JORNAL DO BRASIL - 19/06/2002
JUDICIÁRIO
TERÁ PLANO APROVADO
Essa foi a garantia dos
líderes da base governista dada ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), Nelson Jobim, que se empenhou pessoalmente em garantir assinaturas para
a tramitação de urgência à proposta. Jobim chegou a telefonar para o líder do
PFL, Inocêncio Oliveira (PE). ''Ele ligou para todos. O mérito já foi
negociado, agora só falta votar'', disse Inocêncio. O líder do PSDB, Jutahy
Magalhães (BA), foi um dos articuladores com o Planalto. ''Jobim me telefonou
e, com um lobby desses, não tem como não aprovar.''
Ontem à noite, o anseio de Jobim foi atendido: a urgência da
proposta foi aprovada. Outros quatro planos de carreira tiveram rápida
tramitação na Casa: Ministério Público, Ibama, Ministério da Seguridade Social
e Previdência e Ministério da Saúde. A urgência se deve ao fato de que o
governo precisa aprovar o plano de carreira que represente acréscimo de receita
para os servidores antes de 6 de julho, prazo final para aumentar salários em
ano eleitoral. O projeto de lei da Justiça tramita na Câmara desde setembro do
ano passado.
O plano de carreira do Judiciário beneficia cerca de 80 mil
funcionários, que teriam aumento médio de 35%, distribuídos em cinco anos, e
deve aumentar em R$ 3 bilhões - ou R$ 5,8 bilhões se incluídos os tribunais
superiores - os gastos da União. O número sobe para . Ontem, manifestantes, com
máscaras de bode, protestaram na Câmara. ''Os servidores não são o bode
expiatório do governo.''
INFORMES DO PT/DF - 19/06/2002
PLANOS DE
CARREIRAS RECEBEM URGÊNCIA
O plenário aprovou ontem
a votação em regime de urgência de seis projetos relativos a carreiras de
servidores públicos. As propostas, cuja negociação com o governo vem sendo
articulada pelo PT há meses, deverão ser votadas hoje. Foi aprovada também a Medida
Provisória nº 36, que destina R$ 115 milhões para a Defesa Civil e R$ 9,2
milhões para recuperar a estrutura da sede do TRT da 1ª Região (Rio de
Janeiro).
São as seguintes as
propostas que tiveram aprovada a tramitação rápida: PLs nº 6.882/02 e 5.440/01,
relativas às carreiras do Ministério Público; PL nº 6.879/02, sobre a remuneração da Magistratura da
União; PL nº 5.314/01, do plano de
carreira do Poder Judiciário; PL n° 6.546/02, referente à carreira de especialista
em meio ambiente; e PL nº 6.662/02, sobre as carreiras da Seguridade Social e
do Trabalho. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) fez um apelo para que haja
entendimento em torno da MP nº 2.175, relativo a diversas carreiras de auditor
no serviço público.
Outros três projetos
tiveram urgência aprovada: PL nº 6.022/01, que inclui no setor automotivo
mecanismos de incidência monofásica relativa ao PIS/Pasep; PL nº 6.665/02, que
trata da tributação cumulativa; e PL n° 6.603/02, sobre a complementação de aposentadorias
de trabalhadores da RFFSA. Poderá ir a voto ainda o projeto (PL n° 6.776/02)
relativo à punição de crimes de seqüestro e cárcere privado.
JORNAL DIÁRIO POPULAR/SP – 19/06/2002
GREVE FAZ A
OAB ABRIR AÇÃO CONTRA GOVERNO
Estado não estaria cumprindo dever
A OAB de São Paulo e
outras entidades de advogados entraram com ação na Justiça federal contra o
Governo, justamente por causa da greve no Judiciário federal. Na ação, os
advogados argumentam que o Estado está deixando de prestar um serviço público.
A greve, disse o conselho da OAB João José Sady, é causada pelo fato de o
Governo não reajustar os salários do funcionalismo.
Com a greve, que já dura
mais de 40 dias, o andamento dos processos foi interrompido. Os Tribunais
Regionais do Trabalho (TRTs) de São Paulo (2ª Região) e de Campinas (15ª) já
suspenderam os prazos dos processos. A mesma decisão foi tomada pelo Tribunal
Regional Federal (TRF) da 3ª Região, que abrange os estados de São Paulo e Mato
Grosso do Sul.
