Greve é a única garantia

BRASÍLIA – 13/06/02 - Conforme noticiado na página ontem da Fenajufe (12/6) algumas atividades importantes tiveram lugar no Congresso Nacional. Contudo, nas avaliações que se seguiram o quadro que se delineou não é tranquilizador.

        De um lado o governo, mesmo com a possibilidade de aprovação do segundo turno da CPMF, liberou sua base nesta quinta-feira. Ou seja, no dia de hoje, nem mesmo os entendimentos necessários para encaminhar a votação da MP do salário mínimo serão tratadas na Câmara dos Deputados.

        Esse fato aponta para um estrangulamento da pauta de terça-feira, 18 de junho, dia em que deveriam ser votados todos os pedidos de urgência. A rigor, o calendário não está comprometido, mas qualquer esforço adicional necessário, ou qualquer empecilho que surja no meio do caminho pode criar uma situação de comprometimento do calendário de votações dos projetos que dependam de aprovação no Senado Federal.

        Para terça-feira, dia provável da liberação da pauta, está prevista a votação do Salário Mínimo e o pacote sobre segurança. Ocorre que nenhuma destas questões são pacíficas e podem surgir alguns entraves na aprovação. Pela agenda política do Congresso, somente após a aprovação dessas duas matérias é que seria possível votar as urgências do conjunto de  projetos que revisam salários e carreiras.

        É consenso entre os parlamentares que somente a pressão da categoria pode manter os projetos do setor público na lista de prioridades do Congresso. Nesse sentido, a greve do Judiciário tem cumprido um papel fundamental, pela força do movimento e pelos avanços conquistados em relação à política geral do governo.