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Agência de Notícias

Servidores de Alagoas referendam orientação da Fenajufe e mantêm greve por tempo indeterminado

Os servidores do Judiciário Federal em Alagoas voltam a protestar contra os seis anos sem reajuste salarial em ato público em frente ao prédio das Varas do Trabalho. A categoria também aprovou nesta segunda-feira (03), a orientação da reunião ampliada da Fenajufe, que indicou a manutenção da greve por tempo indeterminado para melhorar a proposta apresentada pelo Supremo Tribunal Federal, que propõe o aumento da GAJ (Gratificação da Atividade Judiciária) de 50% para 100% em três parcelas durante três anos e a diminuição de dois padrões na carreira. Para a categoria, a proposta não atende às reivindicações e foi elaborada sem consultar os servidores.

O coordenador Jurídico do Sindjus-AL, Paulo Falcão, esclareceu que o percentual de três parcelas de 5% em três anos representa o valor de 900 milhões, e não é suficiente para o aumento de 50% da GAJ.

Falcão informou que as assessorias da Fenajufe estão elaborando um estudo detalhado da proposta que virou o Projeto de Lei 4363/12. Ele também destacou com o novo PL, não se sabe que o que acontecerá com os projetos de leis 6.613/2009 e 6.697/2009.

Os servidores refenderam os encaminhamentos aprovados na reunião ampliada da Fenajufe.

Novas manifestações

Os servidores do Judiciário irão promover, nesta semana, a manifestação denominada “Apagão do Judiciário e MPU” na Semana Nacional de Indignação. A concentração será em frente ao prédio das Varas do Trabalho em Maceió, a partir das 9 horas.

Fonte: Sindjus-AL

Foto: Josiane Calado/Sindjus-AL

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Servidores do DF se reúnem em assembleia nesta terça para discutir rumos do movimento

Nesta terça-feira (04), servidores do Judiciário e do MPU do Distrito Federal, em greve desde o dia 1º de agosto, se reúnem em assembleia geral, convocada pelo Sindjus-DF, às 16h, em frente ao STF. No encontro, a categoria vai discutir os rumos do movimento em defesa da revisão salarial.

De acordo com o Sindjus-DF, a assembleia também tem como objetivo avaliar as conquistas que categoria obteve nas últimas semanas. “De início, avaliamos que o cenário deste ano seria mais favorável do que no ano passado, a começar pelo fato de que, diferentemente do ministro Cezar Peluso, o atual presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, se dispôs a levar em conta as nossas reivindicações no encaminhamento da proposta do orçamento do Judiciário ao Ministério do Planejamento”, avalia o Sindjus-DF, em boletim publicado em sua página na internet.

O sindicato avalia, ainda, que a categoria decidiu promover a greve, consciente que quanto mais forte e massiva, mais chance teria de conquistar a vitória. “O fato é que, diante de nossa greve, conjunta com a paralisação de grande parte dos servidores do Executivo, o governo Dilma foi obrigado a abandonar a política do reajuste zero. Essa foi nossa primeira vitória”, ressalta o Sindjus-DF.

Para o sindicato, o reajuste de 15,8%, oferecido pelo governo, não cobriria sequer metade da inflação acumulada nesse período. No entanto, nas conversas com o Sindjus-DF e com a Fenajufe, o ministro Ayres Britto se comprometeu a trabalhar para complementar a proposta do governo, de maneira que o reajuste ficasse em 33%, com a  GAJ (Gratificação de Atividade Judiciária) de 100% e com a redução de dois padrões da carreira. “Essa foi a nossa segunda vitória, mas ainda insatisfatória”, reforça o sindicato.

Na avaliação do Sindjus-DF, não há perspectiva de melhorar o reajuste de 33% no âmbito do Congresso Nacional, que tem até o final do ano para aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA), viabilizando a aprovação dos planos de carreira. “Nós conseguimos uma vitória, mas uma vitória parcial. Os 33% não chegam a ser 56%, mas estão longe do reajuste zero. Na verdade, obtivemos 59% da meta pela qual lutamos. Vamos discutir estes dados na assembleia de hoje e vamos definir os próximos passos de nossa luta”, explica a diretoria do sindicato.

Da Fenajufe, com informações do Sindjus-DF

Foto: Joana Darc Melo/Fenajufe

 

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Em São Paulo, servidores suspendem movimento paredista e mantêm estado de greve

Os servidores do Judiciário Federal em São Paulo, em assembleia nesta segunda-feira (03), suspenderam a greve por tempo indeterminado e decidiram manter o estado de greve. Segundo o Sintrajud-SP, como foram apresentadas duas propostas, foi necessário contar o número de servidores a favor e contra a manutenção do movimento paredista.

A categoria suspendeu a greve, mantendo o estado de greve para acompanhar o andamento do projeto e se o orçamento será realmente destinado à reposição dos salários, bem como tentar melhorar a proposta. O estado de greve ainda tem a intenção de pressionar as administrações para negociar os dias paralisados e impedir retaliações aos grevistas.

De acordo com o Sintrajud-SP, o Comando de Greve, que propôs a suspensão, reconhece avanço na proposta, uma vez que ela sai do reajuste zero, política do governo Dilma para o funcionalismo público. “Mas não concordamos com essa proposta, pois ela não corresponde às reivindicações da categoria”, ressaltou na assembleia Tarcísio Ferreira, diretor do Sintrajud-SP, em nome do Comando.

Essa proposta é resultado da mobilização e da luta da categoria, que, unida a outros setores do funcionalismo, conseguiu vencer a política do governo Dilma, avaliou o Comando de São Paulo. “Todo mundo achava que Dilma era invencível, mas a força da greve forçou uma negociação”, disse, ao lembrar que os servidores do Judiciário não tiveram assento na negociação entre o Executivo e Supremo.

O diretor ressaltou ainda que quando o governo apresentou os 15,8% sobre a folha de pagamento, “o STF começou a fazer tabelas e cálculos, abrindo mão de sua autonomia e independência”.

