Pautas dos demais ramos serão aprofundadas em setoriais
Servidoras e servidores aprovaram nesta quarta-feira (16), em assembleia geral do Sindjufe-BA, a construção de uma paralisação de duas horas no TRT5, com entrega coletiva de uma pauta de reivindicações à presidência do Tribunal. A assembleia marcou o Dia da Indignação, realizado no Fórum 2 de Julho, com participação de trabalhadores de diferentes ramos e acesso remoto para o interior. A atividade foi conduzida por Sandro Sales e Denise Carneiro, dirigentes do sindicato.
A lista de insatisfações é longa e vem crescendo. “Já são três assembleias cheias, em que precisamos pegar mais cadeiras, o que é bom, mas também reflete uma coisa ruim: os motivos pelos quais temos que lutar estão aumentando. Por isso, nossa luta também tem que aumentar!” afirmou Denise.
Motivos para indignação não faltam
Servidores criticaram o acúmulo de problemas nos órgãos, como o aumento de metas e controle, não nomeação de concursados, discriminação e desrespeito. A cada dia, a categoria precisa abrir outras frente de luta, o que prejudica a mobilização em torno das pautas centrais: a reestruturação das carreiras, a campanha pela derrubada do veto 45 e o pagamento dos direitos.
Sobre o TRT5, a categoria aprovou por unanimidade uma pauta com pagamento de FC-6 e FC-5, reenquadramento dos auxiliares, manutenção do horário de expediente e do trabalho remoto, condições de trabalho referente à climatização, relocação do setor de arquivo, rejeição ao Projeto Equaliza, manutenção do formato da mesa de negociação instituída na gestão anterior e fim de elevadores e banheiros privativos a magistrado.
Sobre a GAACTA para comissionados, incluindo extraquadros, o sindicato, que já havia expressado pela manhã sua contrariedade aos diretores de unidades, reafirmou os motivos de se opor à gratificação à categoria. Sandro ressaltou que a posição não é contra os colegas que podem recebê-la. “Diretor é trabalhador, ele está diretor naquele momento. Mas GAACTA não vai para aposentadoria e, a qualquer momento, pode ser perdida. Não nos enganemos. Isso vai servir também como instrumento de assédio e convite para extraquadros.”.
Marcos Vergne, dirigente de base do sindicato, criticou as diferenças de remuneração no Judiciário. “A gente precisa agir sem medo de dizer que GAACTA é penduricalho e isso é imoral. Se a gente não denunciar, as pessoas pensar que a gente também está recebendo. Mas servidor não recebe penduricalho.”
A categoria também reafirmou a rejeição à proposta de carreira exclusiva no STJ e às diferenças de tratamento entre servidores e magistrados, como a situação completamente anômala referente ao auxílio-saúde, denunciado pela dirigente Denise Carneiro: “A magistratura em nome da ‘isonomia’ se apropriou de um direito dos servidores e em seguida considerou sua saúde como mais importante do que a dos servidores, esvaziou as atribuições do Conselho Deliberativo do Programa de Autogestão, se apropriando do poder de tomar todas as decisões sobre tudo, como consideram que todo o prédio seja deles!”, disse, em referência aos elevadores e banheiros privativos no TRT5. Na manhã desta quarta, servidores formavam longa fila no corredor do Fórum junto com as partes, enquanto um dos elevadores permanecia parado, reservado apenas aos juízes. A situação foi filmada e relatada na assembleia.
Sobre a JF, foram citadas a revista de servidores, rigidez na janela de entrada no prédio sede, precarização das condições de trabalho e falta de resposta concreta às demandas do sindicato. Sobre o TRE-BA, foram relatados problemas semelhantes sobre condições de trabalho, além das cotidianas ameaças de elevar a jornada dos servidores, que é de 6h. As questões específicas dos dois ramos serão aprofundadas em setoriais.
“Salário emocional” e GAACTA viram protesto
No ato, o Sindjufe-BA repercutiu com ironia o “salário emocional”, proposta da administração do TRT5 para “valorizar” servidores, quando o que se vê é o contrário. Cédulas foram distribuídas e no verso de poucas unidades havia a marca GAACTA. Os servidores com a nota da gratificação receberam um envelope com mensagens como “contém assédio”, “contém divisionismo” e “contém convite a extraquadros”.
Sérgio Liberato, dirigente do sindicato, alertou: “A GAACTA traz uma armadilha. Atualmente, 20% das composições dos tribunais podem ser extraquadros. A reforma administrativa já prevê 50%. Isso vai dar vazão ao aumento de nomeação de fora, e é um desrespeito aos demais servidores”. A nomeação de concursados também esteve entre as reivindicações. O CSJT autorizou 300 novos quadros nos TRTs, mas apenas 14 para o TRT5, que tem 243 cargos vagos. Representando os concursados, Alan Carneiro, aprovado para agente de polícia judicial e ainda à espera da nomeação, reafirmou o apoio do sindicato para fortalecer os quadros do PJU.