Projeto - Os servidores
fizeram vigília ontem diante do TRF, na Avenida Paulista. A greve iniciada em
maio será mantida pelo menos até sexta-feira, quando eles realizarão nova
assembléia, dessa vez diante do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A paralisação é pela
aprovação de projeto que revisa o plano de cargos e salários. Pela proposta do
Governo, a implementação seria feita em quatro vezes, até 2005. O projeto está
para ser votado na Câmara
CRIAÇÃO DE CARGOS NO MPU SERÁ VOTADA
O Projeto de Lei
6027/01, do Ministério Público da União, que dispõe sobre a criação de cargos
efetivos e de funções comissionadas no MPU, é um dos itens da pauta da reunião
ordinária que a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público realiza
às 10 horas, no plenário 12.
A proposição cria 340
cargos de Analista, de nível superior, 254 cargos de Técnico, de nível médio,
na carreira de Apoio Técnico-Administrativo do Ministério Público da União.
Além disso, cria 405 funções comissionadas e a transformação de 18 outras no
âmbito do MPU do Distrito Federal e Territórios. Ainda consta da proposta
integrar a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude e a
Promotoria de Justiça na Circunscrição Judiciária de Santa Maria à estrutura
básica do Ministério Público do DF e Territórios. O parecer do relator,
deputado Pedro Celso (PT-DF), é favorável.
JORNAL CAMÂRA DOS
DEPUTADOS – 19/06/2002
CÂMARA VOTA MP DO MÍNIMO E LIBERA PAUTA
DE VOTAÇÕES
O plenário da Câmara
aprovou, ontem, por votação simbólica a medida provisória que reajusta o
salário mínimo para R$ 200 e votou outros nove requerimentos de urgência para projetos
de lei que tratam da reestruturação de planos de carreira do Executivo,
Ministério Público e do Poder Judiciário.
Foi também aprovada urgência para a votação do fim da
cumulatividade do PIS-Pasep. Antes da decisão sobre o novo salário mínimo, o
plenário rejeitou por 211 votos a 149 o recurso do PT contra as regras baixadas
pela Mesa para apreciação de medidas provisórias. O resultado confirmou a
decisão da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação contrária ao
recurso, como propôs o relator, deputado Aloysio Nunes Ferreira. Foi ainda
aprovada a medida provisória que concede crédito extraordinário para a Justiça
do Trabalho e Ministério da Integração Nacional
PLENÁRIO
APROVA MP DO SALÁRIO MÍNIMO
A Câmara aprovou, ontem, a MP35/02, que elevou o valor do salário
mínimo para R$ 200, a partir do dia 1º de abril. A votação da matéria ocorreu
depois de o plenário decidir sobre o recurso do deputado Professor Luizinho
(PT-SP) contra regras temporárias anunciadas pela Mesa sobre a apreciação
preliminar de medidas provisórias quanto à adequação financeira e orçamentária.
O recurso pretendia que as emendas consideradas inadequadas nos
aspectos financeiro e orçamentário pelo parecer do relator da MP pudessem ser
apreciadas por meio de Destaque de Votação em Separado (DVS), mecanismo
previsto no Regimento Interno da Casa.
Os deputados acompanharam o parecer opinativo do deputado do salário mínimo
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) sobre o recurso, rejeitandoo por 211 votos a
149.
Os parlamentares aprovaram ainda a MP 36/02, que concede crédito
extraordinário de R$ 124 milhões à Justiça do Trabalho e ao Ministério da
Integração Nacional, e nove requerimentos de urgência para projetos de lei.
Dentre estes, constam os que tratam da reestruturação das carreiras de
Seguridade Social, de técnico-administrativo e dos membros do Ministério
Público da União (MPU), dos servidores do Poder Judiciário, dos magistrados, do
especialista em Meio Ambiente do Ibama e de complementação para os aposentados
da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Outros dois requerimentos de urgência
aprovados por unanimidade referemse aos PLs 6.665/02, sobre o fim da
cumulatividade do PIS/Pasep, e 6.022/01, que dispõe sobre a incidência
monofásica dessas contribuições e da Cofins no setor automotivo.
Foram aprovados também nove requerimentos de urgência e uma MP de
crédito extraordinário
DEPUTADOS CRITICAM ATRASOS NA AGENDA DE VOTAÇÕES
A agenda positiva, discutida no início do ano no Congresso, não
deve ser cumprida na opinião do deputado Dr. Hélio (PDT-SP). Ele assinalou que
somente na Comissão de Seguridade Social e Família há 184 projetos de lei
relacionados à área de saúde pública, apresentados no início dessa legislatura
e que ainda não foram apreciados.