A categoria em São Paulo está em estado de greve para também estabelecer a negociação dos dias parados, que é uma pendência em todos os tribunais, principalmente no Tribunal Regional Eleitoral, onde os grevistas estão sofrendo o corte de ponto desde as primeiras paralisações ocorridas neste ano.

“(Um) tribunal não pode castigar os servidores em luta por seus direitos”, defendeu Tarcísio. Ele ressaltou a força da greve no maior Eleitoral do país, que fez atrasar a preparação das eleições, e afirmou que a categoria poderá retomar a greve às vésperas das eleições, caso não avancem as negociações dos dias.

Antes da assembleia, uma comissão de servidores reiterou pedido de audiência com a presidência para tratar dos dias parados, mas não foi atendido pelo presidente, Alceu Navarro, que alegou falta de tempo.

A orientação do comando de greve é que os servidores não reponham nenhum serviço atrasado durante a greve até que seja estabelecida a negociação dos dias. A manutenção do estado de greve serve também para evitar possíveis retaliações contra os grevistas.

Fonte: Sintrajud-SP

 

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O sindicato Mac-Donalds

Por Roberto Ponciano* - 03/09/12

Que os sindicatos estão burocratizados, é lugar comum. Que os sindicatos têm dificuldades em se referenciar na base e mobilizá-la, é sabido até no reino mineral, que estão perdendo o norte de um processo emancipatório e de uma política classista, que vá além do umbigo da categoria e carregue uma plataforma mais geral, que abarque a política de toda a classe para toda a sociedade, também é sabido e consabido. Todavia, há que se fazer reflexão sobre o bloco histórico que está atravessando a classe trabalhadora, o caldo de cultura, “cultura de massa”, no sentido crítico de Adorno, de Cultura feita pela indústria cultural em que se insere esta base de trabalhadores (e, de certa forma, também, muitas vezes, acriticamente, as direções sindicais), o que eu vou chamar neste ensaio de “sindicato Mac-Donalds”.

Alguém lembra da chegada do Mac-Donalds no Brasil? Eu era criança, e lembro até hoje da propaganda, do jingle, grudou no meu cérebro, infelizmente, vou morrer e lembrar eternamente desta porcaria: “dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim”. Era eficiente a propaganda, dava água na boca. Aparecia sempre uma menina simpática, sorridente, com uma uniforme limpíssimo do Mac-Donalds, e tinha mais na propaganda: se em 3 minutos seu lanche não estivesse entregue, o Bic-Mac, as batatas fritas e a infalível coca-cola, você não pagava; consumidor satisfeito, e sempre com a razão, acima de tudo. Corta a cena, 10 anos depois, uma das minhas primeiras namoradas trabalhava no Mac-Donalds. Salário mínimo, sem direito à Vale-Refeição (o “almoço” era uma das porcarias de lanche do Mac-Donalds), 30 minutos de almoço, correndo, suando, aprendendo “tudo” (que era um nada), um ser “multi-tarefa”, fritar, obedecer, limpar, obedecer, sorrir, obedecer, cortar salada, obedecer, tomar esporro, obedecer, ter foto de funcionário do mês, obedecer. Os piores pesadelos de “Admirável mundo novo” são reais na verdade. O ser Kafkaniano do Castelo, do Processo e da Metamorfose, existe. Se alguém se filia a um sindicato no Mac-Donalds, em todo mundo, é demitido, se reclama, é demitido, se se atrasa, é demitido. American 1984 Orwelliano way off life.

Mas os consumidores estão satisfeitos. A coisa mais interessante no mundo moderno é a redução ad absurdum das pessoas a consumidores. Se o seu Big-mac atrasar, caro leitor consumidor estúpido (“nossa, que é isto, o ensaísta está me chamando de estúpido, de idiota, ele não pode fazer isto, o cliente tem sempre razão!!! Afinal, eu pago o sindicato!!!!”, você me responderá), a culpa será sempre de algum trabalhador explorado, mal pago, morador de favela, e com ele você irá gritar, colocar o dedo na cara, exigir o lanche infalível do M do Palhaço em 3 minutos. A culpa nunca será dos acionistas multimilionários e invisíveis do Mac-Donalds, ou da sua própria ânsia voraz, leitor alienado, de comer algo que é bem mais propaganda que comida.

Corta novamente, sindicato, 2012. Encontro de Comunicação da Fenajufe, escutei diversas vezes a frase: temos que agradar nossa clientela. Temos que agradar nossa clientela... temos que agradar nossa clientela. Vejam, na Fenajufe não há nenhum sindicato filiado à Força Sindical, à UGT ou às centrais ditas “pelegas”, os sindicatos que são filiados, ou são filiados à CUT, ou à Conlutas, em tese, duas centrais classistas. Não, não precisam se assustar com o lugar comum, fiquem tranquilos, este ensaio não é um daqueles enfadonhos artigos que vai falar da crise de representação do sindicalismo, ou se o diretor da Central “A” tem a cueca mais vermelha que o diretor da Central “B”.

Este artigo inverte o jogo, e vai analisar a categoria, sim, a categoria. Você, caro leitor estúpido que me lê agora, homem branco estúpido de classe média, que lê Veja, escuta Bonner Simpson e acredita que o Jornal Nacional é imparcial e fala a verdade. Nosso “público alvo”, nossos “clientes em potenciais”, que no caso dos sindicatos cada vez e mais se comportam como clientes do Mac-Donalds consumindo seus Big Macs. Não conseguimos compreender o comportamento das direções se não compreendemos que base esta direção trabalha. Somos seres humanos históricos, criados pelo caldo de cultura de nosso bloco histórico. Que seres humanos estão sendo formados neste início de século XXI, que “cultura de massa” os sindicatos enfrentam, que relações se podem criar a partir daí? A declaração de que temos que “agradar nossa clientela”, “atingir nosso público alvo” ou coisas afins, que seriam bastante estranhas a um dirigente de um sindicato da década de 60, 70 ou 80.