Ao final, foi indicado que os servidores participem dos grupos Mobiliza no Whatsapp e acompanhem as informações mais de perto, para saberem das próximas atividades e encaminhamentos das deliberações aprovadas na assembleia, como a entrega da pauta de reivindicações à presidência.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência
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Servidoras e servidores aprovaram nesta quarta-feira (16), em assembleia geral do Sindjufe-BA, a construção de uma paralisação de duas horas no TRT5, com entrega coletiva de uma pauta de reivindicações à presidência do Tribunal. A assembleia marcou o Dia da Indignação, realizado no Fórum 2 de Julho, com participação de trabalhadores de diferentes ramos e acesso remoto para o interior. A atividade foi conduzida por Sandro Sales e Denise Carneiro, dirigentes do sindicato.
A lista de insatisfações é longa e vem crescendo. “Já são três assembleias cheias, em que precisamos pegar mais cadeiras, o que é bom, mas também reflete uma coisa ruim: os motivos pelos quais temos que lutar estão aumentando. Por isso, nossa luta também tem que aumentar!” afirmou Denise.
Motivos para indignação não faltam
Servidores criticaram o acúmulo de problemas nos órgãos, como o aumento de metas e controle, não nomeação de concursados, discriminação e desrespeito. A cada dia, a categoria precisa abrir outras frente de luta, o que prejudica a mobilização em torno das pautas centrais: a reestruturação das carreiras, a campanha pela derrubada do veto 45 e o pagamento dos direitos.
Sobre o TRT5, a categoria aprovou por unanimidade uma pauta com pagamento de FC-6 e FC-5, reenquadramento dos auxiliares, manutenção do horário de expediente e do trabalho remoto, condições de trabalho referente à climatização, relocação do setor de arquivo, rejeição ao Projeto Equaliza, manutenção do formato da mesa de negociação instituída na gestão anterior e fim de elevadores e banheiros privativos a magistrado.
Sobre a GAACTA para comissionados, incluindo extraquadros, o sindicato, que já havia expressado pela manhã sua contrariedade aos diretores de unidades, reafirmou os motivos de se opor à gratificação à categoria. Sandro ressaltou que a posição não é contra os colegas que podem recebê-la. “Diretor é trabalhador, ele está diretor naquele momento. Mas GAACTA não vai para aposentadoria e, a qualquer momento, pode ser perdida. Não nos enganemos. Isso vai servir também como instrumento de assédio e convite para extraquadros.”.
Marcos Vergne, dirigente de base do sindicato, criticou as diferenças de remuneração no Judiciário. “A gente precisa agir sem medo de dizer que GAACTA é penduricalho e isso é imoral. Se a gente não denunciar, as pessoas pensar que a gente também está recebendo. Mas servidor não recebe penduricalho.”
A categoria também reafirmou a rejeição à proposta de carreira exclusiva no STJ e às diferenças de tratamento entre servidores e magistrados, como a situação completamente anômala referente ao auxílio-saúde, denunciado pela dirigente Denise Carneiro: “A magistratura em nome da ‘isonomia’ se apropriou de um direito dos servidores e em seguida considerou sua saúde como mais importante do que a dos servidores, esvaziou as atribuições do Conselho Deliberativo do Programa de Autogestão, se apropriando do poder de tomar todas as decisões sobre tudo, como consideram que todo o prédio seja deles!”, disse, em referência aos elevadores e banheiros privativos no TRT5. Na manhã desta quarta, servidores formavam longa fila no corredor do Fórum junto com as partes, enquanto um dos elevadores permanecia parado, reservado apenas aos juízes. A situação foi filmada e relatada na assembleia.
Sobre a JF, foram citadas a revista de servidores, rigidez na janela de entrada no prédio sede, precarização das condições de trabalho e falta de resposta concreta às demandas do sindicato. Sobre o TRE-BA, foram relatados problemas semelhantes sobre condições de trabalho, além das cotidianas ameaças de elevar a jornada dos servidores, que é de 6h. As questões específicas dos dois ramos serão aprofundadas em setoriais.
“Salário emocional” e GAACTA viram protesto
No ato, o Sindjufe-BA repercutiu com ironia o “salário emocional”, proposta da administração do TRT5 para “valorizar” servidores, quando o que se vê é o contrário. Cédulas foram distribuídas e no verso de poucas unidades havia a marca GAACTA. Os servidores com a nota da gratificação receberam um envelope com mensagens como “contém assédio”, “contém divisionismo” e “contém convite a extraquadros”.
Sérgio Liberato, dirigente do sindicato, alertou: “A GAACTA traz uma armadilha. Atualmente, 20% das composições dos tribunais podem ser extraquadros. A reforma administrativa já prevê 50%. Isso vai dar vazão ao aumento de nomeação de fora, e é um desrespeito aos demais servidores”. A nomeação de concursados também esteve entre as reivindicações. O CSJT autorizou 300 novos quadros nos TRTs, mas apenas 14 para o TRT5, que tem 243 cargos vagos. Representando os concursados, Alan Carneiro, aprovado para agente de polícia judicial e ainda à espera da nomeação, reafirmou o apoio do sindicato para fortalecer os quadros do PJU.
Ao final, foi indicado que os servidores participem dos grupos Mobiliza no Whatsapp e acompanhem as informações mais de perto, para saberem das próximas atividades e encaminhamentos das deliberações aprovadas na assembleia, como a entrega da pauta de reivindicações à presidência.
Sindjufe-BA – Gestão Unidade na Resistência
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