O parlamentar citou como exemplo propostas para melhorar a
qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS), como a implantação de ouvidorias e a
autorização de acompanhante para os pacientes internados pelo SUS.
Já a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) acusou o presidente
Fernando Henrique Cardoso de ser o responsável pela paralisação das votações na
Câmara e pelos prejuízos para agenda da Casa. Segundo ela, o presidente da
República vem legislando por conta própria, por meio de medidas provisórias,
fato que impede a votação de matérias consideradas importantes pela deputada.
Entre elas, Grazziotin
destacou os projetos que tratam dos planos de cargos e salários. O Congresso Nacional, a administração
pública e a sociedade estão sofrendo as conseqüências da insensibilidade de
FHC, frisou.
JORNAL DO COMMÉRCIO/RJ – 19/06/2002
CÂMARA APROVA MP DO MÍNIMO E ACELERA
VOTAÇÕES
Urgência agora
é para fim dos impostos em cascata
Depois de aprovar ontem à noite a medida provisória que fixou o
atual salário mínimo em R$ 200, a Câmara decidiu acelerar a tramitação de
vários projetos de lei antes de encerrar a sessão legislativa. Onze urgências
foram aprovadas ontem à noite para projetos que estavam parados, entre eles o
fim do efeito cascata na cobrança do PIS-Pasep, principal ponto da reforma
tributária pleiteada pelo empresariado.
Uma parte dos reajustes
salariais para várias categorias do funcionalismo público, previstos em 12
projetos de lei de iniciativa do Executivo, será concedida por MPs. Serão
colocados em votação, em regime de urgência, somente as propostas sem acordo: o
Plano de Cargos e Salários do Judiciário e do reajuste para os servidores do
Ministério Público.
Como a Lei Eleitoral
proíbe reajustes salariais ao funcionalismo depois de 7 de julho (três meses
antes das eleições), o Governo preferiu editar várias MPs para atender parte
dos aumentos salariais.
Mesmo que a Câmara aprovasse os projetos, não haveria tempo
suficiente para o Senado concluir a votação e os reajustes vigorarem antes de 7
de julho. Também não deverão deslanchar os projetos do pacote contra a
violência.
Entre as matérias que serão apreciadas em regime de urgência até o
final da próxima semana estão dois que simplificam o sistema tributário: o novo
PIS-Pasep e a criação do regime de cobrança monofásica do PIS-Pasep e
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) no setor
automotivo.
O primeiro acaba com o efeito cumulativo na cobrança do PIS-Pasep
- hoje cobrado sobre o faturamento -, transformando o tributo em uma
contribuição menos onerosa para as empresas.
Se aprovada até o final de junho, a mudança passará a vigorar a
partir do final de setembro, ainda a tempo de dar ao Governo uma arma para se
defender dos ataques da oposição durante a campanha eleitoral. O regime
tributário atual concentra na indústria o recolhimento das contribuições sociais
em nome de toda a cadeia produtiva, o que reduz a sonegação.
O plenário da Câmara rejeitou o recurso do PT que visava colocar
em votação uma emenda elevando o salário mínimo atual para R$ 241 em vez dos R$
200 vigentes desde abril último
GOVERNO POR GREVE NA JUSTIÇA FEDERAL
A OAB/SP, juntamente com o Sindicato dos Advogados do Estado de
São Paulo, Federação Nacional dos Advogados, Associação dos Advogados
Trabalhistas de São Paulo e Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas,
iniciou ontem ação civil pública contra o Governo pela não prestação de serviço
público na área da Justiça, decorrente da greve dos servidores do Judiciário.
"Esse é um dever do Estado, que não vem sendo cumprido porque os
funcionários da Justiça Federal e Justiça Trabalhista estão em greve há mais de
30 dias", afirma Valter Uzzo, secretário-geral da OAB/SP.
Segundo a Ordem, a paralisação vem afetando os cidadãos que são
parte em processos, que tiveram seu andamento interrompido, adiando direitos,
muitas vezes de cunho alimentar.