“Enquanto brincam no gramado as moças chiques/ Eu quero chuvas pra estragar o piquenique/Eu não provei aquele tipo de xarope/ Que está por cima nas pesquisas do IBOPE/ Eu estou remando rio acima por prazer/ Não há nada a desculpar, foi por querer/ Me passe o sal pra botar na sobremesa/ O Grande Público cansou minha beleza”, esta música da dupla Aldir Blanc/João Bosco, revela o caldo de cultura de uma outra época histórica. Não te chamei, caro leitor, de estúpido, boçal, idiota, alienado, imbecil, consumidor acéfalo à toa. Deve estar com vontade de fechar este texto no seu lap-top/computador, ou de rasgar o papel e me chamar para a porrada, ou melhor, me processar por danos morais. A intenção era esta. Te perturbar, te molestar, colocar formigas e moscas varejeiras no teu piquinique chique. Enquanto na década de 60, no auge da contracultura, não havia por parte nem dos escritores, nem dos músicos, nem das lideranças de “agradar a clientela”, as lideranças sindicais passaram por uma metamorfose/adaptação e agora precisam “agradar a clientela”, atingir o “público alvo”. Pesquisas de markenting e aulas com marqueteiros muitas vezes substituem os livros de Gramsci, Lenin, Rosa Luxemburgo, Marx, etc. O trabalhador virou consumidor e seu sindicato é cada vez mais uma instituição, cada vez menos sindicato.

Sindicato é órgão de mediação de classe, órgão de luta Capital x Trabalho, órgão de regulação da exploração da força-de-trabalho e da mais-valia. É órgão político. Não é partido político, não faz a disputa de hegemonia na sociedade, quem faz isto é outro sujeito coletivo, os partidos. É fato que partidos que não conseguem se representar na sociedade utilizam os sindicatos como correias de transmissão e tentam usá-los para tentar passar suas políticas, de forma sub-reptícia, isto foge, todavia, ao escopo deste ensaio. Todavia, afirmo que sequer os sindicatos hegemonizados por estes partidos de extrema-esquerda, que sequer tem 1% do eleitorado brasileiro, escapam da sina do sindicato Mac-donalds. Nos sindicatos Mac-donalds, o investimento em lazer, sede campestre, festas, convênios são dezenas de vezes maiores que em formação. Não falo em luta política, porque a luta por maiores salários não retira do sindicato o rótulo de sindicato Mac-donalds. Querer ganhar mais para consumir mais, ainda que esteja de forma direta relacionado à questão da regulação capital x trabalho, está completamente subsumido a um estilo político de manutenção do status quo, que faz do sindicato a correia de transmissão do estilo de vida ganhar mais para consumir mais e assim ser um consumidor voraz melhor adaptado. Isto nada tem que ver com política emancipatória, seja o sindicato da CUT, Conlutas, Força Sindical, UGT, PQP, etc...

A lógica é perversa. Aqueles sindicatos que conseguem organizar a categoria para lutar, efetivamente só conseguem lutar por melhores salários ou benefícios. Não há nestes sindicatos nenhuma discussão de classe, consciência de classe, conteúdo de classe, visão para além do umbigo sindical. A lógica é de fazer melhores acordos coletivos com ganhos salariais maiores e ponto final. Em muitos sindicatos os aposentados e pensionistas chegam a ser sacrificados, numa lógica de se fazer acordo somente para os trabalhadores “ativos”, seja na famigerada política de “divisão de lucros” (que faz o trabalhador realmente acreditar que é possível um acordo entre lobos e ovelhas), ou em aumentos em valores que só são pagos durante a vida ativa do trabalhador, apenado os aposentados e pensionistas (no caso de servidores públicos que teriam direito a estes aumentos) ou aos licenciados por saúde, no caso das empresas privadas. É perversa, porque pervertida. Como não há mais discussão de classe, de pertencer, de fazer parte, não há espaço para discussões classistas.

Afinal de contas, o que diabos é “divisão de lucros”? É o supra sumo do entreguismo de classe. É garantir para os trabalhadores que é possível sim, numa sociedade capitalista, dividida por classes, nos quais as barreiras invisíveis de classe são fortíssimas e não são quebradas por acordos trabalhistas, “dividir os lucros” entre patrões e trabalhadores.

Assim, os trabalhadores, em lugar de lutar por melhores salários, que não são quota-parte do lucro e tem de ser pagos haja lucro ou prejuízo, são levados a hipotecar uma solidariedade de classe a seus patrões, se na lógica fraudulenta da contabilidade das empresas capitalistas, os patrões usarem 99,99% do lucro da empresa para fazerem “reinvestimentos” na produção e destinarem aos trabalhadores, 0,01% do lucro restante, para ser partilhado entre as centenas ou os milhares de trabalhadores, os sindicato Mac-Donalds, que assim usurpou o direito aos trabalhadores de incorporarem estes ganhos ao seu salário ou aposentadoria e de ter definitivo avançado na questão da luta contra a exploração de classe, vai celebrar isto como avanço. No fim das contas é mais dinheiro que entra, mais consumo, algo mais que se compra e o trabalhador rebaixado novamente à condição de mero consumidor, confundindo sua relação com o patrão, que é de exploração e de luta, numa relação de ganho e consumo. Nesta linha, a substituição de salários por ganhos, nos quais os trabalhadores ficam instigados a trabalhar mais, para ganhar mais. Nesta linha do sindicato Mac-Donalds, os direitos vão sendo mitigados e os trabalhadores cada vez mais sentem-se quota-parte da classe burguesa. Descanso aos Domingos? Não, hora-extra! Em lugar de o sindicato lutar para garantir um salário igual sem trabalho dominical, o sindicato alardeia que com o trabalho aos domingos e 100% de hora extra o trabalhador que virou um pequeno-patrão-consumidor (na ilusão pueril de sua fantasia oligofrênica) vai ganhar mais, trabalhando mais. Assim, em lugar de se tirar um salário maior da luta e da contenção da exploração, o salário maior vem de uma exploração e de um sacrifício maiores. Jornadas de trabalho de 10, 12 horas, revivendo os piores momentos da Revolução Industrial, com o beneplácito tácito dos próprios trabalhadores silenciados por este caldo de cultura, já que, por exemplo, no Comércio de Shopping Centers e afins, o salário foi diluído e os ganhos proveem da venda de cada produto. O trabalhador, na pior lógica da Avon, fica ele responsável pelo seu próprio salário e destino. Assim, uma semana ruim, ou um mês ruim de trabalho, não é debitado na conta do patrão, que teria de diminuir seu lucro para pagar o salário averbado, mas sim da sorte-revés do próprio trabalhador, que vira competidor desigual de seus pares, haja vista que o único objetivo de sua vida é conseguir vender, para lucrar, para novamente consumir.

