Servidor do Judiciário no Rio de Janeiro morre vítima de Covid-19

Enquanto isso, Bolsonaro continua ignorando autoridades de saúde e não respeita a vida dos trabalhadores

Na última quarta-feira (25), faleceu, no Rio de Janeiro, o servidor do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) Carlos Alberto de Araujo Rocha, vítima de Sars-Cov-2 (Covid-19), doença causada pelo novo coronavírus. Trabalhou no Tribunal desde 1998 e estava lotado na Corregedoria. O servidor estava internado desde domingo (22) no Hospital Israelita, na Tijuca.

Em nota de pesar, o Sisejufe afirmou que "Carlos Alberto era uma pessoa muito alegre, que sempre prestigiava as festas do sindicato, participava dos encontros musicais e também estava presente nos momentos de luta e nas manifestações em defesa dos direitos da categoria".

O avanço do novo coronavírus no Brasil segue em ritmo acelerado e com números que, em comparação a outros países no mesmo período, assusta pela velocidade da disseminação. Até o fechamento desta matéria, no Brasil são 4.256 casos confirmados e 136 mortes pela doença; taxa de letalidade de 3,2%. Pelo mundo, já são 737 mil contaminados pela Covid-19 e 35 mil mortos.

No entanto, mesmo diante desse quadro assustador, Jair Bolsonaro brinca com a vida dos brasileiros, contrariando as recomendações de isolamento e quarentena indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde - essenciais para evitar a disseminação vírus. Nesse fim de semana, Bolsonaro saiu às ruas do Distrito Federal para cumprimentar populares e visitar comércios.

Essas atitudes em nada contribuem para a contenção do vírus no País, pelo contrário, estimula de forma irresponsável que a pessoas voltem à normalidade, num momento em que a quarentena é o mais recomendado pelas autoridades de saúde.

Mesmo em regime de teletrabalho, servidores e servidoras do PJU e MPU se desdobram para garantir que a Justiça funcione para o cidadão, principalmente em momentos como este de crise, onde as violações aos direitos coletivos não são raras. É o serviço público o maior responsável por salvar vidas e manter as instituições funcionando.

Vale destacar, ainda, o árduo trabalho dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Ojafs) e Agentes de Segurança que estão expostos nas ruas à contaminação pelo vírus e seguem exercendo suas atividades. Essa exposição a um possível contágio, levou os sindicatos de base da Fenajufe a notificar os tribunais pedindo suspensão no cumprimento dos mandados. Contudo, aqueles de caráter de urgência, estão sendo realizados.

Em trabalho conjunto em prol dos servidores no âmbito federal e estadual, Fenajufe e Fenajud, solicitaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a suspensão do expediente ordinário em todos os órgãos do Poder Judiciário "até que a pandemia do COVID-19 esteja controlada no país". O CNJ acatou e publicou portaria estabelecendo plantão extraordinário e suspendendo prazos processuais em todo o país, até 30 de abril.

Pin It