Este 8 de março reforça a necessidade de defender direitos fundamentais: à vida e à dignidade
No Brasil e no mundo, avanços nas últimas décadas ampliaram direitos e abriram caminhos para a participação feminina em diferentes espaços. Apesar disso, desigualdades ainda marcam o mercado de trabalho, a política e as instituições públicas — realidade que também se reflete nas carreiras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (MPU).
Este 8 de março reforça a necessidade de defender não apenas direitos formais, mas também direitos fundamentais como o direito das mulheres à vida, à dignidade e à existência livre de qualquer forma de violência. O Brasil registrou elevados índices de feminicídio em 2024 e 2025, o que evidencia a persistência da violência de gênero e a importância da mobilização permanente das mulheres.
O Dia Internacional da Mulher é um marco histórico da mobilização por direitos, igualdade e reconhecimento, desde o início do século XX, quando trabalhadoras passaram a se organizar para denunciar jornadas exaustivas, salários desiguais e condições precárias de trabalho.
Ao longo desse processo, as mulheres avançaram em conquistas fundamentais à existência digna, como o acesso à educação, os direitos políticos e a autonomia para trabalhar e tomar decisões sobre a própria vida. No enfrentamento à violência de gênero, destacam-se a criação das Delegacias da Mulher, a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio. No mundo do trabalho, a legislação brasileira avançou com a Lei nº 14.611/2023, que busca promover a igualdade salarial entre homens e mulheres.
Mundo do trabalho
Apesar dos avanços, os desafios persistem. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que as mulheres brasileiras ainda recebem, em média, cerca de 20% a menos que os homens. Quando se observa o recorte racial, a desigualdade se aprofunda, e mulheres negras seguem entre as mais afetadas pelo desemprego, pela precarização do trabalho e pelos menores níveis de renda.
Política e espaços de poder
A sub-representação feminina também se evidencia nos espaços de poder. Embora as mulheres representem mais da metade do eleitorado brasileiro, ocupam cerca de 18% das cadeiras da Câmara dos Deputados, demonstrando que a ampliação da participação feminina na política ainda é um desafio para a consolidação da igualdade de gênero.
Serviço público: PJU e MPU
Esse cenário também se reflete no serviço público e nas carreiras do PJU e MPU. Mesmo representando parcela expressiva da força de trabalho nesses espaços, as mulheres ainda enfrentam obstáculos relacionados à ocupação de cargos de liderança, valorização profissional e combate a práticas de discriminação de gênero.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, embora as mulheres representem cerca da metade da força de trabalho no Poder Judiciário, ainda são minoria nos cargos de chefia e nas posições de maior poder decisório. No Ministério Público, o cenário é semelhante, com crescimento da participação feminina na carreira, porém com menor presença nos espaços de liderança.
Organização coletiva e atuação da Fenajufe
A ampliação da participação feminina e a defesa de direitos passam também pela organização coletiva das mulheres. Como resultado disso, na base da Fenajufe, observa-se o crescimento do protagonismo feminino nos espaços de debate e representação da categoria. Após décadas de luta, duas conquistas recentes fortaleceram essa participação: a aprovação da paridade de gênero na composição da Diretoria Executiva no 11º Congrejufe e, no ano passado, a criação da Coordenação de Mulheres da Federação, além do fortalecimento do coletivo do segmento.
Atualmente, a direção da Fenajufe é majoritariamente formada por mulheres que atuam na linha de frente da defesa das pautas das servidoras e servidores do PJU e do MPU, enfrentando os mais diversos desafios, em meio às tentativas de silenciamento, machismo e misoginia. Mesmo assim, seguem cada vez mais fortes!