Alguns vão me obliterar e dizer que esta lógica só vale para sindicatos que trabalham com lucro por venda. Reafirmo que não é verdade, já coloquei aqui claramente ramos sindicais que trabalham o PLR, que tem uma gama infinita, que passa por sindicatos de produção de diversos setores, auto-peças, petróleo, química, bancários e que basicamente vão abarcando toda a cadeia de produção basicamente com exceção do setor informal. No setor público, a lógica da luta apenas pelo salário, com partes da categoria sacrificando conquistas históricas (veja o movimento pró-subsídio no Judiciário e MPU que é capaz de sacrificar conquistas históricas para privilegiar apenas uma parte da categoria), com aumentos só em gratificações, que não são repassadas ao aposentados ou de setores da categoria (quando o Governo sinaliza aumento só para os professores das universidades, sacrificando todo o restante dos trabalhadores da base universitária), mostra que a lógica é puramente monetária.

A grande verdade é que por baixo da retórica “classista” tudo que “incomode” a categoria, tudo que cause polêmica, tudo que perturbe a relação de consumo, a relação, trabalhador sindicalizado/consumidor x Mac-donalds é sacrificada. Temas polêmicos nas revistas, nas páginas ou nos debates internos são abafados. As pautas chamadas transversais, como o racismo, a homofobia, o machismo, o aborto, as quotas, em geral aparecem nas plenárias e ou congressos, que mais parecem movimentos catárticos. Nestes momentos de culto, a vanguarda da categoria esboça seus altos vôos teóricos e se digladia duelando sobre temas que no dia seguinte à plenária serão sacrificados, jogados às traças, para reaparecerem em outras plenárias, novamente. Qualquer política de controle da exploração do trabalho, com redução da jornada, enquanto a lógica for de sindicato Mac-donalds, fica fadada ao fracasso. No sindicato Mac-donalds, as relações com a categoria não prevêem nenhuma contradição dialética, nenhum embate. A vanguarda, que é vanguarda só de nome, tem uma posição vanguardista olímpica, não indo para a disputa na base das concepções da plataforma dos trabalhadores. Assim, em tese, os sindicatos defendem a redução da jornada, a luta pelas seis horas, mas todas as vezes que sentam para sentar e negociar, a primeira coisa que é sacrificada é a redução/regulação de jornada, ora por conta dos aumentos, para não “atrapalhar os aumentos “ (ainda que redução de jornada seja aumento salarial direto), ora para não atrapalhar as “divisões anuais de lucro” (ou seja, o direito é vendido na mesa de negociação), ora trocado por aumento nos percentuais de horas extras (novamente um direito vendido na lógica de trabalhador como pequeno-patrão co-responsável pela empresa).

Vanguardismo não é vanguarda. Os sindicatos Mac-donalds, de todas as matizes, trabalham na lógica da popularidade, eleição, manutenção das máquinas sindicais. Assim, qualquer tema polêmico, que porventura atrapalhe a hegemonia (vista apenas e tão somente como hegemonia eleitoral) tem que ser sacrificado à base. Num basismo contraditório da lógica da indústria cultural. Base aí não é vista como o conjunto dos trabalhadores de base, que necessita do sindicato como órgão de intermediação para entender e despertar para a luta de classes, base aí é vista como o senso-comum diluído, que vota de tempos em tempos para manter um grupo na máquina sindical. Não é à-toa que nos eventos culturais dos diversos sindicatos, que vivem reclamando da hegemonia da Globo, mas que reproduzem em suas festas a cultura hegemonizada de massa, e é um tal de Michel Teló, “eu quero tchu, eu quero tchá”, nos momentos em que o sindicato deveria ter uma cara de defesa da cultura popular contra-hegemônica. E aí daqueles que levantarem estas contradições, correm o risco de serem chamados de “elitistas” na pior versão “Faustão/Boninho” de indústria cultural, de que o povo gosto mesmo é de porcaria. Os sindicatos introjetam as visões hegemônicas e nem se dão conta.

Assim, qualquer trabalho de contra-hegemonia e de consciência de classe pode ser contraproducente eleitoralmente e deixado de lado. Por isto se gasta dez vezes mais em sede campestre que em formação, por isto se gasta dez vezes mais que em num setor jurídico de resultados do que numa imprensa de formação, por isto que as grandes pautas de classe, e qualquer luta contra-hegemônica é sempre sacrificada na lógica de não assustar o eleitor para daqui a dois ou três anos. Não se falará, por exemplo, na perseguição aos cultos afro-brasileiros e na necessidade de defesa do Estado Laico, numa base com perfil religioso católico ou protestante conservador e se deixará de lado a pauta da emancipação feminina ou do aborto. Não se pode molestar a clientela.

