JORNAL DA CAMÂRA - 18/06/2002

 

 

 

Quatro medidas provisórias estão na pauta do Plenário

 

Além da MP 35/02, que aumenta o salário mínimo para R$ 200, a pauta do plenário da Câmara inclui outras três medidas provisórias para esta semana. A MP 36/02 abre crédito extraordinário ao Ministério da Integração Nacional e à Justiça do Trabalho; a MP 37/02 cria cargos em comissão no âmbito do Poder Executivo; e a MP 38/02 dispõe sobre o parcelamento de débitos tributários de estados e municípios, concede

 

benefícios fiscais a unidades industriais e altera a legislação aduaneira, dentre outras providências.

Segundo o presidente Aécio Neves, já existe acordo entre os líderes partidários em torno da MP do salário mínimo. Queremos cumprir a agenda prevista para este semestre, disse, referindose aos projetos de segurança pública e do fim da cumulatividade de impostos, itens considerados prioridade do plenário. Os projetos de segurança pública previstos na pauta tratam da pirataria de bens intelectuais (PL 2.681-A/96), da Convenção Interamericana contra a Corrupção (PDC 189-D/99) e dos crimes de seqüestro e de seqüestro relâmpago (PL 6.776/02). Caso sejam recebidos do Senado, dois outros PLs, ainda sem números definidos na Casa, também poderão ser apreciados. Eles dispõem sobre a pena para os crimes de corrupção ativa e passiva e sobre os crimes de lavagem e ocultação de bens e valores.

 

Já o PL 6.907/02, que aumenta a pena de reclusão nos crimes de corrupção de menores e pornografia infantil, depende de aprovação de requerimento de urgência para ser discutido em plenário. Reunião do Colégio de Líderes amanhã deverá definir um cronograma de votações para as próximas semanas. De acordocom Aécio Neves, até mesmo alguns dos projetos que reestruturam carreiras e salários dos servidores públicos podem ser votados pela Câmara. Estão avançando algumas negociações com o Executivo para que nós possamos votar, ainda nas próximas duas semanas, algumas dessas propos-tas, observou. Sessões extraordinárias e um esforço concentrado de votações são as estratégias para tentar limpar a pauta da Câmara até o início do recesso parlamen-tar, que somente poderá começar depois da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2003, ainda em tramitação na Comissão Mista de Orçamento.

 

 

 

INFORMES DO PT/DF - 18/06/2002

 

 

PT cobra votações na Câmara


O PT voltou a cobrar o fim da paralisia dos trabalhos na Câmara. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) reivindicou ontem a votação dos projetos que tratam dos planos de carreira dos servidores públicos. São 14 propostas em apreciação na Câmara. Segundo o petista, algumas delas já foram objeto de acordo com o governo.

 

"Estamos a doze dias do fim dos trabalhos na Câmara e o governo trancou as votações", denunciou. Ele lembrou que há mais de 30 dias não se vota nada em plenário em função da obstrução dos parlamentares da base governista, que não quiseram se expor na votação de emenda do PT à medida provisória que reajusta o salário mínimo.

 

Algumas das propostas relativas aos planos de cargos e salários dos servidores ainda aguardam parecer das comissões temáticas. Se aprovadas, o governo tem até o dia 6 de julho para sancioná-las, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o aumento de despesas com servidores públicos 180 dias antes das eleições.



AGÊNCIA FOLHA/SP – 18/06/2002

 

CÂMARA DEVE VOTAR AMANHÃ CRIAÇÃO DE CARGOS NO MPU


Brasília (Agência Folha) - O projeto de lei do Ministério Público da União (MPU), que dispõe sobre a criação de cargos efetivos e de funções comissionadas no órgão é um dos itens da pauta da reunião ordinária que a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público realiza na próxima quarta-feira, às 10 horas, no plenário 12, da Câmara Federal.


