SALÁRIOS NA JUSTIÇA FEDERAL

SALÁRIOS NA JUSTIÇA FEDERAL

CJF não se compromete com pagamento integral dos servidores

Em resposta ao ofício da Fenajufe, o Conselho não apresenta garantias para o pagamento integral das verbas remuneratórias e indenizatórias em novembro e dezembro

O Conselho da Justiça Federal (CJF) respondeu, nessa quarta-feira (14), ao ofício encaminhado pela Fenajufe sobre o pagamento integral das verbas das servidoras e dos servidores em novembro e dezembro. No documento, o órgão informou que acompanha a execução orçamentária e avalia possíveis ajustes, mas não apresentou medidas concretas para assegurar os pagamentos até o fim do ano.

No documento enviado em setembro, a Federação cobrou garantias para o pagamento de salários e demais verbas da categoria. Também questionou os recursos destinados a vantagens e valores da magistratura, especialmente à conversão de licenças compensatórias em dinheiro.

A resposta do CJF, porém, deixou sem esclarecimento a principal preocupação da categoria. O Conselho não informou quais medidas pretende adotar para garantir os pagamentos de novembro e dezembro, nem apresentou um compromisso formal com a quitação integral das verbas. Limitou-se a mencionar o acompanhamento das despesas e a possibilidade de ajustes orçamentários, deixando sem resposta a principal cobrança da Fenajufe: como assegurar os direitos da categoria até o fim do ano?

A falta de respostas concretas aumenta a preocupação das servidoras e dos servidores da Justiça Federal, que seguem sem garantias sobre os pagamentos até o fim do ano. Para a Federação, não basta informar que o orçamento está sendo acompanhado. É necessário esclarecer quais medidas serão tomadas para assegurar os direitos da categoria.

O cenário reforça a necessidade de discutir a distribuição dos recursos da Justiça Federal, cujo orçamento é administrado no âmbito do próprio Judiciário, sob coordenação do CJF. A questão envolve não apenas a disponibilidade de verbas, mas também as prioridades estabelecidas para sua aplicação.

Penduricalhos e vantagens da magistratura

A preocupação com a distribuição dos recursos não é recente. Em nota pública divulgada em 9 de setembro, a Federação denunciou a desigualdade na destinação do orçamento e alertou para o risco de novas receitas serem usadas para ampliar vantagens, gratificações e penduricalhos da magistratura, enquanto as reivindicações da categoria seguem sem resposta.

Na ocasião, também foi questionado decisões que autorizaram vantagens e pagamentos retroativos à magistratura, como o Provimento nº 244/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a Federação, diante dessas despesas, é necessário esclarecer como os recursos do Judiciário estão sendo distribuídos e quais medidas serão adotadas para garantir os pagamentos às servidoras e aos servidores até dezembro.

Visited 5.585 times, 5.585 visit(s) today

O Conselho da Justiça Federal (CJF) respondeu, nessa quarta-feira (14), ao ofício encaminhado pela Fenajufe sobre o pagamento integral das verbas das servidoras e dos servidores em novembro e dezembro. No documento, o órgão informou que acompanha a execução orçamentária e avalia possíveis ajustes, mas não apresentou medidas concretas para assegurar os pagamentos até o fim do ano.

No documento enviado em setembro, a Federação cobrou garantias para o pagamento de salários e demais verbas da categoria. Também questionou os recursos destinados a vantagens e valores da magistratura, especialmente à conversão de licenças compensatórias em dinheiro.

A resposta do CJF, porém, deixou sem esclarecimento a principal preocupação da categoria. O Conselho não informou quais medidas pretende adotar para garantir os pagamentos de novembro e dezembro, nem apresentou um compromisso formal com a quitação integral das verbas. Limitou-se a mencionar o acompanhamento das despesas e a possibilidade de ajustes orçamentários, deixando sem resposta a principal cobrança da Fenajufe: como assegurar os direitos da categoria até o fim do ano?

A falta de respostas concretas aumenta a preocupação das servidoras e dos servidores da Justiça Federal, que seguem sem garantias sobre os pagamentos até o fim do ano. Para a Federação, não basta informar que o orçamento está sendo acompanhado. É necessário esclarecer quais medidas serão tomadas para assegurar os direitos da categoria.

O cenário reforça a necessidade de discutir a distribuição dos recursos da Justiça Federal, cujo orçamento é administrado no âmbito do próprio Judiciário, sob coordenação do CJF. A questão envolve não apenas a disponibilidade de verbas, mas também as prioridades estabelecidas para sua aplicação.

Penduricalhos e vantagens da magistratura

A preocupação com a distribuição dos recursos não é recente. Em nota pública divulgada em 9 de setembro, a Federação denunciou a desigualdade na destinação do orçamento e alertou para o risco de novas receitas serem usadas para ampliar vantagens, gratificações e penduricalhos da magistratura, enquanto as reivindicações da categoria seguem sem resposta.

Na ocasião, também foi questionado decisões que autorizaram vantagens e pagamentos retroativos à magistratura, como o Provimento nº 244/2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para a Federação, diante dessas despesas, é necessário esclarecer como os recursos do Judiciário estão sendo distribuídos e quais medidas serão adotadas para garantir os pagamentos às servidoras e aos servidores até dezembro.

Visited 5.585 times, 5.585 visit(s) today