No sindicato Mac-Donalds, os dirigentes sindicais abrem mão de ser vanguarda e viram administradores viciados na máquina e preocupados que esta mesma máquina funcione como uma empresa. Assim, na relação de respostas, por e-mail, facebook, ou de qualquer maneira de abordagem direta, o dirigente vira uma espécie de ombusdman, que não tem voz ou opinião, mas como um atendente de telemarkenting deve sempre dar a maior satisfação ao cliente (diga-se de passagem que não há nenhum trabalhador mais explorado que o trabalhador de telemarketing, a versão moderna e sem direitos de uma senzala). Qualquer resposta provocativa, crítica, irônica, sarcástica do diretor o torna um péssimo ombusman. Ele não é mais dirigente, não está ali para disputar corações e mentes, para fazer o debate, ele está ali para entregar o hambúrguer, o big-mac em três minutos. E na lógica pervertida do trabalhador-consumidor, qualquer coisa que dê errado no big-mac a culpa passa a ser do dirigente. Como não raciocina, não se vê, não tem pertencimento de classe, não faz análise de nenhuma conjuntura, este trabalhador-consumidor quer apenas seu aumento, nada mais. Assim, o diretor, agora vendedor de big-macs tem que apenas entregar o aumento. Será bom ou ruim se entregar o aumento ao trabalhador, seja na forma que for, tudo o mais pouco importa. Poderá ser pelego, de direita ou de esquerda, desonesto, o que for, a relação com ele é uma relação de consumo, não uma relação política de mediação-consciência, ou sindicato deixou de ser um ente-político, agora é uma empresa como qualquer outra que tem de entregar seu produto (o aumento) no momento em que o consumidor pedir. As lutas não são coletivas, são delegadas, constroem-se greves ausentes, em que a vanguarda é substituída por profissionais contratados pelo sindicato e a relação com o sindicato é sazonal, restrita apenas à época do aumento/dissídio.

Não é possível sindicatos construírem lutas emancipatórias de quaisquer tipos enquanto não tiverem a coragem de se tornarem impopulares num primeiro momento e destruírem a lógica de sindicato Mac-Donalds. Para isto a construção de uma vanguarda real, que dispute corações e mentes na base, no cotidiano, é fundamental. Sem o vanguardismo estúpido de se construir políticas de vanguarda só para as plenárias e congressos, mas disputar estas políticas no dia a dia, construindo uma sólida consciência de classe. Sem o basismo obreirista de ver a base como intocável, na verdade, a base reduzida ao mero papel de consumidora votante, que oferta o voto e em lugar recebe o aumento, mas na visão de base de categoria como trabalhadores nos quais se constrói a consciência de classe. Ou enfrentamos e revertemos, com contracultura de classe a ideia de sindicato de consumidores para construirmos uma emancipatória de trabalhadores co-participantes, constituintes de consciência e unidade de classe, ou não conseguiremos construir qualquer política emancipatória e projeto de país. Esta organização de sindicatos Mac-Donalds não nos serve, necessitamos de outra, de sindicatos formadores e combatentes construtores de um perfil classsista e emancipatório.

*Roberto Ponciano é diretor do Sisejufe-RJ, escritor, mestre em filosofia, com especialidade na área da ética.

 

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Servidores do Judiciário Federal em Goiás decidem encerrar a greve

Em assembleias setoriais realizadas nesta segunda-feira (03), os servidores do Judiciário Federal em Goiás deliberaram pela suspensão da greve. No TRT, a categoria aprovou a contraproposta apresentada pelo presidente do STF, ministro Ayres Britto de aumentar a GAJ (Gratificação da Atividade Judiciária) de 50% para 100% em três parcelas a serem pagas nos meses de janeiro até 2015. O valor representa um aumento médio, ao final dos três anos, de 33% tabela salarial da categoria e altera apenas a GAJ. As demais parcelas da remuneração continuam congeladas, alterando os padrões da tabela 15 para 13.

Na Justiça Federal, os servidores rejeitaram a contraproposta do STF, defendendo a luta pela data-base dos servidores públicos federais, e deliberaram pela promoção de atos de mobilização em Goiânia e em Brasília, bem como acompanhar a tramitação Projeto de Lei 4363/2012 que dispõe sobre a inclusão dos recursos no Anexo V da Lei Orçamentária do exercício de 2013 para o reajuste da GAJ.

Na última assembleia setorial realizada na tarde dessa segunda-feira (03/09), os servidores do TRE-GO aceitaram a contraproposta do STF e, assim como os servidores das Justiças Trabalhista e Federal, deliberaram pelo fim da greve.

Luta pela melhoria da revisão salarial

Embora a categoria em Goiás tenha deliberado pelo encerramento do movimento paredista, os servidores do Judiciário Federal no estado mantiveram-se unânimes no posicionamento de lutar pela melhoria da contraproposta de revisão salarial. Segundo o Sinjufego-GO, apesar de a contraproposta do STF ter sido rejeitada apenas na assembleia setorial da Justiça Federal, ela tem gerado muitas dúvidas e questionamentos dos servidores sobre o futuro salarial da categoria.

Fonte: Sinjufego-GO

 

 

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Servidores da JF em Santa Catarina decidem pelo fim da greve

Em Assembleia realizada nesta segunda-feira (3), na Justiça Federal, em Florianópolis, servidores da Justiça Federal de Santa Catarina decidiram retornar às atividades, mas se mantendo em estado de alerta e de greve com o fim de acompanhar, mobilizados, a tramitação do projeto 4363/12, bem como as negociações de retorno ao trabalho.

“Temos que lembrar que esse projeto só vai estar garantido depois de ser sancionado. Portanto, até lá, toda atenção é importante. Estado de alerta e de Greve nos permitem retornar à mobilização, se for necessária”, declara representante do Sintrajusc-SC.

A orientação da assembleia foi retornar imediatamente às atividades funcionais e, paralelamente a isso, estarão sendo feitas negociações com o Diretor do Foro de Florianópolis no que se refere aos dias parados. Para isso, foi composta uma comissão por membros do Sintrajusc-SC e colegas escolhidos na categoria.  

Na próxima quinta-feira (6), ao meio-dia, haverá nova assembleia na Justiça Federal de Florianópolis para acompanhar os desdobramentos das negociações e deliberar a respeito deles.
 
Fonte: Sintrajusc-SC

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Servidores da Justiça Eleitoral do Ceará iniciam greve

Nesta segunda (3/09), às 8 horas, os servidores da Justiça Eleitoral do Ceará iniciaram movimento grevista. Vários servidores do Fórum Eleitoral aderiram à greve e foi servido um café da manhã às 9 horas para estimular outros colegas a integrarem o movimento.