Segundo o conselheiro da OAB/SP João José Sady, a greve decorre do fato de o
Estado não promover a recomposição do salário do funcionalismo. "O Supremo
já declarou em mandado de injunção que estes trabalhadores têm direito a
reajuste salarial, negado pela União que, assim, deixa de cumprir sua obrigação
constitucional", pondera o secretário
DIÁRIO ONLINE /ABC-SP
– 18/06/2002
16H49 - AÉCIO CONVOCA REUNIÃO COM
LÍDERES PARA QUARTA
O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), convocou para esta
quarta-feira, às 10h, uma reunião com os líderes partidários em sua residência
oficial. Segundo o líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE), a
pauta da reunião será a definição de assuntos que devem ser votados até a
próxima sexta-feira, antes do recesso parlamentar
JORNAL VALOR ECONÔMICO
– 19/06/2002
Ação contra a greve - Advogados de São Paulo entraram
ontem com uma ação civil pública contra a greve que atinge o Judiciário
Federal. O processo reuniu diversas entidades de classe, como a seccional
paulista da Ordem dos Advogados do Brasil e o Sindicato dos Advogados do Estado
de São Paulo. A base da ação, impetrada na Justiça Federal contra o governo, se
baseia na não prestação de serviço público na área da Justiça, decorrente da
greve dos servidores do Judiciário
GOVERNISTAS DESOBSTRUEM
PAUTA DA CÂMARA - Taciana Collet, De Brasília
O plenário da Câmara aprovou ontem a Medida Provisória que fixou em R$ 200 o
valor do salário mínimo a partir de primeiro de abril último. Todas as emendas
foram rejeitadas. A medida segue agora para análise dos senadores. O PT
apresentou um recurso para que a emenda que reajustava o mínimo para R$ 241,
originada no próprio partido, fosse votada separadamente das outras, mas tanto
a Comissão de Constituição e Justiça como o plenário da Câmara rejeitaram ontem
este pedido.
" O recurso foi recusado porque, em ano eleitoral, o governo
não quis expor os parlamentares da base governista. Com isso, conseguiu impedir
que eles fossem obrigados a votar contra um mínimo maior do que os R$ 200
" , afirmou o deputado Professor Luizinho (PT-SP), autor do recurso.
A Medida Provisória estava bloqueando a pauta da Câmara há mais de
um mês, porque o prazo para sua votação tinha se esgotado, o que impediu a
discussão e votação de que qualquer outro projeto. Os próprios líderes
governistas trabalharam para atrasar a votação da Medida Provisória do salário
mínimo com o objetivo de não atrapalhar a apreciação no Senado da proposta que
mantém a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira) até 2004. Com a aprovação e promulgação da proposta da CPMF na
semana passada, os líderes governistas deram sinal verde para votação da MP do
mínimo.Com o desbloqueio da pauta, ontem, o presidente da Câmara, Aécio Neves
(PSDB-MG), adiantou que dará prioridade para a votação de projetos na área de
segurança. Entre eles, o que tipifica o crime de sequestro-relâmpago. Está
também entre as prioridades a proposta de uma mini-reforma tributária, que
acaba com a cumulatividade na cobrança do PIS e Cofins. Estas votações, segundo
a expectativa do presidente da Câmara, deverão ocorrer antes do recesso
parlamentar previsto para começar a partir de julho.
O presidente da Câmara
também espera levar adiante projetos que reestruturam carreiras de servidores.
" Mas, neste caso é preciso primeiro avançar nas negociações com o
Executivo " .
Ainda ontem à noite, Aécio convocou sessão extraordinária que votou uma Medida
Provisória que abriu créditos extraordinários para o Ministério da Integração
Nacional e para a Justiça Trabalhista. Foram aprovados ainda dez pedidos de
urgência, entre eles o da mini-reforma tributária e o da reestruturação da
carreira dos servidores , que abrange o Ministério Público da União,
Judiciário, Ibama, Trabalho, Seguridade Social, Saúde e Ministério da
Previdência. Só a parte referente ao Judiciário representa um impacto de R$ 2,4
bilhões na folha de pagamento da União
GLOBO NEWS.COM - 19/06/2002
09H36M - SERVIDORES DA JUSTIÇA FEDERAL
ENTRAM EM GREVE NO RIO
BRASÍLIA - Os servidores do Tribunal Regional Federal e da Justiça
Federal entram em greve, no Rio de Janeiro. A categoria reivindica a aprovação
do plano de cargos e salários pelo Congresso Nacional. - Agência Brasil
09H29M - SERVIDORES DA JUSTIÇA APROVAM PROPOSTA DE REAJUSTE PARCELADO
PORTO ALEGRE - Os
servidores da Justiça federal aprovaram em assembléia a proposta de
parcelamento do reajuste salarial apresentada pelo governo. A categoria decidiu
também pela permanência da greve que já dura 42 dias. Eles aguardam votação no
Congresso, prevista para esta quarta-feira, dia 19, dos projetos que regularizam
a carreira. Uma nova assembléia está marcada para quinta-feira, 20. As
informações são da Rádio Gaúcha
18/06/2002 - 16H14M - SERVIDORES DA JUSTIÇA FEDERAL NO PARANÁ
FAZEM ASSEMBLÉIA AMANHÃ
CURITIBA - Os servidores
da Justiça Federal no Paraná se reúnem em assembléia geral nesta quarta-feira,
às 12h, na Rua Voluntários da Pátria, em Curitiba. O objetivo da assembléia é
apresentar o resultado da votação que acontece agora à tarde no Congresso
Nacional, sobre o Plano de Cargos e Salários da categoria.
