SETEMBRO AMARELO

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No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, Fenajufe reforça importância da saúde mental e de ambientes de trabalho saudáveis no PJU

Campanha tem como lema “Mudar a Narrativa” sobre o tema

Hoje, 10 de setembro, é Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para conscientizar a população e contribuir para a prevenção de novas ocorrências.

No Brasil, o mês inteiro é dedicado à campanha Setembro Amarelo, movimento nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e de combate ao estigma relacionado à saúde mental. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, orientar sobre riscos e divulgar recursos de apoio.

O lema do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio para o período de 2024 a 2026 é “Mudar a Narrativa”. A proposta é estimular discussões abertas e honestas sobre o suicídio e o comportamento suicida, superando o estigma e fortalecendo uma cultura de apoio e prevenção.

Os dados revelam a importância e a urgência de fortalecer o debate sobre saúde mental. De acordo com a OMS, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, são aproximadamente 14 mil casos anuais, segundo dados de 2019. Os números reforçam a necessidade de políticas permanentes de prevenção e de atenção à saúde mental.

Saúde mental no Judiciário

No Poder Judiciário, a realidade também exige atenção. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, em 2015, a Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores, por meio da Resolução CNJ nº 207. Ainda assim, o 2º Censo do Poder Judiciário, realizado em 2023, revela que 47,9% dos servidores e servidoras sofrem de ansiedade, 37,4% de estresse e 18,1% fazem uso regular de medicamentos para tratar esses quadros.

Os dados reforçam a necessidade de revisar políticas de metas e modelos de gestão que têm impactado diretamente a saúde mental de quem sustenta o funcionamento da Justiça.

Sobrecarga, pressão por produtividade, relações de trabalho adoecedoras e condições inadequadas nos ambientes laborais são fatores que precisam ser enfrentados.

Nesse sentido, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, amplia a atenção aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como assédio moral, sobrecarga, estresse ocupacional e síndrome de burnout. A medida reforça a necessidade de mecanismos de prevenção e de enfrentamento desses fatores.

Diretrizes para saúde e bem-estar

A Fenajufe tem atuado com os sindicatos de base, junto aos órgãos do PJU, na defesa da saúde mental dos servidores e servidoras, cobrando a efetividade de políticas e mecanismos voltados à prevenção do adoecimento. Na mesma direção, a Fenajufe encaminhou recentemente aos conselhos e tribunais superiores as diretrizes voltadas à promoção da saúde e bem-estar aprovadas na Plenária Nacional da Fenajufe realizada em Salvador (BA).

Entre as propostas estão o fortalecimento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Servidor, a criação de uma política permanente de saúde mental, com atendimento especializado e ações preventivas, e a revisão dos modelos de gestão por metas, considerando o grau de dificuldade das atividades, o dimensionamento da força de trabalho e os impactos da organização do trabalho na saúde dos servidores.

As diretrizes também defendem a ampliação das ações de prevenção e combate ao assédio moral e organizacional, o direito à desconexão, o aperfeiçoamento das regras de teletrabalho, a assistência suplementar à saúde e a atenção às necessidades de grupos específicos.

Ao encaminhar as diretrizes, a Fenajufe reafirma que a saúde dos servidores precisa ocupar lugar permanente nas políticas de gestão do Poder Judiciário. Neste Setembro Amarelo, a Federação reforça que prevenir também significa enfrentar as condições de trabalho que causam o adoecimento.

ATENÇÃO

Se você está lendo esta matéria e precisa de ajuda, procure:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita).

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e chamadas de voz 24 horas todos os dias.

A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou de celular, ou acesse o chat disponível no site: www.cvv.org.br .

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Hoje, 10 de setembro, é Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para conscientizar a população e contribuir para a prevenção de novas ocorrências.

No Brasil, o mês inteiro é dedicado à campanha Setembro Amarelo, movimento nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e de combate ao estigma relacionado à saúde mental. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, orientar sobre riscos e divulgar recursos de apoio.

O lema do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio para o período de 2024 a 2026 é “Mudar a Narrativa”. A proposta é estimular discussões abertas e honestas sobre o suicídio e o comportamento suicida, superando o estigma e fortalecendo uma cultura de apoio e prevenção.

Os dados revelam a importância e a urgência de fortalecer o debate sobre saúde mental. De acordo com a OMS, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. No Brasil, são aproximadamente 14 mil casos anuais, segundo dados de 2019. Os números reforçam a necessidade de políticas permanentes de prevenção e de atenção à saúde mental.

Saúde mental no Judiciário

No Poder Judiciário, a realidade também exige atenção. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, em 2015, a Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores, por meio da Resolução CNJ nº 207. Ainda assim, o 2º Censo do Poder Judiciário, realizado em 2023, revela que 47,9% dos servidores e servidoras sofrem de ansiedade, 37,4% de estresse e 18,1% fazem uso regular de medicamentos para tratar esses quadros.

Os dados reforçam a necessidade de revisar políticas de metas e modelos de gestão que têm impactado diretamente a saúde mental de quem sustenta o funcionamento da Justiça.

Sobrecarga, pressão por produtividade, relações de trabalho adoecedoras e condições inadequadas nos ambientes laborais são fatores que precisam ser enfrentados.

Nesse sentido, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, amplia a atenção aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como assédio moral, sobrecarga, estresse ocupacional e síndrome de burnout. A medida reforça a necessidade de mecanismos de prevenção e de enfrentamento desses fatores.

Diretrizes para saúde e bem-estar

A Fenajufe tem atuado com os sindicatos de base, junto aos órgãos do PJU, na defesa da saúde mental dos servidores e servidoras, cobrando a efetividade de políticas e mecanismos voltados à prevenção do adoecimento. Na mesma direção, a Fenajufe encaminhou recentemente aos conselhos e tribunais superiores as diretrizes voltadas à promoção da saúde e bem-estar aprovadas na Plenária Nacional da Fenajufe realizada em Salvador (BA).

Entre as propostas estão o fortalecimento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Servidor, a criação de uma política permanente de saúde mental, com atendimento especializado e ações preventivas, e a revisão dos modelos de gestão por metas, considerando o grau de dificuldade das atividades, o dimensionamento da força de trabalho e os impactos da organização do trabalho na saúde dos servidores.

As diretrizes também defendem a ampliação das ações de prevenção e combate ao assédio moral e organizacional, o direito à desconexão, o aperfeiçoamento das regras de teletrabalho, a assistência suplementar à saúde e a atenção às necessidades de grupos específicos.

Ao encaminhar as diretrizes, a Fenajufe reafirma que a saúde dos servidores precisa ocupar lugar permanente nas políticas de gestão do Poder Judiciário. Neste Setembro Amarelo, a Federação reforça que prevenir também significa enfrentar as condições de trabalho que causam o adoecimento.

ATENÇÃO

Se você está lendo esta matéria e precisa de ajuda, procure:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita).

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e chamadas de voz 24 horas todos os dias.

A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou de celular, ou acesse o chat disponível no site: www.cvv.org.br .

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