União e luta contra a retirada de direitos são enfatizados na abertura do 10º Congrejufe em Águas de Lindóia


A Fenajufe realiza, a partir deste sábado (27), a 10ª edição do Congresso Nacional da Federação (Congrejufe). Neste ano, cerca de 700 pessoas entre delegados, observadores, acompanhantes e staffs, participam do maior evento de Servidores e Servidoras do PJU e MPU.

A mesa de abertura foi composta pelos Coordenadores Gerais Adilson Rodrigues, José Aristéia Pereira e Júlio Brito; e pelos integrantes das forças políticas que integram a direção da Fenajufe Gerardo Alves Lima Filho, José Costa Neto e Marcos Santos. Também participaram da mesa, o representante da Federação do Judiciário da Argentina, Pedro Nestor, e da Federação Judicial do Uruguai, Richard Ascurrein, além do coordenador da Federação dos Servidores do Ministério Público Estadual em Santa Catarina (FENAMP), Gilmar Rodrigues

Adilson iniciou com uma saudação especial aos servidores mais experientes que participam do Congresso da Federação por muitos anos, e também aos novos servidores que acompanham o evento pela primeira vez. O coordenador conclamou todos os servidores a se unirem por melhores condições de trabalho e luta em prol dos servidores do Judiciário e MPU. “Honra e gratidão em poder encontrar, abraçar e reafirmar o nosso compromisso para fazer o que for preciso para defender a nossa classe, a nossa categoria e a nossa população que sofre diversos ataques”.

A atual conjuntura que atinge diretamente os servidores e trabalhadores brasileiros foi tema de destaque na abertura deste 10º Congrejufe. O coordenador José Aristéia, presidente do sindicato anfitrião - Sindiquinze, enfatizou que a ideia é a de que, ao final do Congresso, os participantes tenham a sensação de avanço para a classe trabalhadora “que está passando por um momento muito difícil. Nós estamos passando por um momento muito difícil de espaço e luta da nossa classe. A nossa vinda aqui tem um objetivo maior que é sair com mais organização de luta e trabalho pelos servidores do Judiciário. Que este Congresso em Águas de Lindóia nos prepare para esse momento de luta da classe trabalhadora”.

Júlio Brito lembrou dos avanços e todo o trabalho desenvolvido pela atual coordenação da Fenajufe e das dificuldades enfrentadas por toda a categoria. “Com a sensação de dever cumprido, esperamos que o nosso trabalho seja reconhecido pelo alto grau de seriedade e competência”, disse.

O representante da Federação do Judiciário da Argentina Pedro Nestor falou sobre a atual crise neoliberal instaurada naquele país que, segundo ele, acarretou um profundo retrocesso aos direitos laborais, saúde e educação da população argentina. “Teremos que avançar na luta pela conquista da negociação coletiva apresentada pela Federação da Argentina junto ao Congresso Nacional onde conseguiremos realizar uma verdadeira reforma para a conquista de uma sociedade livre, autêntica e soberana. Temos muitas coisas em comum e podemos fazer um intercâmbio junto ao Conesul para debater sobre nossos direitos”.

O uruguaio Richard Ascurrein explicou que servidores do Brasil e do Uruguai possuem problemas parecidos em relação ao sistema de trabalho e representatividade sindical. “Possuímos lutas muito parecidas, com retaliações. É necessário um modelo único para toda a América Latina que garanta um futuro melhor para os trabalhadores”.

Ao abordar as lutas enfrentadas pela categoria, Costa Neto enfatizou a importância da unidade para “que possamos trabalhar para enfrentar todos os desafios que temos pela frente”. Para ele, é importante que os servidores, em conjunto com a Federação, sejam a trincheira de resistência para uma atuação organizada com o cumprimento de metas retiradas deste Congresso Nacional.

Gerardo Alves também fez uma avaliação dos trabalhos desenvolvidos ao longo da atual gestão e destacou que a Fenajufe pode contribuir para a construção de um processo democrático contra a perda de direitos. De acordo com ele, existem muitos desafios e o momento requer união e respeito entre todos para a construção de um Poder Judiciário e MPU fortes e integrados. “O intuito é construímos um Congrejufe que leve essa perspectiva para toda a sociedade. Não podemos mais aceitar que os servidores do Judiciário continuem sendo tratados como têm sido até hoje!”.

O coordenador da FENAMP em Santa Catarina explicou que a Federação Estadual é uma entidade bastante nova, criada há três anos, e destacou a diversidade presente nos Congressos da Fenajufe. “Eu espero ver um plenário cheio assim nos eventos da FENAMP em breve”. De acordo com Rodrigues, servidores do Judiciário e MPU possuem pautas comuns que exigem uma atuação efetiva das entidades representativas federais e estaduais. “Nós podemos trabalhar juntos. Essa é a nossa única saída”.

Marcos Santos iniciou a fala chamando a atenção para a presença das mulheres no 10º Congrejufe e a necessidade de luta contra o feminicídio. Ao abordar o momento vivenciado pela categoria, disse que “nós estamos vivendo um momento muito difícil, caminhando para um retrocesso, para a retirada de direitos”, ao mencionar a reforma da Previdência. O integrante da diretoria chamou a atenção para a fragmentação existente na categoria em virtude da conquista de direitos individuais que devem fazer parte da luta de todos. “Quero, espero e torço que saiamos daqui na quarta-feira com metas”, finalizou.

Logo após às manifestações pela abertura oficial do 10º Congrejufe, os participantes seguem para a discussão, aprovação do Regimento Interno e Análise de Recursos.

Da redação do 10º Congrejufe, Caroline P. Colombo

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