Pesquisa do CNJ quer saber como está a saúde mental dos servidores

Formulada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), a análise busca entender os efeitos do isolamento social e estará disponível até o dia 15 de julho 

Diante da pandemia causada pela Covid-19 e tendo em vista as consequências do isolamento social, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quer saber como está a saúde mental dos servidores e servidoras da Justiça brasileira. A pesquisa “Saúde Mental de magistrados e servidores no contexto da pandemia da COVID-19”, formulada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), busca entender os efeitos da quarentena e estará disponível até o dia 15 de julho.

De acordo com o CNJ, o questionário da pesquisa é formado por 34 perguntas que não demandam mais de 10 minutos para serem respondidas. As perguntas estão relacionadas às condições que o servidor tem para desenvolver as atividades remotas; como avaliam o volume de trabalho recebido durante o período da quarentena; os sentimentos que têm vivenciado nesse período; seus hábitos; medos; o acúmulo de tarefas; e a responsabilidade por cuidados de crianças ou idosos.

Cabe destacar que a desigualdade de gênero sempre colocou as mulheres na linha de frente no desempenho das funções domésticas e a pandemia acentuou essa situação. O teletrabalho evidenciou o acúmulo de funções e esse novo contexto tem causado estresse, ansiedade, cansaço e inúmeros casos de transtornos mentais nas trabalhadoras.

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Ainda segundo o Conselho, a pesquisa é uma ação do Comitê Gestor Nacional de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores do Poder Judiciário com o objetivo de traçar um panorama da situação dos servidores e busca oferecer informações que poderão ajudar esses trabalhadores a enfrentar o atual momento. Atualmente, a Justiça conta com cerca de 17 mil magistrados e 243 mil servidores em atividade.

Acesse AQUI a pesquisa.

 

Raphael de Araújo, da Fenajufe

Com informações da Agência CNJ de Notícias

Imagem: iStock

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