SINDICATO
DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO - SUB-SEDE –
SANTOS - RUA CEL. PROOST DE SOUZA, 35 – EMBARÉ SANTOS/SP
– 11040-090 – TEL/FAX: (13)3238-3807 - E-MAIL: sintrajudsantos@uol.com.br

![]()
A GREVE CONTINUA - SERVIDORES PAULISTAS MARCAM NOVA
ASSEMBLÉIA PARA QUARTA
A assembléia dos servidores do Judiciário Federal de São Paulo,
feita nesta sexta-feira (7/6), decidiu manter a greve iniciada no dia 6 de
maio. Segundo o informe distribuído pelo Sindicato paulista dos Trabalhadores
do Judiciário Federal (Sintrajud), participaram da assembléia cerca de mil
servidores.
A categoria decidiu manter o movimento em função do governo não
ter apresentado até agora nenhuma proposta oficial para tramitação do Plano de
Cargos e Salários do Judiciário. A próxima assembléia estadual acontecerá na
próxima quarta-feira, às 14 horas, novamente em frente ao TRE.
Os grevistas da Justiça Trabalho no interior (15ª Região) não
participaram da assembléia estadual porque estavam realizando um ato, com
direito a bolo, em comemoração à liminar concedida pela 2ª Vara Federal de
Campinas, garantindo pagamento dos dias parados. A manifestação em Campinas
reuniu cerca de 300 servidores em frente ao Tribunal Regional do Trabalho em
Campinas. Lá também foi realizada assembléia regional que aprovou a manutenção
do movimento.
Segundo o Sintrajud, a greve em São Paulo já atinge 104 das 139
cidades onde existem fóruns e/ou tribunais no Estado, totalizando uma adesão de
70% da categoria. Dos 85 fóruns da Justiça Trabalhista da 15ª Região
(interior), 84 estão paralisados, com adesão de 100% em 63 deles. Na Justiça
Federal, 26 dos 28 estão fóruns parados, com 100% de adesão em 9 deles. Na Justiça
Trabalhista da 2ª Região (capital, Baixada Santista e Grande São Paulo) e no
Tribunal Regional Eleitoral a adesão é de 80%.
CONGRESSO VAI PRESSIONAR GOVERNO A
RETIRAR CORTES
Parlamentares esperam retomada de R$
3,5 bi noOrçamento, após votação final da CPMF, na quarta
Rosa Costa
BRASÍLIA - Com a aprovação em segundo turno, no Senado, da emenda
constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) até dezembro de 2004, prevista para quarta-feira, os
parlamentares vão pressionar o governo para que sejam revistos os cortes de R$
3,5 bilhões feitos no Orçamento da União deste ano.
Os recursos compensariam o prejuízo provocado pela suspensão da
contribuição no próximo dia 17, caso fosse mantido o prazo de 90 dias para
início da cobrança. Mas a noventena foi derrubada na votação em primeiro turno,
por 48 votos a 20.
O líder do governo no Senado, Artur da Távola (PSDB-RJ), diz que
ainda não conversou com o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o assunto.
Acredita, porém, que não há da parte do governo a intenção de
manter esses cortes. Para o deputado José Genoíno (PT-SP), a redução do
Orçamento por causa da demora na votação da CPMF "foi uma chantagem contra
o Congresso, que não pode ser mantida". Ele lembra que a emenda
prorrogando a contribuição só não foi votada antes por causa dos atritos na
própria base governista. "O mínimo que o Executivo deve ao Legislativo é
restabelecer o valor total do Orçamento", defende.
O assunto está sendo examinado pela equipe econômica. O ministro
do Planejamento, Guilherme Dias, afirma que o governo será cauteloso na revisão
dos cortes. O temor é que a oposição consiga derrubar na Justiça a emenda
supressiva que derrubou a noventena. Também está em suspense a decisão do
presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), de promulgar a proposta sem
submeter à Câmara a emenda que suprimiu os três meses para início da cobrança
da CPMF.
A Executiva do PT se reunirá esta semana para decidir se vai ou
não recorrer ao Judiciário. O senador José Eduardo Dutra (PT-SE) lembra que, no
caso, teria de ser utilizado um outro instrumento, que não uma Ação Direta de
Inconstitucinalidade, uma vez que não houve danos à emenda, mas sim aos prazos
de sua aplicação. Tebet acredita que a iniciativa não será aceita pela Justiça.
Mercado - Pela expectativa do vice-líder do governo, senador
Romero Jucá (PSDB-RR), o placar de votação da CPMF em segundo e último turno
deve ficar em torno do que foi obtido na semana passada. A emenda foi aprovada,
na terça-feira, por 50 votos a 11, com apoio da bancada do PFL que ameaçava
adiar a votação até agosto.
Jucá prevê que a aprovação da contribuição, sem interrupção,
ajudará a acalmar o mercado financeiro. Segundo ele, trata-se de um "fator
de equilíbrio fiscal que acabará com a necessidade de criar novos
impostos". A promulgação da emenda pode ocorrer ainda na quarta-feira, se
a sessão de votação não se estender até mais tarde, ou então ficará para a
quinta-feira.
A emenda mantém a alíquota da CPMF em 0,38% este ano e no próximo;
em 2004, cairá para 0,08%. A maior parte da arrecadação, 0,20%, vai para o
Fundo Nacional de Saúde; 0,10% vai para a Previdência e 0,08%, para o Fundo de
Combate e Erradicação da Pobreza. O governo espera arrecadar este ano R$ 21,8
bilhões com a contribuição
![]()
FUNCIONALISMO - 500 MIL DEVEM
PRESSIONAR NOVO GOVERNO POR REAJUSTE
Greve de servidores federais pode
ocorrer logo no início do mandato
Sandro Lima
Da Sucursal de Brasília
O próximo presidente da República poderá enfrentar logo no início do mandato
uma greve do funcionalismo público federal. Segundo os sindicatos que
representam a categoria, a probabilidade de greve é maior caso José Serra
(PSDB) seja eleito. Eles esperam mais negociação por parte de eventuais
governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Anthony Garotinho (PSB) e
consideram Ciro Gomes (PPS) uma incógnita.
A pressão sobre o próximo presidente será feita principalmente pelos 500 mil
servidores que fazem parte do PCC (Plano de Classificação de Cargos), que desde
1995 receberam reajuste de apenas 3,5%. O quadro completo do governo federal é
de 1,3 milhão de servidores civis.
As principais reivindicações dos servidores para o próximo governo
são um reajuste de 94,76%, incorporação das gratificações e implementação de um
plano de carreira. Esse reajuste representaria um acréscimo anual de quase R$
60 bilhões à folha de pagamento, que hoje é de R$ 65,7 bilhões.
Os sindicalistas avaliam que um reajuste de 94,76% é bastante difícil, até
mesmo em um governo petista. Para eles, o mais importante é que o próximo
governo, seja qual for, abra um canal de negociação e que se disponha, mesmo
que gradativamente ou parcialmente, a repor as perdas.
A Condsef, entidade que representa os servidores federais, prepara
um cronograma com previsão de plenárias em janeiro e fevereiro e greve em
abril, caso o novo presidente não abra negociação.
Caso o vencedor seja Serra, a possibilidade de se deflagrar uma greve será
maior porque os funcionários supõem que ele manterá a mesma política salarial
do presidente Fernando Henrique Cardoso, que durante quase sete anos não
concedeu nenhum reajuste linear aos servidores do PCC nem recebeu os
representantes da categoria para negociar.
Uma eventual greve não seria geral, já que algumas carreiras ligadas à gestão
de políticas públicas nas áreas jurídica, de fiscalização e relações
internacionais tiveram reajustes no governo FHC que variaram de 10% a mais de
200%. Essa parte do funcionalismo chega a 408 mil, entre ativos, inativos e
pensionistas, segundo o Ministério do Planejamento.
No ano passado, uma greve geral dos servidores reivindicou reajuste de 75,48%
para compensar as perdas acumuladas de 1995 a 2000. O resultado foi um reajuste
linear de 3,5%, calculado com base na inflação prevista pelo Banco Central para
este ano.
Categorias como a dos professores universitários e a dos servidores da saúde
também estudam retomar greves no próximo governo, acenam Vladimir Nepomuceno,
presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, e o
presidente do Andes, (Sindicato dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior), Luís Carlos Lucas.
Os sindicatos de funcionários públicos imaginam que, caso eleito, Lula abra
negociação para repor as perdas salariais. Mas não descartam uma greve num
eventual governo petista, se a expectativa de negociação se frustrar.
Os sindicalistas mantêm expectativa semelhante diante da possibilidade de
vitória de Garotinho, baseada nas experiências dos funcionários com ele na
Prefeitura de Campos e no governo do Rio.
Ciro é considerado uma incógnita por boa parte dos sindicalistas, porque,
apesar de atualmente pertencer a um partido de esquerda, tem passado
governista.
Apesar da boa expectativa em relação a Lula e Garotinho, os sindicatos acham
que o próximo governo ficará engessado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e
terá pouca margem de manobra para realizar grandes mudanças na remuneração dos
servidores.
É PRECISO LEVAR OS RECURSOS EM CONTA,
DIZ PT
DA REPORTAGEM LOCAL
Nas diretrizes de seu programa de governo, o PT assume o
compromisso de reajustar o salário dos servidores públicos federais, mas, fiel
ao estilo "realista" que procura demonstrar na campanha, diz que é
preciso levar em conta a "limitação de recursos".
"Haverá o compromisso de valorizar os servidores, mas falar sobre reajuste
e cronograma de aumentos só será possível se e quando chegarmos ao governo. Não
sabemos em que condições orçamentárias assumiríamos", disse o coordenador
do programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci Filho.
Nas últimas semanas, o assunto gerou polêmicas na pré-campanha presidencial de
Lula. Primeiro, ele disse, em entrevista a uma rádio, que "não é normal em
nenhum país do mundo que uma categoria fique sete anos sem aumento". No
dia seguinte, teve de afirmar que não prometeu conceder aumentos ao
funcionalismo. "Seria irresponsabilidade minha ficar fazendo promessas
antes das eleições