com o Relator nesta terça pode definir avanço na proposta
Brasília - 10-06-02 - O Comando Nacional de Greve da Fenajufe se reuniu por volta das 20 horas desta Segunda-feira com o Ministro Marco Aurélio, Presidente do STF para saber do resultado das gestões com o Presidente Fernando Henrique. Marco Aurélio disse que só conseguiu conversar com FHC hoje e que está muito difícil melhorar a proposta. O governo mantém as mesmas alegações, diz que foi além do limite possível e que não pode discutir antecipação de parcelas além do que já está proposto pois não pode ser acusado de “deixar dívidas para seu sucessor”. Depois de muita conversa, em que salientamos o fato da autonomia do Judiciário estar em jogo, o Presidente do STF, considerou viável tentarmos alguma melhoria na discussão com o relator que ocorrerá amanhã. Marco Aurélio se dispôs a conversar pessoalmente com o relator e garantiu a participação do Diretor Geral ou do Assessor da Direção na reunião com Jovair Arantes.
Outro assunto tratado foi a negociação dos dias parados da greve. Mais uma vez cobramos de Marco Aurélio a necessidade de uma solução uniforme para o caso. Lembramos ao ministro que, no ano passado, o próprio Presidente da República editou decreto (privativo de sua autoridade) que negociava os mais de 100 dias parados da greve dos federais determinando que seriam considerados como de efetivo exercício e não sofreriam desconto. Sugerimos que algo assim poderia ser feito através de instrumento também privativo da autoridade do Presidente do STF, no mesmo sentido. Marco Aurélio disse que no TSE o assunto já havia sido resolvido mas alertamos para uma mudança de posição daquele tribunal segundo a qual “a negociação teria encerrado dia 5” e a partir daí nada seria garantido. Ressaltamos que, no nosso entendimento, as tratativas nesta data, 10 de junho, do presidente do STF são uma prova de que as negociações não se esgotaram dia 5 mas permanecem em curso. Marco Aurélio disse entender o problema e propôs tratarmos do assunto assim que acabe a negociação presente.
Nesta terça, o fortalecimento da greve e o papel das caravanas em Brasília será essencial para a queda de braço política que envolve a aprovação do PCS da forma que mais nos favoreça. É possível e necessário votar o regime de urgência nesta semana, fato que, por si só, não encerra a possibilidade de continuidade das negociações para melhoria da proposta. As negociações em todos os níveis para melhorar o projeto devem seguir até o fim.