Chuva de dólares de Paulo Guedes cobre o chão de Brasília em ato contra a PEC 32

Em Brasília hoje (7), durante as manifestações contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, foi lançada uma nova moeda, que promete aquecer os investimentos pra cima do governo e seus apoiadores no Congresso Nacional. Trata-se do dólar com a cara do ministro da Economia Paulo Guedes, para quem os Servidores Públicos têm privilégios, enquanto ele tem fortuna escondida em bancos de paraísos fiscais e considera isso normal.

O lançamento, é claro, teve a participação dos representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT), os diretores Walderson de Oliveira Santos (o Oliveira) e Juscileide Rondon (a Jusci), que também representa a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Pùblico da União (Fenajufe), como coordenadora. O chão da Esplanada ficou coberto com os dólares de Paulo Guedes. "Foram muitos dólares", disse Oliveira, indignado com as atitudes de Paulo Guedes, voltadas tão somente para o próprio bolso.

Não por acaso o lançamento da nota com a sua esfinge aconteceu no ato público em frente do Ministério da Economia, a casa do ministro Paulo Guedes no governo. Os manifestantes levaram para o local uma geladeira completamente vazia, exatamente como está a geladeira da multidão de brasileiros que vem passando fome pelas atitudes do governo Bolsonaro e seu superministro da Economia.

"O óleo tá caro, o feijão tá caro, o povo na rua pra tirar o Bolsonaro ... trabalhador, me diz aí se o seu salário aumentou" . Cantando esses refrões, estudantes e trabalhadores, ocupantes da Esplanada dos Ministério, fizeram um barulho ensurdecedor desde às 7 horas hoje diante do Ministério da Economia. É pressão total contra a PEC 32/2020 e contra a política econômica desastrosa do atual governo, que acelerou vertiginosamente a pobreza no Brasil, recolocando o país na margem da fome.

Como disse o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) nesta semana na Câmara, ao rico tudo é permitido, enquanto ao pobre só restam a fome e o osso. "Ao ministro que especula com dólar em contas secretas no Exterior, em mil dias de governo ele ganhou 14 mil reais por dia sem fazer nada. Como é que se explica isso ao povo?", questionou o parlamentar mineiro, destacando que as contas de Guedes no Exterior eram secretas porque ele escondia do povo. "Aí pode", observou.

"Nesta semana o dólar voltou a subir, até por causa das crises que o ministro Paulo Guedes vive arrumando, e de um dia para o outro ele ganhou 760 mil reais. Explique isso ao pobre, que está passando fome e está comendo osso. Explique isso a 19 milhões de desempregados. Esta conta não fecha, e olha que é o ministro que fala que Servidor Público é privilegiado, que Servidor Público tem privilégio. É o principal ministro do Bolsonaro que quer a PEC 32, a deforma administrativa. Quer retirar qualquer direito do Servidor, o atual e o futuro, até a estabilidade do Servidor. Eu pergunto se algum deputado vai votar numa proposta de emenda constitucional que retira direito das professoras, dos professores, dos trabalhadores da saúde, dos que são carreiras típicas do estado, porque querem cortar, segundo Paulo Guedes, privilégios, e ele quer colocar uma granada no bolso do Servidor. Algum deputado tem coragem de votar contra o serviço público brasileiro com um ministro que ganha 14 mil reais por dia especulando com o dólar?", prosseguiu Rogério Correia. "Ao pobre nada é permitido, ao rico tudo, isso tem que acabar".

Com tantas evidências sobre as reais intenções de Paulo Guedes e sua PEC 32, será muita cara de pau dos parlamentares que ainda ousarem votar a favor da reforma administrativa nesses termos. "Pra cima deles, que essa PEC contra os serviços públicos não pode avançar", é a mensagem dos estudantes e trabalhadores, subscrita pelo SINDIJUFE-MT e pela Fenajufe.

Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT

Programação para hoje à tarde e amanhã

7/10 – Ato vigília – Anexo II da Câmara – a partir das 14h

7/10 – Reunião com o ex-presidente Lula e entidades.

Mobiliza Fenajufe

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