E é neste cenário, de maior participação feminina dos espaços decisórios, que a Fenajufe vem reforçar a importância das lutas, homenageando todas as servidoras do PJU e MPU, trabalhadoras e mulheres que contribuem diariamente para a defesa dos direitos, o fortalecimento das instituições democráticas e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
No Brasil e no mundo, avanços nas últimas décadas ampliaram direitos e abriram caminhos para a participação feminina em diferentes espaços. Apesar disso, desigualdades ainda marcam o mercado de trabalho, a política e as instituições públicas — realidade que também se reflete nas carreiras do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (MPU).
Este 8 de março reforça a necessidade de defender não apenas direitos formais, mas também direitos fundamentais como o direito das mulheres à vida, à dignidade e à existência livre de qualquer forma de violência. O Brasil registrou elevados índices de feminicídio em 2024 e 2025, o que evidencia a persistência da violência de gênero e a importância da mobilização permanente das mulheres.
O Dia Internacional da Mulher é um marco histórico da mobilização por direitos, igualdade e reconhecimento, desde o início do século XX, quando trabalhadoras passaram a se organizar para denunciar jornadas exaustivas, salários desiguais e condições precárias de trabalho.
Ao longo desse processo, as mulheres avançaram em conquistas fundamentais à existência digna, como o acesso à educação, os direitos políticos e a autonomia para trabalhar e tomar decisões sobre a própria vida. No enfrentamento à violência de gênero, destacam-se a criação das Delegacias da Mulher, a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio. No mundo do trabalho, a legislação brasileira avançou com a Lei nº 14.611/2023, que busca promover a igualdade salarial entre homens e mulheres.
Mundo do trabalho
Apesar dos avanços, os desafios persistem. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que as mulheres brasileiras ainda recebem, em média, cerca de 20% a menos que os homens. Quando se observa o recorte racial, a desigualdade se aprofunda, e mulheres negras seguem entre as mais afetadas pelo desemprego, pela precarização do trabalho e pelos menores níveis de renda.
Política e espaços de poder
A sub-representação feminina também se evidencia nos espaços de poder. Embora as mulheres representem mais da metade do eleitorado brasileiro, ocupam cerca de 18% das cadeiras da Câmara dos Deputados, demonstrando que a ampliação da participação feminina na política ainda é um desafio para a consolidação da igualdade de gênero.
Serviço público: PJU e MPU
Esse cenário também se reflete no serviço público e nas carreiras do PJU e MPU. Mesmo representando parcela expressiva da força de trabalho nesses espaços, as mulheres ainda enfrentam obstáculos relacionados à ocupação de cargos de liderança, valorização profissional e combate a práticas de discriminação de gênero.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, embora as mulheres representem cerca da metade da força de trabalho no Poder Judiciário, ainda são minoria nos cargos de chefia e nas posições de maior poder decisório. No Ministério Público, o cenário é semelhante, com crescimento da participação feminina na carreira, porém com menor presença nos espaços de liderança.
Organização coletiva e atuação da Fenajufe
A ampliação da participação feminina e a defesa de direitos passam também pela organização coletiva das mulheres. Como resultado disso, na base da Fenajufe, observa-se o crescimento do protagonismo feminino nos espaços de debate e representação da categoria. Após décadas de luta, duas conquistas recentes fortaleceram essa participação: a aprovação da paridade de gênero na composição da Diretoria Executiva no 11º Congrejufe e, no ano passado, a criação da Coordenação de Mulheres da Federação, além do fortalecimento do coletivo do segmento.
Atualmente, a direção da Fenajufe é majoritariamente formada por mulheres que atuam na linha de frente da defesa das pautas das servidoras e servidores do PJU e do MPU, enfrentando os mais diversos desafios, em meio às tentativas de silenciamento, machismo e misoginia. Mesmo assim, seguem cada vez mais fortes!
E é neste cenário, de maior participação feminina dos espaços decisórios, que a Fenajufe vem reforçar a importância das lutas, homenageando todas as servidoras do PJU e MPU, trabalhadoras e mulheres que contribuem diariamente para a defesa dos direitos, o fortalecimento das instituições democráticas e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.