A proposição cria 340 cargos de Analista, de nível superior, 254 cargos de Técnico, de nível médio, na carreira de Apoio Técnico-Administrativo do Ministério Público da União. Além disso, cria 405 funções comissionadas e a transformação de 18 outras no âmbito do MPU do Distrito Federal e Territórios. Ainda consta da proposta integrar a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e a Promotoria de Justiça na Circunscrição Judiciária de Santa Maria à estrutura básica do Ministério Público do DF e Territórios. O parecer do relator, deputado Pedro Celso (PT-DF), é favorável.

 

Outro item da pauta é o projeto de lei do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que permite o saque do saldo das contas do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pelos respectivos titulares, quando qualquer de seus dependentes apresentar a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids). O relator, deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), apresentou parecer pela rejeição

 

 

CORREIO DO POVO/RS – 18/06/2002

 

 

SINTRAJUFE AVALIA GREVE E PROPOSTAS


Os servidores do Judiciário Federais no RS, em greve desde 6 de maio, se reunirão hoje às 14h, no auditório da Escola Estadual Parobé, para avaliar o movimento e debater a proposta de parcelamento dos benefícios de um novo Plano de Cargos e Salários. A greve já dura 44 dias.

 

Conforme a diretora do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal (Sintrajufe), Magda Nunes Ávila, 60% dos 6 mil servidores da Justiça Federal no Estado aderiram ao movimento. Para o conselheiro federal da OAB, Jesus Augusto Mattos, apesar de ser um movimento justo, a greve tem causado inúmeras dificuldades para os advogados. 'Atos deixam de ter seu encaminhamento, com prejuízo na solução do problema. Além disso, esta já é a terceira greve em três anos', destacou.

 

 

COSMO ON LINE/CAMPINAS – 17/06/2002

 

17:41 - Greve no TRT completa 42 Dias


Passados 42 dias, o braços continuam cruzados. Uma comissão do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Sindiquinze) viajou na tarde de segunda à Brasília para acompanhar de perto as próximas sessões da Câmara dos Deputados. Está marcada para terça-feira a votação do requerimento de urgência feito pelos servidores sobre o projeto que oficializa o Plano de Cargos e Salários (PCS) da categoria. Segundo informações de sindicalistas, o pedido deve ser aceito pelos parlamentares e a votação que define a questão de uma vez por todas acontece quarta-feira. Na próxima sexta-feira, dia 21, os trabalhadores da 15ª Região realizam uma assembléia em frente a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15), no Centro de  Campinas, para que sejam definidos os rumos da mobilização

 

 

JORNAL ESTADÃO - 18/06/2002

 

Câmara procura resolver impasse para liberar pauta

 

Governistas tentam impedir apreciação de projeto do PT que fixa mínimo em R$ 241

 

BRASÍLIA – O governo espera destrancar entre hoje e amanhã a pauta de votação da Câmara para concluir a apreciação de uma série de projetos antes do recesso de julho. Entre eles estão a proposta do fim do efeito cumulativo na cobrança do PIS-Pasep e 12 projetos de lei que concedem reajustes específicos a servidores públicos da União, além da medida provisória que fixou o atual salário mínimo em R$ 200.

 

A liberação da pauta depende de decisão da Câmara sobre o impasse regimental acerca da votação da MP do salário mínimo, que tranca a pauta desde 12 de maio. O impasse foi criado pelos líderes dos partidos governistas para tentar evitar o desgate eleitoral de os seus comandados terem de votar contra a emenda do PT, que propõe reajustar o mínimo para R$ 241.

 

Depois de ver sua emenda rejeitada pelo relator da MP, deputado Freire Júnior (PMDB-TO), o PT levantou questão de ordem, indeferida pelo presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG). O partido apresentou então recurso para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) solucione o impasse. Ontem, Aécio prometeu avocar para o plenário a decisão, caso a CCJ não decida o impasse hoje. Assim, a pauta seria destrancada e a MP poderia então ser votada amanhã.

 

Tributo – Com a liberação, os deputados poderão apreciar várias outras MPs e projetos de lei. Uma reunião de líderes partidários deverá ocorrer amanhã para fixar o calendário de votações para as últimas semanas de junho. A prioridade será dada também às matérias relativas ao pacote antiviolência, especialmente os que dizem respeito ao Código de Processo Penal e aos projetos que tipificam o seqüestro relâmpago, bem como às propostas que aumentam as penas para os crimes de corrupção e tráfico de armas.

 

Aécio quer acelerar ainda a votação do projeto que acaba com a cobrança cumulativa do PIS-Pasep, transformando-o num tributo menos oneroso para as empresas, que poderão deduzir da base de cálculo várias despesas. Hoje, é cobrado sobre o faturamento, em todas as etapas da cadeia produtiva. Como as mudanças resultarão numa taxação maior para as prestadoras de serviços, o relator do projeto na Comissão de Economia, Rubem Medina (PFL-RJ), excluiu essas empresas do novo sistema. A idéia é recuperar o texto original, apoiado pelo governo, por meio de novo substitutivo do relator indicado, Armando Monteiro (PMDB-PE).

 

Se a Câmara aprovar a urgência para o PIS-Pasep, novo substitutivo irá direto à votação no plenário, sem precisar passar pelas comissões de Finanças e Tributação e CCJ.

 

O líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse ontem que também deverão ser colocados em votação já os 12 projetos prevendo reajustes específicos para carreiras do funcionalismo público. Segundo Madeira, como existe consenso em torno dessas propostas apresentadas pelo governo – e para os quais existem recursos aprovados no Orçamento deste ano –, elas terão prioridade.

 

Já o Plano de Carreira e Salários dos servidores do Judiciário e o projeto de reajuste do salário dos servidores do Ministério Público poderão continuar parados. O governo alega que custarão muito caro à União se adotados integralmente ainda neste ano e quer dividir o reajuste. (L.L.)

 

 

REVISTA CONSULTOR JURÍDICO - 17/06/20012

 

 

GREVE CONTINUA  - funcionários querem incluir dias parados em negociação

 

Servidores do Judiciário Federal em São Paulo fazem manifestação nesta terça-feira (18/6). Os funcionários em greve há 44 dias farão uma vigília pela aprovação do projeto que revisa o Plano de Cargos e Salários da categoria.

 

Os servidores estarão em frente ao Tribunal Regional Federal às 14 horas. Está prevista a votação de todos os regimes de urgência relativos a planos de cargos e salários de servidores que estão em tramitação na Câmara.

 

O Comando Nacional de Greve recebeu do Tribunal Superior Eleitoral a proposta oficial para votação do Plano. O texto, que segundo o TSE conta com o acordo do Executivo, mantém a proposta de parcelamento do PCS em quatro vezes.

 

A proposta é de pagar 25% em junho de 2002; 20% em junho de 2003; 30% em janeiro de 2004; e 25 % em janeiro de 2005. Pela proposta de emendas do governo estariam assegurados os aposentados e o não desconto do PCS na data-base dos servidores públicos federais.

 

Os funcionários discordam de alguns pontos. Entre eles, o fato de proibir a progressão funcional durante o estágio e a alteração do critério de ocupação de cargos em comissão por pessoal de fora do quadro.

 

Pela emenda, 50% dos cargos em comissão ficam reservados aos integrantes das carreiras judiciárias. Outros 50% devem ser ocupados por servidores de outros poderes da União. No projeto original a reserva era de 70%.

 

O deputado Jovair Arantes (PSDB/GO), relator do projeto, está sendo procurado pela FENAJUFE, para adiantar o trabalho e incluir a negociação dos dias parados. De acordo com o sindicato da categoria, a greve nacional segue em 14 estados, com adesão de 48% da categoria. Em São Paulo, a adesão é de 70%.

 

A próxima assembléia estadual acontece sexta-feira (21/6), às 14 horas, em frente ao TRE.