Algumas Zonas Eleitorais não abriram e, em outras, alguns servidores requisitados estavam presentes para atender aqueles casos mais urgentes.

Para dar continuidade à greve e trazer mais colegas para o movimento, os servidores do Fórum Eleitoral de Fortaleza estarão a tarde toda desta segunda em frente ao prédio Sede do TRE.

Fonte: Sinje-CE

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Servidores da JT Amazonas encerram greve e decidem lutar por melhoria da proposta no Congresso

Servidores da JT do Amazonas decidiram encerrar a greve iniciada no dia 27 de agosto e encaminhar resolução para que o sindicato de base lute até o final do trâmite do PL 4363/12 para melhorar o reajuste proposto pelo STF. "Nós rejeitamos em assembleia geral o reajuste proposto como protesto à forma ditadora como tudo foi decidido. Agora vamos pra cima da Câmara dos Deputados tentar um índice melhor de reajuste", comentou Luis Claudio, presidente do Sindicato.

O Sitra-AM/RR vai realizar visita aos setores de trabalho nesta segunda (3) e terça (4) para explicar o teor do novo projeto e seu impacto salarial aos servidores do Amazonas e de Roraima.

Fonte: Sitra-AM/RR

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Servidores de Tocantins rejeitam propostas até agora apresentadas e preferem aguardar tramitação do PL 6613/09

Em assembleia realizada na última quinta-feira (30), os servidores do Judiciário Federal no Tocantins decidiram rejeitar as duas propostas até agora apresentadas, preferindo aguardar a tramitação do PL 6613/2009. A decisão foi tomada no auditório do edifício sede da Justiça federal do Tocantins, onde ocorreu a assembleia da categoria, por unanimidade.

Fonte: Sindjufe-TO

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15ª região decide manter paralisação para cobrar melhoria na contraproposta encaminhada ao Congresso

O Sindiquinze realizou, nesta segunda (3), nova assembleia geral para definir a continuidade da greve na 15ª Região. A maioria dos servidores decidiu manter a paralisação para tentar melhorar a proposta do reajuste encaminhado ao Congresso Nacional. A decisão, que ocorreu em frente ao Fórum Trabalhista de Campinas e demais localidades onde os servidores permanecem paralisados pelo PCS, contou com a presença dos grevistas que ouviram as últimas informações referentes ao envio da proposta do STF ao Congresso Nacional e os indicativos aprovados na Reunião Ampliada da Fenajufe.

Em Campinas, o presidente do sindicato, Zé Aristéia, lembrou o trajeto de luta da categoria no mês passado e enfatizou que no dia 1º de agosto o governo dava prioridade zero para o servidor público. De acordo com ele, a inclusão dos servidores do Judiciário na proposta ofertada às demais categorias é fruto da mobilização nacional realizada pelo país. “Hoje nós temos um segundo momento da nossa luta que é a concentração voltada ao Congresso com a tramitação do PL 4363/2012”, disse.

Ao defender a manutenção da greve na 15ª Região, o servidor e delegado na Ampliada, Nilzo Lacerda Sobrinho ressaltou que a proposta encaminhada ao Congresso lhe parece muito pouco diante de tantas lutas e greves que foram promovidas pela categoria. “A inclusão dos servidores do Judiciário na proposta orçamentária é apenas uma fresta aberta pelo governo e nós não podemos aceitar ter que nos espremer para passar por esta fresta. Eu quero abrir a porta toda e conquistar o que é nosso de direito”.

O diretor do Sindiquinze e coordenador-geral da Fenajufe, Joaquim Castrillon, chamou a atenção dos grevistas para o fato de que a categoria precisa saber o que será cumprido em favor dos servidores antes de voltar ao trabalho. “É preciso que a gente permaneça em greve até que saibamos o que está sendo reservado para a magistratura. Até o momento, ela (magistratura) não deu sinais de que vai cumprir o acordo com a categoria... o Judiciário está rodando ladeira abaixo com as propostas que estão sendo apresentadas”.

Segundo apuração realizada pelo sindicato nas AGEs de Campinas e demais locais em greve, a maioria dos servidores decidiu manter para paralisação para tentar melhorar a proposta do reajuste encaminhado ao Congresso Nacional. Em um resultado apertado, 39 grevistas deliberaram pela continuidade do movimento na 15ª Região, enquanto 38 votaram por voltar ao trabalho.

Diante do resultado final, os servidores da 15ª Região seguem a orientação da Reunião Ampliada da Fenajufe e permanecem em greve por tempo indeterminado. Uma nova Assembleia para definir os rumos do movimento ocorrerá na quinta-feira (6), às 12h, em frente ao Fórum Trabalhista de Campinas.

Nos próximos dias, o Sindiquinze promoverá atividades e arrastões com o objetivo de ampliar a paralisação e integrar a categoria na “Semana Nacional da Indignação”, aprovada na reunião da Fenajufe na última sexta-feira em Brasília.

Fonte: Sindiquinze-SP

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Servidores da Paraíba decidem aceitar contraproposta do STF

Em uma das assembleias gerais mais representativas realizadas pelos servidores do Judiciário Federal na Paraíba, na última quinta-feira (30/08), a categoria decidiu aceitar a contraproposta do STF e manter-se em espírito de mobilização para buscar a melhoria dos percentuais oferecidos. A assembleia aconteceu na sede do TRE-PB.

Nesta terça-feira (4/09), a categoria se reúne novamente em assembleia geral, às 16h, na sede do TRE-PB, para avaliar as discussões da Reunião Ampliada da Fenajufe, que aconteceu na última sexta-feira (31) em Brasília.

