Encontro Nacional da Justiça Eleitoral continua neste domingo (1)
Na retomada dos trabalhos do Encontro Nacional da Fenajufe de Servidores e Servidoras da Justiça Eleitoral (Eneje), na tarde deste sábado (28), Fenajufe e sindicatos se debruçaram em dois temas importantes: a JE no mundo em transição e os impactos das novas tecnologias na Justiça Eleitoral; as palestras estão sendo transmitidas no canal da Federação no Youtube.
Participam presencialmente as coordenadoras Fernanda Lauria e Paula Meniconi e os coordenadores Manoel Gérson e Fernando Guetti; no virtual, participação do coordenador Paulo Falcão.
Dos sindicatos, representantes do Sindjuf-PA/AP; Sinje/CE; Sindjuf/PB; Sindjufeba/BA; Sintrajuf-PE; Sintrajurn/RN; Sinjufego/GO; Sinpojufes/ES; Sintrajud/SP ; Sisejufe/RJ e Sitraemg/MG; Sindijufe/MT; Sindjufe/MS; Sinjuspar/PR; Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS.
Painel 2: A Justiça Eleitoral no mundo em transição: democracia e soberania
O professor adjunto da Universidade Federal do ABC (UFABC), Sérgio Amadeu da Silveira, alertou para a gravidade das big techs no controle das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) no mundo e como essas empresas estão lucrando às custas dos dados das populações. O professor alertou para a necessidade da soberania digital e apontou que o Judiciário, como um dos Poderes do Estado, precisa inserir essa premissa como princípio estruturante de suas ações e, inclusive, com a participação de seus trabalhadores. Pois as abordagens atuais de IA não reproduzem inteligência humana, reproduzem as atividades humanas para aumentar sua produtividade. Assista:
Já a professora dos cursos de pós-graduação em Direito Eleitoral do IDP e PUC-PR, Sabrina de Paula Braga, apontou a educação e a formação como instrumentos fundamentais para resguardar a Justiça Eleitoral, guardiã da democracia, e seus servidores, atores principais nessa missão. Sabrina citou, como exemplo, ações de educação para cidadania desenvolvidas pelas escolas judiciárias eleitorais – processo de aproximação com a população para conscientizá-la sobre a democracia, a cidadania e o exercício do voto – para combater às fakes news sobre o processo eleitoral e urnas eletrônicas, bem como ampliar a participação política da sociedade.
O servidor do TRE do Rio Grande do Sul, ex-coordenador da Fenajufe e Membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Edson Moraes Borowski, fez um resgate histórico do surgimento da Justiça Eleitoral no Brasil, criada com o nome de Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 1932, e os diversos desafios ao longo dos anos até sua consolidação em 1988 com a constituinte. Entretanto, Borowski, explicou que a JE só se estruturou nacionalmente em 2002, ou seja, é recente e frágil, e não à toa, houve uma tentativa recente de golpe de Estado no Brasil em que em uma das ações, era uma intervenção no TSE. Assista:
Painel 3: Modernização e Precarização – Impactos das novas tecnologias na Justiça Eleitoral
Os debates seguiram com palestras dos servidores Bruno Cezar Andrade de Souza, do TRE-RJ e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e ex-secretário de modernização do TSE; Suênia Bernardo Carneiro, do TRE-PB e chefe da Seção de Suporte a Gestão da Secretaria de Gestão Estratégica e Modernização e Karine Borges de Liz, do TRE-SC e membra da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP).
Bruno falou sobre a necessidade dos tribunais adotarem medidas e ferramentas tecnológicas adequadas de acordo com as necessidades reais, para melhorar as condições de trabalho e, consequentemente, o atendimento à população. Assista:
Suênia destacou que a Justiça eleitoral é uma referência mundial na apuração de milhões de votos em poucas horas, biometria em larga escala e segurança do cadastro. Mas, ao mesmo tempo em que a tecnologia avança para proporcionar esse título, na prática, a realidade é cruel para os servidores que enfrentam a terceirização, o esvaziamento da carreira e infraestruturas precárias. Assista:
Diante desse contexto, Karine, abordou, de forma prática, como essas ferramentas de IA funcionam. Segundo ela, trata-se de um banco de dados que verifica padrões repetidos para resolver um problema. Porém a IA só faz dois tipos de raciocínio: o indutivo e o dedutivo, mas não consegue fazer o abdutivo – que é a capacidade de criar uma solução alternativa de contingência; ou seja, a IA não é criativa e muito menos autônoma. Assista:
O Eneje continua neste domingo (1). Confira a programação:
01/03/2026 – Domingo
09h às 12h: Painel 4: Eleições 2026
➢ Segurança;
➢ Condições de Trabalho;
➢ Fechamento do cadastro.
Palestrantes:
✓ Marcone Soares Pereira – Servidor da 69ª Zona Eleitoral de Pernambuco e Filiado ao Sintrajuf-PE;
✓ Sueli Bissi – Servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e TRE/PR – Diretora do Sinjuspar/PR;
✓ Givanildo Ribeiro Quaresma – Servidor da 6ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá – Santana/AP;
10h – Perguntas aos palestrantes
10h30 – Respostas e considerações finais dos palestrantes.
