AUDIÊNCIA PÚBLICA

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Fenajufe participa de debate sobre o quadro de pessoal do TRT2

Atualmente são 488 cargos vagos no tribunal, representando 137 cargos de analista e 311 de técnicos

A Fenajufe esteve na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (18), e participou de audiência pública que debateu a situação do quadro de pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) e as medidas orçamentárias necessárias ao seu equacionamento. A discussão ocorreu no âmbito da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A coordenadora Luciana Carneiro representou a federação no debate; também compuseram a mesa a deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e a diretora Camila Oliveira do Sintrajud/SP. No virtual, participação da representante da comissão de aprovados Fernanda Coimbra de Lima e do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP).

No início do debate, a deputada Luciene Cavalcante apresentou números que demonstram a gravidade e o déficit de pessoal no TRT2. O tribunal concentra 19,1% da demanda nacional da Justiça do Trabalho e permanece como o maior regional do País em volume processual.

Além disso, a deputada ressaltou que o TRT2 recebeu sozinho mais casos novos do que os TRTs da 3ª (MG) e da 4ª (RS) região somados. Atualmente são 488 cargos vagos no tribunal, representando 137 cargos de analista e 311 de técnicos.

Pela Fenajufe, a coordenadora Luciana Carneiro destacou o papel da Justiça do Trabalho ao longo da história na proteção da classe trabalhadora, garantindo dignidade e justiça social. A dirigente contextualizou a sobrecarga de processos com a reforma trabalhista, que impôs um duro ataque aos trabalhadores, em 2017, para que não procurassem a JT. No entanto, após a pandemia houve um crescimento dessas demandas trabalhistas.

Luciana lembrou do PL 8307/2014, que dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo e funções comissionadas no quadro de pessoal do TRT2. O projeto está parado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara.

Por fim, a coordenadora fez um questionamento ao presidente do TRT2, desembargador Valdir Florindo, tendo em vista que o estado de São Paulo é chamado de “a locomotiva do Brasil”: o que o tribunal tem feito em defesa da classe trabalhadora para que os valores da justiça social e a diminuição das desigualdades, preceitos constitucionais, sejam efetivamente implementados no País?

Assista:

Íntegra da audiência pública:

A Fenajufe esteve na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (18), e participou de audiência pública que debateu a situação do quadro de pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) e as medidas orçamentárias necessárias ao seu equacionamento. A discussão ocorreu no âmbito da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A coordenadora Luciana Carneiro representou a federação no debate; também compuseram a mesa a deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) e a diretora Camila Oliveira do Sintrajud/SP. No virtual, participação da representante da comissão de aprovados Fernanda Coimbra de Lima e do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP).

No início do debate, a deputada Luciene Cavalcante apresentou números que demonstram a gravidade e o déficit de pessoal no TRT2. O tribunal concentra 19,1% da demanda nacional da Justiça do Trabalho e permanece como o maior regional do País em volume processual.

Além disso, a deputada ressaltou que o TRT2 recebeu sozinho mais casos novos do que os TRTs da 3ª (MG) e da 4ª (RS) região somados. Atualmente são 488 cargos vagos no tribunal, representando 137 cargos de analista e 311 de técnicos.

Pela Fenajufe, a coordenadora Luciana Carneiro destacou o papel da Justiça do Trabalho ao longo da história na proteção da classe trabalhadora, garantindo dignidade e justiça social. A dirigente contextualizou a sobrecarga de processos com a reforma trabalhista, que impôs um duro ataque aos trabalhadores, em 2017, para que não procurassem a JT. No entanto, após a pandemia houve um crescimento dessas demandas trabalhistas.

Luciana lembrou do PL 8307/2014, que dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo e funções comissionadas no quadro de pessoal do TRT2. O projeto está parado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara.

Por fim, a coordenadora fez um questionamento ao presidente do TRT2, desembargador Valdir Florindo, tendo em vista que o estado de São Paulo é chamado de “a locomotiva do Brasil”: o que o tribunal tem feito em defesa da classe trabalhadora para que os valores da justiça social e a diminuição das desigualdades, preceitos constitucionais, sejam efetivamente implementados no País?

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Íntegra da audiência pública: