Globo Neews.Com. - 11/06/2002

 

19h11m  - Governo não garante votação de planos de carreira

 

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), não deu garantias de que os 14 projetos que tratam do reajuste dos servidores públicos sejam votados antes do recesso parlamentar. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o reajuste de servidores em ano eleitoral é proibido a partir de seis meses antes da eleição, ou seja, desde 9 de abril. No entanto, uma resolução específica do TSE determina que essa regra não se aplica a planos de cargos e salários, como é o caso dos servidores do Judiciário e da Educação, por exemplo.

 

Madeira evitou comentar as declarações do líder do PFL na Casa, Inocêncio Oliveira (PE), que acusou o governo de estar adiando as votações por interesse próprio para evitar os reajustes e, conseqüentemente, o aumento de despesas. O pefelista disse que o governo estaria inclusive telefonando para os parlamentares e dando orientações para que ninguém comparecesse para as votações nessa semana. O líder do governo reconheceu que os projetos de reajuste vão representar um gasto anual extra que pode chegar a R$ 3 bilhões por ano.

 

- Estamos em processo de entendimento. Se houver acordo, podemos votar todos (os projetos) na semana que vem - disse Madeira, acrescentando que a Câmara já ficou parada por quatro semanas e em apenas um dia votou 20 medidas provisórias.


Daniela Nahass, do GloboNews.com

 

 

Informes do PT/DF - 12/06/2002

 

Comissão discute criação de cargos no serviço público

Comissão discute criação de cargos no serviço público


A Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público realiza às 10h, no plenário 12, reunião em que poderão ser apreciados diversos projetos relativos a cargos e salários de servidores públicos.
Estão na pauta os seguintes projetos: PL n° 5.906/01, que cria empregos públicos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); PL n° 6.026/01, que cria Procuradorias da República em municípios e cargos de Procurador da República; PL n° 6.028/01, que trata de cargos nos Ministérios Públicos da União e do Trabalho; PL n° 6.039/02, que cria cargos e escritórios do Ministério Público do Trabalho; PL n° 6.489/02, que trata da remuneração de Procurador da Fazenda Nacional; PL n° 6.492/02, que dispõe sobre a criação da Gratificação de Desempenho de Atividade de Apoio Técnico à Inspeção (G-Dati).

 

 

Agência Câmara de Notícias – 12/06/2002

 

9h30  - Criação de cargos no MPU está na pauta

 

O Projeto de Lei 6025/01, do Ministério Público da União, que dispõe sobre a criação de Cargos Efetivos na Carreira de Apoio Técnico-Administrativo e de funções comissionadas, no âmbito do MPU, é um dos itens da pauta da reunião ordinária da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, marcada para as 10 horas. O parecer do relator, deputado Antônio Carlos Konder Reis (PFL-SC), é pela aprovação.


Também consta da pauta o Projeto de Lei 5906/01, do Poder Executivo, sobre a criação de empregos públicos no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relator, deputado Freire Júnior (PMDB-TO), apresentou parecer favorável, com emendas.


A reunião será no plenário 12. - Da Redação/ ACS

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

 

 

Jornal Correio da Bahia - 12/06/2002

 

Paralisação de serventuários já dura 37 dias

Continua sem previsão de término a greve dos servidores da Justiça Federal na Bahia, que completa hoje 37 dias. Em todo o estado, cerca de 70% dos três mil servidores da Justiça estão parados, segundo estimativa do sindicato da categoria. No país, outros 70 mil trabalhadores (o quadro total é composto por cem mil servidores) estariam com os braços cruzados. Os servidores querem a aprovação do Plano de Cargos e Salários (PCS) da categoria, que garantiria a "correção de distorções nos proventos". O realinhamento elevaria o teto da folha de pagamento dos atuais R$2 bilhões para R$2,4 bilhões. O governo já concordou com a reposição, mas propôs o escalonamento do reajuste em quatro anos. A categoria não aceita o parcelamento.