Segundo o Sindicato dos
Servidores da Justiça Federal no Estado Paraná (Sinjuspar), a assembléia
acontecerá simultaneamente em todo o país, inclusive nas cidades do interior do
Paraná.
Os servidores
da Justiça Federal no Paraná ficaram em greve de 20 de maio a 5 de junho,
paralisando cerca de 339 mil processos atrasaram. - TudoParaná
JORNAL ESTADÃO - 19/06/2002
CÂMARA APROVA
SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 200
Com a pauta liberada, plenário vota
urgência para 11 projetos, que quer votar até o recesso
- LILIANA LAVORATTI
BRASÍLIA – A Câmara aprovou ontem à noite, em votação simbólica, a
medida provisória que fixa o salário mínino em R$ 200. A MP trancava a pauta
desde 12 de maio. Depois de aprová-la, a Câmara decidiu acelerar a tramitação
de vários projetos até o fim da semana que vem, quando deve começar o recesso.
Foram aprovadas 11 urgências para propostas que estavam paradas, entre elas o
fim da cumulatividade na cobrança do PIS-Pasep, principal ponto da reforma
tributária.
Parte dos reajustes
salariais para várias categorias do funcionalismo, previstos em 12 projetos de
lei do Executivo, será concedida por medidas provisórias. Só serão votadas em
regime de urgência as propostas em que não há acordo: o Plano de Cargos e
Salários do Judiciário e o reajuste dos servidores do Ministério Público.
Como a Lei Eleitoral proíbe reajustes para servidores três meses
antes das eleições, o governo preferiu editar as MPs. Mesmo que a Câmara
aprovasse os projetos, não haveria tempo para o Senado concluir a votação antes
de 7 de julho.
Além do fim do efeito cascata no PIS-Pasep, será apreciado em
regime de urgência o projeto que cria o regime de cobrança monofásica do
PIS-Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
no setor automotivo. Dois projetos do pacote antiviolência também tramitarão em
urgência: o que tipifica o crime de seqüestro-relâmpago – e fixa pena de 6 a 12
anos de prisão – e o que trata de punições para práticas de pedofilia.
O calendário de votação para os últimos dias da sessão legislativa
foi anunciado pelo presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), após a
aprovação da MP do mínimo. Antes de votá-la, o plenário rejeitou recurso do PT
que previa elevar o mínimo para R$ 241. O destaque fora derrotado à tarde na
Comissão de Constituição e Justiça. A MP agora vai a votação no Senado.
Ficou para hoje a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai definir as linhas gerais da proposta do Orçamento da União do ano que vem, que será elaborada pelo Executivo. Não houve quórum na Comissão Mista de Orçamento nas quatro sessões convocadas durante o dia. PT, PDT e PPS obstruíram a votação para pressionar o governo a pôr em votação uma MP que rebaixa o salário dos auditores fiscais do Tesouro Nacional. (Colaborou Renata Giraldi)
JORNAL CORREIO BRASILIENSE/DF – 19/06/2002
MINISTÉRIO
PÚBLICO TERMINA GREVE DE 41 DIAS
Terminou ontem a greve
dos servidores do Ministério Público da União. Eles estavam há 41 dias com as
atividades paralisadas. A reivindicação da categoria é a aprovação do plano de
cargos e salários pelos deputados federais. O acordo entre os servidores e o
governo ainda não está totalmente fechado. ‘‘Falta sabermos de quanto será o
reajuste’’, explica Roberto Policarpo, coordenador do sindicato dos
trabalhadores no Distrito Federal. Os funcionários resolveram interromper a
greve porque os parlamentares se comprometeram a votar o projeto ainda nesta
semana. A expectativa da categoria é de que o aumento custe R$ 170 milhões para
os cofres públicos
REVISTA CONSULTOR JURÍDICO - 18/06/2002
PARALISAÇÃO NA MIRA - ORDEM PAULISTA QUER FIM DE GREVE DE
SERVIDORES DA JF
A OAB-SP, juntamente com o Sindicato dos Advogados do Estado de
São Paulo, Federação Nacional dos Advogados, Associação dos Advogados
Trabalhistas de São Paulo e Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas,
entrou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra o governo. Motivo:
não prestação de serviço público na área da Justiça decorrente da greve dos
servidores do Judiciário.
