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Força das mulheres foi destaque nas mobilizações contra a PEC 32

Definitivamente, a mulher não pode ser considerada sexo frágil. A mobilização dos Servidores Públicos contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32 neste ano teve muitas protagonistas, como é o caso de uma representante do Judiciário Federal de Mato Grosso que há muitos anos se dedica dia e noite às lutas da classe trabalhadora.

 A diretora do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal do Estado de Mato Grosso (Sindijufe-MT) Juscileide Rondon (Jusci) , que também é coordenadora da  Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), participou da maioria das batalhas, algumas vezes até arrastando a perna.  Argumenta ela e, assim entende, que há a necessidade da defesa das conquistas que os Servidores Públicos, durante anos, lutaram para fazê-las letras das leis e que sucessivos governos vêm flexibilizando. 

Oficial de Justiça Avaliadora Federal, Jusci enfatiza que tenta conciliar o  cumprimento dos  mandados, quase se mata de trabalhar para não deixar nada para trás, porque a carga de trabalho é notoriamente grande e o trabalho, perigoso. "Nunca sabemos o que esperar quando diligenciamos para cumprir os mandados que nos são atribuídos.

Principalmente porque vivemos tempos difíceis para a humanidade". Além disso, entretanto, ela é esposa, é mãe, é líder sindical, é professora, é referência nacional. Em Brasília todos a conhecem e valorizam sua atuação.

O também diretor do SINDIJUFE-MT Walderson de Oliveira Santos (o Oliveira) comenta que uma vez acompanhou a Jusci ao hospital após um acidente em que ela havia torcido o pé, mas, para assombro dele, no dia seguinte lá estava ela, de novo na linha de frente da mobilização contra a PEC 32. O repouso recomendado pelos médicos teve que esperar, e continua aguardando até hoje. 

Maria Helena, de São Paulo

Para a satisfação geral, a Jusci não é a única mulher digna de aplausos. Maria Helena Garcia Leal, Servidora aposentada do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), tem 72 anos e é uma das mais ativas integrantes das caravanas do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud-SP).

Ela participa de todas as mobilizações, seja na recepção dos parlamentares no aeroporto de Brasília, no Anexo II da Câmara (entrada principal), na Esplanada dos Ministérios, no espaço dos Servidores ou em qualquer lugar onde os manifestantes decidem ir. 

No dia 8 de dezembro, quando os Servidores Públicos foram à residência oficial do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), num dos atos públicos mais fortes de 2021, os ônibus da caravana foram interceptados pela Polícia, e os manifestantes tiveram que caminhar cerca de 2 km para chegar ao local. Maria Helena foi e voltou animada, sacudindo a bandeira contra a PEC 32.

Muito extrovertida, quando questionada sobre sua idade, Maria Helena desconversa observando que não é elegante  fazer essa pergunta a uma dama. De onde vem tanta energia? A Servidora responde: "Sou aposentada desde 1996, mas nunca deixei de participar das lutas da Categoria.

Tenho filho único e um neto, gosto de estar presente na vida deles sempre que possível, mas essa luta dos aposentados é importante, porque temos paridade, e se não lutarmos a gente perde gradativamente os nossos direitos. Se os jovens da nossa Categoria hoje ganham bem, isso foi graças à nossa luta. Quando eles chegaram a cama já estava feita. Os jovens, em geral, não aparecem para as lutas, mas quando conseguimos conquistar alguma coisa, o benefício contempla todo mundo".

Rivânia Moura, a loira do ANDES

Outra grande protagonista das lutas da classe trabalhadora em 2021 é a carismática presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Rivânia Moura. Professora no Rio Grande do Norte, nesses últimos meses do ano ela passou a maior parte do tempo em Brasília, engajada na luta contra a PEC 32, e sua participação foi importantíssima, não apenas por ser uma das lideranças da mobilização mas principalmente pelo seu entusiasmo e energia. 

Na histórica manifestação em frente da casa do Arthur Lira no último dia 8, ela puxou o movimento com seu inseparável megafone, numa entrega total à defesa dos serviços públicos. No meio da manifestação ela chegou a passar mal e teve que ser levada de ambulância para o hospital.

Mas felizmente foi apenas um susto. No dia seguinte (9), já completamente recuperada, Rivânia fez questão de revelar que foi atendida pelos Servidores do Sistema Único de Saúde (SUS), que o governo pretende destruir. A sindicalista participou de nova mobilização, dessa vez no Anexo II da Câmara, com a mesma dosposição e empenho dos dias anteriores. 

"Tinha gente apostando que os Servidores Públicos iam desanimar, mas a gente está aqui pra deixar um recado: nós não vamos recuar, quem vai ser enterrado é a PEC 32, e o governo Bolsonaro, esse sim vai ter que recuar", disse ela, num agradabilíssimo sotaque nordestino.

Com um timbre de voz contagiante, Rivânia  se destaque entre os manifestantes, falando, cantando e dançando as músicas com palavras de ordem contra o desmonte dos serviços públicos. A loira do Andes tem sido uma grande aliada nas lutas contra os ataques aos direitos dos trabalhadores.

Sâmia Bomfim

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também merece citação. Em junho deste ano ela e o marido comemoraram o nascimento do primeiro filho, e um detalhe curioso é que o pai da criança também é um parlamentar, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ).

A maternidade influenciou a atuação de Sâmia no Legislativo. Dizem que o bebê, Hugo Bomfim Braga, fica um pouco com a mãe no gabinete dela, e outra parte do tempo com pai, no gabinete dele, e quando está com o pai a mãe vem até eles para amamentar o novo membro da família.

Sâmia, que tem apoiado os Servidores Públicos na luta contra a PEC 32,  é coautora da lei que garante às profissionais grávidas o afastamento do trabalho presencial durante o período da pandemia de covid-19, sem qualquer prejuízo salarial.

A proposta, feita com a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 12 de maio. Sâmia também foi a representante do Partido Socialista e Liberdade (PSOL) para articular a inclusão de gestantes e puérperas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização contra a covid-19. 

Com tantas histórias bonitas para contar sobre as protagonistas das mobilizações dos Servidores Públicos em defesa do serviço público, o SINDIJUFE-MT deseja que mais Servidoras e Servidores se disponham a vir para as lutas, porque a classe trabalhadora continuará sendo atacada e precisa fortalecer a resistência a esses ataques.

Luiz Perlato/SINDIJUFE-MT

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