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Delegados(as) aprovam texto de Conjuntura Internacional na Plenária da Fenajufe

 

 

 

Delegados e delegadas da XXII Plenária Nacional da Fenajufe aprovaram, na tarde do sábado, 4, texto da análise da Conjuntura Internacional. Nele, as entidades sindicais são conclamadas a fortalecer a resistência ao imperialismo decadente e preparar a contraofensiva.

Leia a seguir:

A ordem imperialista arrasta a humanidade à barbárie 

Jamais, para os trabalhadores dos países dos 5 continentes, as questões políticas mais vitais colocaram-se simultaneamente em termos tão próximos. Sob formas certamente diferentes em todos os continentes, mas próximas no seu conteúdo. Elas se colocam de forma aguda para os mais vulneráveis, a começar pela juventude e as mulheres. 

A política guerra se estende sobre todos os continentes, se não sob a forma de destruição física, pela guerra ’social’ movida contra os direitos dos trabalhadores em cada país. Os orçamentos de armamento explodem, enquanto a produção estagna, o comércio mundial regride e a miséria cresce em todos os continentes, jogando, com a guerra e suas devastações, milhões de refugiados e migrantes do Oriente Médio, África e também da Ásia e Europa do Leste, nas rotas de êxodo. Na história da civilização, nunca foi tão alto o número de pessoas forçadas a deixar suas casas por causa de guerra, da violência ou da perseguição. Segundo a ONU, são mais de 65 milhões. 

Trata-se do preço da agonia do regime baseado na propriedade privada dos meios de produção que joga o peso de sua sobrevivência sobre os ombros dos trabalhadores e ameaça o futuro da humanidade. 

O cenário é de uma instabilidade generalizada. Mesmo no coração da maior potência imperialista a crise se aprofunda. Trump promete o que não pode cumprir. Durante a sua campanha, fez discursos contra a Apple, para que esta relocalize as suas fábricas nos EUA (a Apple emprega setenta e seis mil assalariados nesse país e cerca de dois milhões no resto do mundo). O mesmo fez contra outras multinacionais americanas. 

Mas todos os economistas concordam em dizer que se trata de uma medida ilusória. Do ponto de vista do próprio capitalismo, o isolacionismo e o protecionismo são uma impossibilidade utópica, dado o imbricado de toda a economia mundial e do mercado mundial. As deslocalizações para a China, para o resto da Ásia ou para o México – para baixar o custo do trabalho – não podem ser proibidas por Estados imperialistas submetidos às exigências deste mesmo capital financeiro. Em trinta anos, o capital financeiro norte-americano suprimiu também mais de 30% dos empregos industriais nos EUA, atirando para o desemprego, para a precariedade e a pobreza milhões de operários americanos. 

Se na forma sobrepõe-se a “loucura”, o conteúdo é o da instabilidade que repousa na incapacidade dos EUA assegurarem o controle da ordem mundial. É inegável que Trump procura reforçar o poderio dos EUA e assegurar a sua proeminência à escala mundial. Mas, ao tentar fazê-lo segundo esta via, ele só exacerba as contradições já existentes em todo o mundo.

A ameaça de Trump com uma intervenção militar na Venezuela – que provocou reações contrárias até mesmo entre seus aliados com medo de um levante do povo – demonstra que não há nenhum limite para garantia dos interesses norte-americanos. Essa ameaça deve ser repudiada por todos que defendem a democracia e a autodeterminação dos povos. 

No México, o significado da recente eleição de Lopez Obrador se encontra no repúdio do povo a uma situação de extrema violência que vive o país, uma verdadeira guerra que golpeia a juventude e as zonas mais pobres do campo e das cidades. Nos últimos 12 anos foram 240 mil assassinados por quadrilhas e entre as quadrilhas de narcotraficantes. O triunfo de Obrador deve ser saudado, ele tem consequências no continente e talvez no mundo, vai precipitar a luta pelas reivindicações e o enfrentamento popular com a oligarquia e com as medidas do governo Trump. 

As organizações sindicais estão chamadas a se apoiar na resistência que existe em toda a parte para fazer recuar a ofensiva destruidora do imperialismo e preparar a contraofensiva.

 

 

 

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