"Esse é um dever do Estado, que não vem sendo cumprido porque
os funcionários da Justiça Federal e Justiça Trabalhista estão em greve há mais
de 30 dias", afirma Valter Uzzo, secretário-geral da OAB-SP.
O secretário-geral da OAB-SP disse que a paralisação está causando
um impacto nefasto sobre os cidadãos, que são parte em processos, que tiveram
seu andamento interrompido, adiando direitos, muitas vezes de cunho alimentar.
Segundo o advogado trabalhista e conselheiro da OAB-SP, João José Sady, a greve
decorre do fato de o Estado não promover a recomposição do salário do
funcionalismo.
"O Supremo já declarou em mandado de injunção que estes
trabalhadores têm direito a reajuste salarial, negado pela União que, assim,
deixa de cumprir sua obrigação constitucional", pondera o secretário.
A Ação também pleiteia a indenização da União pelos danos sofridos
aos cidadãos que se sentirem prejudicados, conforme dispõe o artigo 37,
parágrafo 6º, da Constituição Federal. Segundo o artigo, "as pessoas
jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros".
"A multa pedida é de R$ 100 mil/dia para composição de um
fundo indenizatório", adverte Sady.
GREVE NA JUSTIÇA - ENTIDADES QUEREM FIM DA GREVE NO
JUDICIÁRIO FEDERAL
A OAB-SP, junto com o
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo, a Federação Nacional dos
Advogados, a Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo e a Associação
Brasileira de Advogados Trabalhistas, ingressou nesta terça-feira (18/6), junto
à Justiça Federal com uma Ação Civil Pública. A ação é contra o governo pela
não prestação de serviço público na área da Justiça, por conta da greve dos
servidores do Judiciário.
O secretário-geral da OAB-SP, Valter Uzzo explica que a
paralisação tem impacto sobre os cidadãos que tiveram o andamento de processos
interrompidos. Segundo o advogado trabalhista e conselheiro da OAB SP, João
José Sady, a greve decorre do fato de o Estado não promover a recomposição do
salário do funcionalismo.
A ação pleiteia a
indenização da União por danos sofridos quem se sentir prejudicado. "A
multa pedida é de R$ 100 mil por dia para composição de um fundo
indenizatório", afirma Sady.
COSMO ON
LINE/CAMPINAS – 18/06/2002
20:49 - GREVE NA JUSTIÇA É SUSPENSA
Os 25 funcionários da duas Varas da Justiça do Trabalho, em Presidente Prudente voltaram
hoje ao trabalho após uma paralisação de 42 dias. Eles apostam que sua
principal reivindicação, sobre Plano de Cargos e Salários, será aprovada pela
Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, dia 19. As duas Varas atendem
diariamente cerca de 120 pessoas
JORNAL O GLOBO/RJ – 19/06/2002
CÂMARA FINALMENTE DESOBSTRUI PAUTA - Isabel
Braga e Cátia Seabra
BRASÍLIA. Foi aprovada ontem a medida provisória que estabeleceu o novo
salário-mínimo de R$ 200, em vigor desde 1 de maio. O PT ainda tentou garantir
a votação, em separado, de um destaque que aumentava o mínimo para R$ 241
(equivalente a US$ 100, cotação da época em que foi apresentada), mas foi
derrotado por 211 votos a 149.
A aprovação permitiu o desbloqueio da
pauta da Câmara, abrindo espaço para a votação, ainda hoje, de temas polêmicos.
Foi aprovada, por exemplo, a urgência do projeto que cria plano de carreira
para funcionários do Judiciário, provocando gasto adicional de R$ 2,4 bilhões
ao ano.
Agora, o presidente da Câmara, Aécio
Neves (PSDB-MG), vai se reunir com os líderes de partido para decidir quais são
as prioridades de votação até o recesso de julho. Segundo Aécio, entre suas prioridades
estão projetos relativos a segurança, aprovados semana passada no Senado, e o
que acaba com a cumulatividade na cobrança do PIS/Cofins. A idéia de Aécio é
fazer sessões extraordinárias e até mesmo suspender o trabalho em comissões
para garantir a aprovação dos projetos mais importantes.