Fonte: Sindjuf-PB

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Servidores da JF-CE aprovam, com ressalvas, proposta de reajuste apresentada pelo STF

Durante a paralisação de 3 horas na tarde da última sexta-feira (31/08), servidores da Justiça Federal no Ceará realizaram assembleia para apreciação da proposta de reajuste apresentada pelo STF. Na assembleia de quinta (30) a proposta já havia sido discutida, mas a categoria avaliou ser necessário buscar mais elementos antes de proceder à votação. Na votação, a categoria optou pela aprovação da proposta de reajuste apresentada pelo STF com ressalvas. Ainda na tarde da quinta-feira (30/08), servidores das subseções de Juazeiro do Norte, Sobral e Quixadá já haviam decidido pela aceitação da proposta.

Durante a assembleia, que ocorreu no térreo da JF-CE, a participação dos servidores foi bastante expressiva, de modo que boa parte dos presentes tomou a palavra para expressar sua opinião, fazer ponderações e sugestões. Na maioria das falas, era comum a percepção de que a proposta apresentada não era a melhor possível, porém representava uma vitória contra a política de reajuste zero do governo petista.
 
Dentre as ponderações, foi mencionada a preocupação com a concessão do reajuste em forma de gratificação, quando o pleito histórico da categoria é pelo incremento do vencimento base. O parcelamento do reajuste em três anos foi outro ponto criticado pelos servidores.

Iniciada a votação, os servidores da JF/CE deliberaram pela apreciação da proposta já naquele momento, rejeitando a proposta de realização de nova assembleia na segunda-feira. Passando-se à votação propriamente dita, a categoria optou pela aprovação com ressalvas da proposta de reajuste apresentada pelo STF.
 
Ressalvas

As ressalvas apresentadas pelos servidores da JF-CE quanto à proposta de reajuste através da GAJ são:
 
1) Redução do prazo de implementação: parcelas semestrais ao invés de anuais, para finalizar antes das eleições de 2014.
2) Aumento dos percentuais de AQ, tal como oferecido a outros segmentos do funcionalismo público federal.
3) Alteração da denominação "GAJ" para "GJ", com vistas a afastar o risco de retirada na aposentadoria.
 
Fonte: Sintrajufe-CE

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Assembleia em Santa Catarina rejeita proposta do STF. Greve continua na JF

Em assembleia realizada na última sexta-feira (31), na frente do prédio do TRE-SC, servidores catarinenses decidiram rejeitar a contraproposta apresentada pelo STF, por avaliarem que não houve negociação de fato, e sim mera comunicação à categoria.

Na Justiça Federal a greve continua pelo menos até esta segunda-feira (3/09), quando será realizada assembleia geral ao meio dia, no prédio da JF. Servidores da Justiça do Trabalho deliberaram por suspender as paralisações diárias de duas horas (15 às 17h) e servidores da Justiça Eleitoral decidiram voltar ao trabalho no sábado (1/09), mas mantendo estado de alerta e de greve.  

Em Reunião Setorial nesta sexta, os servidores da JF na capital, com a participação de um colega de Blumenau, decidiram escolher uma comissão de negociação para negociação dos dias parados junto à Direção do Foro. A orientação do Sindicato e da assembleia é que os servidores da JF se mantenham paralisados nesta segunda-feira, na frente de seus respectivos locais de trabalho, aguardando os encaminhamentos da negociação em Florianópolis.

Maior greve da JE em Santa Catarina

No final da assembleia desta sexta (31/08), era nítido o clima de euforia entre os colegas da Justiça Eleitoral por terem protagonizado a maior greve da JE da história de Santa Catarina. Os servidores se sentem vitoriosos por terem se mantido 19 dias em greve e terem ajudado, de forma decisiva, o movimento em nível nacional.

Da mesma forma, a greve na JF também ajudou a colocar Santa Catarina na linha de frente da luta nacional. Na JT, os servidores também mostraram muita disposição de luta e tenacidade ao bancarem, dia após dia, a proposta de paralisação de duas horas.

Fonte: Sintrajusc-SC

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Servidores do Piauí fazem enterro simbólico de Dilma e Ayres Britto e rejeitam proposta do STF

Os servidores do Poder Judiciário Federal do Piauí realizaram na manhã desta sexta-feira (31), em frente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o enterro simbólico do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto e da presidenta da República, Dilma Rousseff. O ato político foi realizado em protesto a postura recente tomada tanto pelo STF quanto pelo Poder Executivo durante as negociações para a melhoria salarial e a valorização dos servidores públicos do judiciário, que estão sem reajuste há seis anos.

Segundo a diretora do Sintrajufe-PI, Madalena Nunes, o ato desta sexta-feira “foi uma forma da categoria se manifestar em relação a postura tanto do governo quanto da presidente Dilma, porque proposta (de reajuste salarial) dessa natureza não vai contemplar qualquer uma de nossas reivindicações, vai unicamente reafirmar a política neoliberal do Governo Federal de valorizar o capital privado e desvalorizar o serviço público e nós trabalhamos em uma perspectiva diferente, que passa pela valorização do serviço público com a valorização dos servidores e do seu trabalho”, conclui Nunes.

Rejeição das propostas e manutenção da greve

Os servidores do Judiciário e do MPU do Piauí rejeitaram a proposta oferecida pelo Executivo, de reajuste de 15,8%, e rejeitaram também a contraproposta do Supremo, que aumentaria a GAJ dos atuais 50% sobre o vencimento básico para 100%, parcelada em três vezes, e a redução do número de padrões ou níveis funcionais de 15 para 13.

Após o enterro simbólico, os servidores do judiciário se reuniram em assembleia e decidiram pela manutenção da greve até a próxima segunda-feira (3). Essa data foi escolhida, pois ainda nesta sexta (31), em Brasília, estarão reunidos os representantes dos sindicatos da categoria de cada estado e sairá dessa reunião a decisão da manutenção ou não do movimento grevista.

