No início da semana o presidente da República, Jair Bolsonaro ,demonstrou frieza e insensibilidade ao dizer que não tem responsabilidade alguma sobre o aumento do número de mortes ocorridas em consequência ao novo coronavírus. Em apenas um dia o Brasil contabilizou 449 mortos, elevando para 5.466 o número de vítimas fatais.

Convocado por senadores para esclarecer quais ações serão providenciadas pela pasta para socorrer os estados e municípios no combate à pandemia, o ministro da saúde Nelson Teich afirmou desconhecer o “momento de pico” de casos do novo coronavírus no país, mesmo ciente do aumento no número de mortes.

Pressionado, o ministro citou estudo da pasta para mudar a diretriz de isolamento só para alguns grupos - como idosos, casos confirmados e aqueles em contato com doentes - e regiões mais críticas. Teich disse ainda que o posicionamento do ministério não mudou até agora. "O fato de estar planejando agora não quer dizer que vai liberar ou sugerir flexibilização no momento em que a curva ainda está ascendente", disse.

De acordo com previsões do Imperial College de Londres - uma das mais conceituadas instituições em modelagem matemática, o Brasil pode dobrar o número de mortos até a primeira semana do mês de maio. Em novo estudo, a instituição revela que o país tem a pior situação no mundo, com o número de casos "em provável crescimento" e um registro "muito grande" de óbitos.

Crítico do isolamento social, o presidente Jair Bolsonaro tem defendido afrouxar as quarentenas para reabrir a economia. Em decreto chegou até a ampliar a lista de serviços essenciais. Alguns governantes cogitaram seguir a mesma linha, tendo recuado mediante bombardeio de críticas da sociedade.

Ao demitir Mandetta, Bolsonaro acreditava encontrar solução para o enfrentamento a Pandemia. O que temos visto até o momento no entanto é o aumento de mortes, e um ministro apático, que parece desconhecer a urgência de medidas combativas à COVID-19.

A Fenajufe está desenvolvendo um hotsite onde manterá informações sobre a COVID 19, dicas de prevenção, divulgação de ações solidárias e memória dos servidores da categoria que vieram a óbito atingidos pela doença.

 

Joana Darc Melo, da Fenajufe

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