Fenajufe convida entidades para campanha conjunta em defesa do serviço público

O foco da campanha também será a taxação das grandes fortunas. Momento pede mobilização urgente em defesa dos servidores 

Tendo em vista o cenário de ataques, que se intensifica a cada semana, a Fenajufe convidou algumas entidades para tratar de uma campanha nacional em defesa dos servidores e serviços públicos. O foco da campanha também será a taxação das grandes fortunas. Assinaram o ofício os coordenadores Isaac Lima e José Aristeia.

O convite foi encaminhado à Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud), Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) e Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP).

No documento, a Fenajufe explica que "os servidores públicos vêm sofrendo sistêmicos ataques e perdas de direitos ao longo dos últimos anos, independente da orientação política do partido que esteja ocupando o poder". E continua: "O governo tem o objetivo de colocar a opinião pública contra os servidores e servidoras. Devemos contrapor essa visão e apresentar soluções de forma a defender o serviço público e taxar as grandes fortunas".

Além das propostas que visam somente o corte de salário no funcionalismo, na tentativa de imputar aos servidores a conta da crise causada pela pandemia, Jair Bolsonaro - depois de se reunir com ministros e deputados da base governista - confirmou que a proposta de Reforma Administrativa será entregue ao Congresso Nacional nesta quinta-feira (3). Portanto, o momento pede urgência na defesa do serviço público.

Vale lembrar que a proposta de campanha nacional junto a outras entidades foi aprovada na Reunião Ampliada da Fenajufe, no dia 22 de agosto. Foi aprovado, ainda, a adesão irrestrita ao movimento Fora Bolsonaro, Mourão, Guedes e todo o governo.

 

Raphael de Araújo, da Fenajufe

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