O editorial, quase que implicitamente, condena servidoras e servidores por simplesmente terem escolhido o Judiciário como carreira
A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) vem a público, mais uma vez, — e o fará sempre que tentarem desqualificar servidoras e servidores do PJU e MPU — para REPUDIAR veementemente a nova empreitada do editorial de O Globo contra o serviço público. Sim, os servidores do Poder Judiciário fazem parte do funcionalismo.
Como de praxe nesses textos opinativos sobre as carreiras do Judiciário, o editorial intitulado “Não há justificativa razoável para reajuste a servidores de Judiciário e MP” incorre no mesmo equívoco: misturar alhos com bugalhos nas generalizações como se os servidores fizessem parte da casta que recebe penduricalhos no Judiciário e Ministério Público da União. Claro, esse é o caminho mais simples para angariar apoio contra os servidores.
Os técnicos e analistas não extrapolam o teto. Ao contrário, as perdas são inúmeras. Cabe lembrar que o último reajuste (Lei nº 14.523/2023) sequer cobriu a inflação acumulada desde 2019, quando os servidores ficaram quatro anos sem nenhum tipo de recomposição. No entanto, para O Globo, valorizar as carreiras é uma “justificativa descabida”.
As três parcelas de 8%, que somadas alcançarão cerca de 26% nos próximos três anos, representam uma reposição parcial, que não supera a inflação do período; ou seja, a recomposição já estará defasada no fim de 2028.
A comparação remuneratória entre os Poderes citada no editorial — situando o Judiciário muito acima dos outros — demonstra um equívoco na interpretação, uma vez que os dados incluem magistrados e membros do MPU que possuem vencimentos superiores. O que se observa, na realidade, é que técnicos e analistas ganham até menos que em outras carreiras, a exemplo do próprio Legislativo e Tribunal de Contas da União (TCU).
Outro equívoco do veículo de comunicação é não levar em consideração as atribuições e as competências de cada Poder, com realidades e especificidades que não se comparam.
O editorial, quase que implicitamente, condena servidoras e servidores por simplesmente terem escolhido o Judiciário como carreira e missão de vida na prestação de serviços à população.
A Fenajufe, portanto, reitera seu repúdio e seguirá atenta a essas distorções que, ao fim e ao cabo, só causam desinformações e estimulam a animosidade entre a sociedade e os servidores públicos. E isso a Federação não aceitará.
Diretoria Executiva
Brasília-DF, 20 de março de 2026
A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) vem a público, mais uma vez, — e o fará sempre que tentarem desqualificar servidoras e servidores do PJU e MPU — para REPUDIAR veementemente a nova empreitada do editorial de O Globo contra o serviço público. Sim, os servidores do Poder Judiciário fazem parte do funcionalismo.
Como de praxe nesses textos opinativos sobre as carreiras do Judiciário, o editorial intitulado “Não há justificativa razoável para reajuste a servidores de Judiciário e MP” incorre no mesmo equívoco: misturar alhos com bugalhos nas generalizações como se os servidores fizessem parte da casta que recebe penduricalhos no Judiciário e Ministério Público da União. Claro, esse é o caminho mais simples para angariar apoio contra os servidores.
Os técnicos e analistas não extrapolam o teto. Ao contrário, as perdas são inúmeras. Cabe lembrar que o último reajuste (Lei nº 14.523/2023) sequer cobriu a inflação acumulada desde 2019, quando os servidores ficaram quatro anos sem nenhum tipo de recomposição. No entanto, para O Globo, valorizar as carreiras é uma “justificativa descabida”.
As três parcelas de 8%, que somadas alcançarão cerca de 26% nos próximos três anos, representam uma reposição parcial, que não supera a inflação do período; ou seja, a recomposição já estará defasada no fim de 2028.
A comparação remuneratória entre os Poderes citada no editorial — situando o Judiciário muito acima dos outros — demonstra um equívoco na interpretação, uma vez que os dados incluem magistrados e membros do MPU que possuem vencimentos superiores. O que se observa, na realidade, é que técnicos e analistas ganham até menos que em outras carreiras, a exemplo do próprio Legislativo e Tribunal de Contas da União (TCU).
Outro equívoco do veículo de comunicação é não levar em consideração as atribuições e as competências de cada Poder, com realidades e especificidades que não se comparam.
O editorial, quase que implicitamente, condena servidoras e servidores por simplesmente terem escolhido o Judiciário como carreira e missão de vida na prestação de serviços à população.
A Fenajufe, portanto, reitera seu repúdio e seguirá atenta a essas distorções que, ao fim e ao cabo, só causam desinformações e estimulam a animosidade entre a sociedade e os servidores públicos. E isso a Federação não aceitará.
Diretoria Executiva
Brasília-DF, 20 de março de 2026