Janeiro Branco

Janeiro Branco

Campanha de 2026 é um lembrete da importância da saúde mental em um país emocionalmente exausto

Em 2024, quase meio milhão de afastamentos do trabalho foram motivados por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social

Mais um ano se inicia e, com ele, a campanha Janeiro Branco volta a ocupar o debate público com um alerta urgente: é preciso cuidar da mente. Em 2026, o movimento traz como tema “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”, ressignificando o post-it como símbolo de lembretes diários de autocuidado e convocando a sociedade a fortalecer vínculos, reorganizar a vida emocional e priorizar o bem-estar psicológico em um mundo marcado pelo cansaço, pelo excesso de demandas e pela sobrecarga emocional.

Criada em 2014 no Brasil, a Campanha Janeiro Branco tornou-se um movimento social e cultural que hoje mobiliza pessoas, profissionais e instituições em diversos países, promovendo ações de conscientização e incidência em políticas públicas voltadas à saúde mental.

Os números revelam a dimensão da crise em uma escala global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que transtornos mentais afetam mais de 15% da força de trabalho no mundo, reduzindo a produtividade e aumentando a rotatividade cada vez mais.

O Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade: 9,3% da população é afetada, o que representa cerca de 18 milhões de pessoas. A depressão também avança e foi agravada pelos efeitos da pandemia de Covid-19, que provocou aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país, ainda segundo a OMS.

Em 2024, quase meio milhão de afastamentos foram motivados por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social — o maior número em pelo menos uma década, com crescimento de 68% em relação ao ano anterior. Pesquisa da Gupy reforça esse cenário ao apontar que quase 7 em cada 10 profissionais brasileiros se sentem emocionalmente sobrecarregados, principalmente em razão de metas inalcançáveis, cultura do “sempre disponível”, falta de reconhecimento e modelos de gestão disfuncionais. Entre os sintomas mais frequentes estão estresse, tristeza e raiva.

No Poder Judiciário, a realidade não é diferente. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, em 2015, a Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores, por meio da Resolução CNJ nº 207. Ainda assim, o 2º Censo do Poder Judiciário, realizado em 2023, revela que 47,9% dos servidores e servidoras sofrem de ansiedade, 37,4% de estresse e 18,1% fazem uso regular de medicamentos para tratar esses quadros, reforçando a necessidade de revisar políticas de metas e modelos de gestão que têm impactado diretamente a saúde mental de de quem sustenta o funcionamento da Justiça.

Apesar dos dados alarmantes, o Brasil tem dado alguns passos importantes. Em maio de 2025, o país avançou ao reconhecer, por meio da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que o adoecimento mental relacionado ao trabalho também é responsabilidade dos empregadores. A norma estabelece a obrigatoriedade de gestão, monitoramento e ações de prevenção sobre fatores que impactam a saúde mental, como assédio, pressão por resultados e precarização das condições de trabalho. A NR-1 abrange igualmente o setor público, alcançando servidores e servidoras de todas as esferas e fortalecendo a responsabilização do Estado enquanto empregador, além de criar bases normativas para a implementação de políticas permanentes de promoção do bem-estar psicológico.

Ainda assim, a Fenajufe reforça que a luta em defesa da saúde mental precisa ser permanente e coletiva. Cuidar da mente é uma responsabilidade compartilhada, que exige o compromisso do Estado, das instituições, das empresas e de toda a sociedade. Em um país que adoece em silêncio, falar de paz, equilíbrio e saúde mental é, mais do que nunca, um ato de responsabilidade social. Faça sua parte!

Saiba sobre a campanha. Cique AQUI.

*Com informações do G1 e da Campanha Janeiro Branco

Mais um ano se inicia e, com ele, a campanha Janeiro Branco volta a ocupar o debate público com um alerta urgente: é preciso cuidar da mente. Em 2026, o movimento traz como tema “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”, ressignificando o post-it como símbolo de lembretes diários de autocuidado e convocando a sociedade a fortalecer vínculos, reorganizar a vida emocional e priorizar o bem-estar psicológico em um mundo marcado pelo cansaço, pelo excesso de demandas e pela sobrecarga emocional.

Criada em 2014 no Brasil, a Campanha Janeiro Branco tornou-se um movimento social e cultural que hoje mobiliza pessoas, profissionais e instituições em diversos países, promovendo ações de conscientização e incidência em políticas públicas voltadas à saúde mental.

Os números revelam a dimensão da crise em uma escala global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que transtornos mentais afetam mais de 15% da força de trabalho no mundo, reduzindo a produtividade e aumentando a rotatividade cada vez mais.

O Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade: 9,3% da população é afetada, o que representa cerca de 18 milhões de pessoas. A depressão também avança e foi agravada pelos efeitos da pandemia de Covid-19, que provocou aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país, ainda segundo a OMS.

Em 2024, quase meio milhão de afastamentos foram motivados por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social — o maior número em pelo menos uma década, com crescimento de 68% em relação ao ano anterior. Pesquisa da Gupy reforça esse cenário ao apontar que quase 7 em cada 10 profissionais brasileiros se sentem emocionalmente sobrecarregados, principalmente em razão de metas inalcançáveis, cultura do “sempre disponível”, falta de reconhecimento e modelos de gestão disfuncionais. Entre os sintomas mais frequentes estão estresse, tristeza e raiva.

No Poder Judiciário, a realidade não é diferente. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, em 2015, a Política de Atenção Integral à Saúde de Magistrados e Servidores, por meio da Resolução CNJ nº 207. Ainda assim, o 2º Censo do Poder Judiciário, realizado em 2023, revela que 47,9% dos servidores e servidoras sofrem de ansiedade, 37,4% de estresse e 18,1% fazem uso regular de medicamentos para tratar esses quadros, reforçando a necessidade de revisar políticas de metas e modelos de gestão que têm impactado diretamente a saúde mental de de quem sustenta o funcionamento da Justiça.

Apesar dos dados alarmantes, o Brasil tem dado alguns passos importantes. Em maio de 2025, o país avançou ao reconhecer, por meio da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que o adoecimento mental relacionado ao trabalho também é responsabilidade dos empregadores. A norma estabelece a obrigatoriedade de gestão, monitoramento e ações de prevenção sobre fatores que impactam a saúde mental, como assédio, pressão por resultados e precarização das condições de trabalho. A NR-1 abrange igualmente o setor público, alcançando servidores e servidoras de todas as esferas e fortalecendo a responsabilização do Estado enquanto empregador, além de criar bases normativas para a implementação de políticas permanentes de promoção do bem-estar psicológico.

Ainda assim, a Fenajufe reforça que a luta em defesa da saúde mental precisa ser permanente e coletiva. Cuidar da mente é uma responsabilidade compartilhada, que exige o compromisso do Estado, das instituições, das empresas e de toda a sociedade. Em um país que adoece em silêncio, falar de paz, equilíbrio e saúde mental é, mais do que nunca, um ato de responsabilidade social. Faça sua parte!

Saiba sobre a campanha. Cique AQUI.

*Com informações do G1 e da Campanha Janeiro Branco