Na manhã desta terça, 14, Sintrajufe/RS participou de ato em frente ao HPS; em Brasília, deputados governistas tentam votar PEC 32 e delegação do sindicato participa de pressão

Teve início nesta terça-feira, 14, a discussão do relatório da reforma administrativa (PEC 32/2020) na comissão especial da Câmara dos Deputados.Ao mesmo tempo, começa um novo momento de mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras contra a reforma e em defesa dos serviços públicos: a semana será de lutas em todo o país.

Em Porto Alegre, o Sintrajufe/RS participou, nesta terça, de ato público em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), organizado pela Frente dos Servidores do RS, da qual o sindicato faz parte. O sindicato também enviou caravana a Brasília para participar das mobilizações nacionais e está dando início a uma campanha de rádio unificada com mais de 30 outras entidades.

O local da manifestação na capital gaúcha foi escolhido por estar, o HPS, assim como o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), ameaçado de privatização pelo prefeito Sebastião Melo (MDB).

O diretor do Sintrajufe/RS Marcelo Carlini coordenou o ato, e iniciou a atividade lembrando que mobilizações como a do HPS, a caravana enviada à Brasília, a campanha de rádio iniciada nesta terça e a pressão nas redes sociais dos parlamentares são ações fundamentais para derrotar a PEC 32. O governo encontra dificuldades para aprovar a reforma, e a luta dos trabalhadores, em todo o país, ampliando a pressão sobre os deputados e deputadas, é a única possibilidade de impedir o desmonte dos serviços públicos.

Também diretora do Sintrajufe/RS, Arlene Barcellos destacou ao microfone, durante o ato, que o texto substitutivo da PEC, apresentado pelo deputado Arthur Maia (DEM-BA), nada mais faz do que um novo arranjo da retirada de direitos, mantendo a precarização e a privatização dos serviços públicos, atacando a estabilidade dos servidores e prejudicando a garantia dos direitos mais básicos para a população.

Arlene lembrou que a reforma não ataca privilégios, e sim direitos dos servidores e dos demais trabalhadores, dando mais um passo na série de ataques iniciada com o golpe de 2016 e que passa também por medidas como o teto de gastos, a reforma trabalhista e a reforma da Previdência.

Ao longo da atividade, falaram também representantes de sindicatos de servidores federais, estaduais e municipais, demonstrando a unidade necessária para derrotar a PEC e defender os serviços públicos nas três esferas. Estiveram presentes entidades como o Cpers, a Atempa, o Simpa, o Sindiserf, além de associações de trabalhadores e trabalhadoras do HPS e do HMIPV e das centrais sindicais. Diversas outras entidades estão em Brasília – inclusive o próprio Sintrajufe/RS –, participando das mobilizações nacionais contra a reforma e acompanhando a discussão na Câmara.

Ao longo das falas, os sindicalistas denunciaram a privatização do HPS e do HMIPV, referências de saúde não apenas para a população de Porto Alegre, mas de todo o estado, lembrando que fazem parte do mesmo processo impulsionado no âmbito federal pela reforma. Destacaram que as privatizações visam gerar lucros para as empresas, deixando em segundo plano a garantia de direitos da população: “O Estado mínimo que Bolsonaro, Leite e Melo defendem é fechar as portas para a maioria da população”, disse Helenir Schürer, presidente do Cpers.

Os e as dirigentes também denunciaram que a reforma e as privatizações prejudicam a concretização de políticas públicas necessárias para o povo, e que é necessário dialogar cada vez mais com todos e todas para demonstrar o que está em jogo com a PEC 32: a garantia ou a destruição de direitos.

Delegação do Sintrajufe participa dos atos em Brasília

Em Brasília, logo no começo da tarde, servidores e servidoras de todo o país que foram à capital federal começaram a se concentrar na Esplanada dos Ministérios, para um ato programado para as 16h. Mais cedo, no aeroporto de Brasília, a CUT e diversos sindicatos protestaram contra a PEC 32. A manifestação também contou com apoio de diversas entidades e categorias de servidores públicos. O Sintrajufe/RS está na capital federal e participa das atividades de pressão sobre os e as parlamentares.

Pressão nas redes sociais

Ao mesmo tempo em que se constrói a luta nas ruas, é importante reforçar a pressão nas redes sociais. Por isso, o Sintrajufe/RS divulga abaixo os contatos dos deputados do Rio Grande do Sul que fazem parte da comissão especial. São três deputados titulares e dois suplentes, sendo que um dos suplentes, Paulo Pimenta (PT), já enviou manifestação ao Sintrajufe/RS garantindo o voto contra a reforma.

Além de Pimenta, já enviaram ao Sintrajufe/RS mensagens no mesmo sentido as deputadas Fernanda Melchionna (Psol) e Maria do Rosário (PT) e os deputados Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Marcon (PT) e Pompeo de Mattos (PDT).

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