12h às 14h: Almoço
14h às 17h: Painel 5: Plenária/Encaminhamentos
✓ Fernando Soares Guetti – Coordenador Executivo
✓ Fernanda Guimarães Lauria – Coordenadora de Formação e Organização Sindical
✓ Paula Drumond Meniconi – Coordenadora de Formação e Organização Sindical
17h – Encerramento Geral do Eneje 2026
Na retomada dos trabalhos do Encontro Nacional da Fenajufe de Servidores e Servidoras da Justiça Eleitoral (Eneje), na tarde deste sábado (28), Fenajufe e sindicatos se debruçaram em dois temas importantes: a JE no mundo em transição e os impactos das novas tecnologias na Justiça Eleitoral; as palestras estão sendo transmitidas no canal da Federação no Youtube.
Participam presencialmente as coordenadoras Fernanda Lauria e Paula Meniconi e os coordenadores Manoel Gérson e Fernando Guetti; no virtual, participação do coordenador Paulo Falcão.
Dos sindicatos, representantes do Sindjuf-PA/AP; Sinje/CE; Sindjuf/PB; Sindjufeba/BA; Sintrajuf-PE; Sintrajurn/RN; Sinjufego/GO; Sinpojufes/ES; Sintrajud/SP ; Sisejufe/RJ e Sitraemg/MG; Sindijufe/MT; Sindjufe/MS; Sinjuspar/PR; Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS.
Painel 2: A Justiça Eleitoral no mundo em transição: democracia e soberania
O professor adjunto da Universidade Federal do ABC (UFABC), Sérgio Amadeu da Silveira, alertou para a gravidade das big techs no controle das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) no mundo e como essas empresas estão lucrando às custas dos dados das populações. O professor alertou para a necessidade da soberania digital e apontou que o Judiciário, como um dos Poderes do Estado, precisa inserir essa premissa como princípio estruturante de suas ações e, inclusive, com a participação de seus trabalhadores. Pois as abordagens atuais de IA não reproduzem inteligência humana, reproduzem as atividades humanas para aumentar sua produtividade. Assista:
Já a professora dos cursos de pós-graduação em Direito Eleitoral do IDP e PUC-PR, Sabrina de Paula Braga, apontou a educação e a formação como instrumentos fundamentais para resguardar a Justiça Eleitoral, guardiã da democracia, e seus servidores, atores principais nessa missão. Sabrina citou, como exemplo, ações de educação para cidadania desenvolvidas pelas escolas judiciárias eleitorais – processo de aproximação com a população para conscientizá-la sobre a democracia, a cidadania e o exercício do voto – para combater às fakes news sobre o processo eleitoral e urnas eletrônicas, bem como ampliar a participação política da sociedade.
O servidor do TRE do Rio Grande do Sul, ex-coordenador da Fenajufe e Membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), Edson Moraes Borowski, fez um resgate histórico do surgimento da Justiça Eleitoral no Brasil, criada com o nome de Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 1932, e os diversos desafios ao longo dos anos até sua consolidação em 1988 com a constituinte. Entretanto, Borowski, explicou que a JE só se estruturou nacionalmente em 2002, ou seja, é recente e frágil, e não à toa, houve uma tentativa recente de golpe de Estado no Brasil em que em uma das ações, era uma intervenção no TSE. Assista:
Painel 3: Modernização e Precarização – Impactos das novas tecnologias na Justiça Eleitoral
Os debates seguiram com palestras dos servidores Bruno Cezar Andrade de Souza, do TRE-RJ e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e ex-secretário de modernização do TSE; Suênia Bernardo Carneiro, do TRE-PB e chefe da Seção de Suporte a Gestão da Secretaria de Gestão Estratégica e Modernização e Karine Borges de Liz, do TRE-SC e membra da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP).
Bruno falou sobre a necessidade dos tribunais adotarem medidas e ferramentas tecnológicas adequadas de acordo com as necessidades reais, para melhorar as condições de trabalho e, consequentemente, o atendimento à população. Assista:
Suênia destacou que a Justiça eleitoral é uma referência mundial na apuração de milhões de votos em poucas horas, biometria em larga escala e segurança do cadastro. Mas, ao mesmo tempo em que a tecnologia avança para proporcionar esse título, na prática, a realidade é cruel para os servidores que enfrentam a terceirização, o esvaziamento da carreira e infraestruturas precárias. Assista:
Diante desse contexto, Karine, abordou, de forma prática, como essas ferramentas de IA funcionam. Segundo ela, trata-se de um banco de dados que verifica padrões repetidos para resolver um problema. Porém a IA só faz dois tipos de raciocínio: o indutivo e o dedutivo, mas não consegue fazer o abdutivo – que é a capacidade de criar uma solução alternativa de contingência; ou seja, a IA não é criativa e muito menos autônoma. Assista:
O Eneje continua neste domingo (1). Confira a programação:
01/03/2026 – Domingo
09h às 12h: Painel 4: Eleições 2026
➢ Segurança;
➢ Condições de Trabalho;
➢ Fechamento do cadastro.
Palestrantes:
✓ Marcone Soares Pereira – Servidor da 69ª Zona Eleitoral de Pernambuco e Filiado ao Sintrajuf-PE;
✓ Sueli Bissi – Servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e TRE/PR – Diretora do Sinjuspar/PR;
✓ Givanildo Ribeiro Quaresma – Servidor da 6ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá – Santana/AP;
10h – Perguntas aos palestrantes
10h30 – Respostas e considerações finais dos palestrantes.
12h às 14h: Almoço
14h às 17h: Painel 5: Plenária/Encaminhamentos
✓ Fernando Soares Guetti – Coordenador Executivo
✓ Fernanda Guimarães Lauria – Coordenadora de Formação e Organização Sindical