 

Com a greve da Justiça Federal, que inclui ainda a Justiça do Trabalho e a Eleitoral, estão suspensos os trâmites de todos os processos trabalhistas, julgamentos de ações e leilões de bens alienados para fins de pagamento de indenizações. Apenas os casos considerados graves, como mandados judiciais, estão sendo expedidos.

 

Em Salvador, todas as 25 varas de Justiça estão fechadas. O único serviço que funciona, ainda que precariamente, é o recebimento de documentação nas centrais de protocolo da Justiça Federal. No TRE, a greve é apenas parcial, já que parte do quadro é formada por servidores à disposição da Justiça Federal.

 

Segundo o coordenador da Federação Nacional dos Servidores da Justiça Federal, Rogério Fagundes, o movimento grevista vai continuar até que o governo ceda às reivindicações da categoria. Ele admite que a categoria já se dispôs a aceitar um reajuste escalonado, mas com a última parcela vencendo em 2004 - um ano antes do que quer o governo

 

 

Jornal Gazeta do Paraná - 12/06/2002

 

Advogados cobram portaria durante a greve na Justiça


Leonardo Franklin - DA SUCURSAL DE CURITIBA

 

Curitiba - A Associação de Advogados Trabalhistas cobra um melhor planejamento dos juizes do Tribunal Regional do Trabalho quanto a abertura ou não das varas durante a greve dos servidores da Justiça do Trabalho. Na segunda-feira, o TRT garantiu que os advogados e partes terão acesso aos prédios das Varas do Trabalho.


Para o presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas, Cláudio Antônio Ribeiro, isso não é o suficiente. Ele cobra o agendamento das atividades das varas para que advogados e partes não percam tempo indo até aos fóruns nas datas previamente agendadas. "O ideal é que fosse baixada uma portaria para todo o período de greve e não uma a cada dia como vem acontecendo", reclama da desorganização. Há casos em que as partes não comparecem ao fórum e que são julgados como revés.


Os servidores do Judiciário trabalhista pedem a implantação de um Plano de Cargos e Salários. Estima-se que com a paralisação cerca de 180 audiências estejam sendo adiadas a cada dia útil.
De acordo com Cláudio Antônio Ribeiro, a falta de estrutura na Justiça do Trabalho faz parte de uma política nacional de estrangulamento dos serviços com a intenção de terceirizar as atividades desse segmento da Justiça. "A intenção do governo é clara. É uma das exigências do Banco Mundial que a Justiça do Trabalho seja privatizada, através de instituições como os Tribunais de Arbitragens, que estão abertos a todo o tipo de corrupção e extorsão", critica veementemente.


Quanto a paralisação que iniciou no último dia 22, ele reconhece a legitimidade do movimento e não acredita que será refletido em grandes atrasos. "A Justiça já está muito atrasada. Existem juizes com sentenças marcadas para quatro anos atrás que ainda não tiveram definições. E, os executivos municipais, Estadual e Federal ocupam cerca de 80% da pauta da Justiça do Trabalho, com inúmeros recursos. É um atraso programado", volta a criticar

 

 

Jornal Valor Econômico – 12/06/2002

 

 

PLANO DE CARGOS - A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados está analisando qual é a data limite para que os 14 projetos de reestruturação de carreiras de servidores sejam aprovados. O governo alega que legislação eleitoral proíbe a concessão de aumento para os servidores a partir do dia 6 de julho, ou seja, três meses antes da eleição. No dia 2 de abril, no entanto, o Tribunal Superior Eleitoral respondeu a uma consulta do deputado Wigberto Tartuce (PPB-DF) sobre o assunto e concluiu que não há exigências a respeito do cumprimento dessa data. Os assessores jurídicos da mesa, agora, estudam a Lei de Responsabilidade Fiscal. Um dispositivo dessa lei veta atos que determinem o aumento da folha de pagamento de pessoal seis meses antes do término do fim do governo