Fonte: Sintrajufe-PI

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Em Minas, categoria rechaça contraproposta do STF

Mais de 300 servidores das três Justiças com representação em Belo Horizonte, além de colegas de Juiz de Fora, Cataguases, Contagem, João Pinheiro e Betim, reuniram-se na manhã desta sexta (31) para uma assembleia em frente à Justiça Federal com a pauta talvez mais importante de todas: deliberar sobre aceitar ou não a contraproposta de 33% apresentada pelo Supremo Tribunal Federal em reunião com representantes da Fenajufe em Brasília, na última semana. Em uma votação apertada, acabou vencendo a rejeição à oferta do governo.

Dada a apreensão gerada em uma parte da categoria com o “não” dito em assembleia, a coordenadora executiva do Sitraemg Débora Melo Mansur esclareceu que rejeitar não significa ficar sem aumento, posto que a previsão já está na LOA: significa apenas mandar um ‘recado’ ao governo de que a categoria não vai desistir de lutar pelo plano de carreira e por um reajuste justo, que cubra as perdas geradas pela inflação.

Apesar de já haver algo aparentemente garantido, servidores e coordenadores chamaram a atenção de forma veemente para que os servidores continuem unidos na greve – sobre a qual haverá deliberação na próxima assembleia, dia 4 de setembro – e que pensem nos próximos anos antes de pensar que a proposta do governo é um “bom negócio”. Hélio Ferreira Diogo, coordenador executivo do Sitraemg, acredita que a categoria precisa conhecer e entender melhor o proposto pelo STF, e destaca que aceitar esses 33% depois de tantos anos de luta por algo melhor é “uma contradição”.

Para o servidor do TRT José Henrique da Paixão Lisboa, que levou diversas tabelas com índices e dados sobre o reajuste, é perigoso aceitar o parcelamento da proposta, pois há risco dela “agarrar” em 2014 com a “desculpa” de ser ano de Copa do Mundo e eleições e, assim, não haver dinheiro nem tempo para os servidores. “Aceitar [a proposta] significa ficar calado até 2016”, acrescentou Fernando Neves, servidor do TRE na capital.

Servidores como Vilma Marra dos Santos (Justiça Federal), Jair Lemos (TRE) e Alexandre Magnus Martins (TRT – Juiz de Fora) apontaram outros aspectos para os quais a categoria precisa estar atenta. Magnus criticou a regulamentação do direito de greve do servidor público e as restrições que ela pode trazer ao movimento, além de pedir atenção ao crescente sucateamento do serviço público. Vilma Marra pediu para que não fosse esquecida a luta pela database dos servidores e Jair Lemos frisou que é preciso que haja uma greve forte e com adesão real de todos para que melhorias sejam conseguidas.

Ao final da assembleia, o diretor do Sitraemg-MG Hebe-Del Kader deu os últimos informes em nível nacional, leu as manifestações recebidas por e-mail de servidores do interior e pediu palmas e apitaços para todos que se envolveram na mobilização, seja visitando os prédios na capital seja promovendo atividades no interior, como atestam as dezenas de fotos enviadas ao sindicato nos últimos dias. Após o encerramento, os servidores tomaram posição para a passeata programada para a tarde, que terminou no TRE, na Avenida Prudente de Morais.

Fonte: Sitraemg-MG

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Categoria em Sergipe aceita contraproposta do STF

Os servidores do Judiciário Federal em Sergipe, seguindo orientação do Comando de Greve da Fenajufe,  realizaram duas assembleias setoriais para conhecer e deliberar sobre a contraproposta de reajuste apresentada pelo STF. Uma reunindo os servidores do TRT e a outra reunindo os servidores da JF e do TRE.

Nas duas assembleias, segundo informações do Sindjuf-SE, o posicionamento em relação à contraproposta dos servidores foi o mesmo. Embora tenham avaliado ser uma proposta que ainda não atende as reivindicações da categoria de ter uma real recomposição das perdas salariais sofridas ao longo desses seis anos de congelamento salarial, os servidores decidiram aceitá-la, considerando ser uma avanço em relação ao reajuste zero inicialmente proposto pelo governo e também em relação aos 15,8%. A assembleia decidiu ainda que a categoria, através da Comissão de Negociação, continue lutando para que essa proposta seja implementada em uma única vez em janeiro de 2013, visto que é necessário recompor imediatamente as perdas salariais e a proposta que o governo apresentou de 15,8%, parcelados em 3 vezes, é a mesma apresentada às categorias do próprio Executivo que tiveram reajuste salarial há 2 anos atrás, enquanto a defasagem do Judiciário e MPU é de seis anos.

Ainda com a categoria em greve, nesta sexta-feira (31), o sindicato promoveu assembleia para discutir os rumos do movimento.

Fonte: Sindjuf-SE

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Em Pernambuco, categoria aceita proposta alternativa de reajuste

Os servidores do TRF e das Justiças Eleitoral e do Trabalho em Pernambuco decidiram, nas assembleias desta quinta (30), aceitar a proposta de reajuste de 33% contido no Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 que chegou ao Congresso nesta quinta-feira (30). Já os servidores da Justiça Federal rejeitaram o percentual. A proposta, que foi encaminhada pelo STF ao Governo Federal, aumenta a GAJ de 50% para 100% e reduz de 15 para 13 o número de padrões.

A posição de Pernambuco está sendo apresentada na reunião ampliada da Fenajufe, que está acontecendo em Brasília nesta sexta-feira (31), pelo diretor do Sintrajuf-PE José Josélio da Silva. A posição final da categoria será deliberada a partir dos resultados das assembleias trazidos por todos os estados.

Durante toda essa semana os servidores do Judiciário em Pernambuco realizaram atos, paralisações e assembleias para reforçar a mobilização nacional na defesa do Plano de Cargos e Salários da categoria, que está há mais de seis anos sem aumento.

Na avaliação da presidente do Sintrajuf-PE, Jacqueline Albuquerque, “o movimento dos servidores federais foi vitorioso porque conseguiu que o governo mudasse a posição de reajuste zero para uma proposta alternativa. Mesmo que os valores não satisfaçam, essa realidade nos impôs. Vamos continuar seguindo com as nossas reivindicações”, destaca a presidente. 

Fonte: Sintrajuf-PE

Foto: Homero Leandro

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