A Justiça Federal de São Paulo condenou o presidente do PSTU, Zé Maria, a dois anos de prisão pelo crime de racismo. Como muitos em todo o mundo, Zé Maria denunciou os crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino. A condenação representa um grave sinal de ataque à liberdade de expressão e…
A Justiça Federal de São Paulo condenou o presidente do PSTU, Zé Maria, a dois anos de prisão pelo crime de racismo. Como muitos em todo o mundo, Zé Maria denunciou os crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino. A condenação representa um grave sinal de ataque à liberdade de expressão e ao direito democrático de manifestação política.
Criticar o sionismo e denunciar os crimes promovidos por Israel não se confunde com racismo ou antissemitismo. Pelo contrário, é um posicionamento necessário contra políticas de ocupação, apartheid, massacre e expulsão do povo palestino de sua terra.
Nesta semana, Israel matou dois brasileiros no Líbano
Nessa segunda-feira, 27, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros foram mortos no Líbano por ataques de Israel. Morreram uma mulher e seu filho, de 11 anos. O pai da criança, libanês, também morreu no ataque. A família estava em casa quando o bombardeio israelense ocorreu, mesmo em meio a um cessar-fogo. Conforme o governo do Líbano, 2,5 mil pessoas morreram e mais de 7,5 mil ficaram feridas desde o início da guerra. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, mais de 1,2 milhão de pessoas já foram deslocadas em todo o Líbano. Já nos ataques atuais de Israel a Gaza, iniciados em outubro de 2023, já foram mortas mais de 70 mil pessoas.
Em 2025, Lula retirou o Brasil de aliança assinada por Bolsonaro para defender violência de Israel
Em julho de 2025, o governo Lula (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), na qual o país havia entrado por iniciativa de Jair Bolsonaro (PL). A IHRA vinha sendo acusada inclusive por setores do judaísmo de instrumentalizar a memória do Holocausto para proteger Israel das denúncias de violência, como na Faixa de Gaza.
Reportagem do portal Uol publicada na época relata que, em 2023, um grupo composto por mais de 100 organizações de direitos humanos, entre elas a B’TSelem, maior organização de direitos humanos de Israel, Humans Right Watch, Anistia Internacional e União Americana pelas Liberdades, solicitou à ONU a rejeição do conceito de antissemitismo do IHRA. A discussão sobre a condenação de Zé Maria também se dá em torno desse conceito, ampliado pela IHRA para impedir manifestações contra o Estado de Israel e suas políticas.
Foto: Romerito Pontes/Divulgação PSTU
A Justiça Federal de São Paulo condenou o presidente do PSTU, Zé Maria, a dois anos de prisão pelo crime de racismo. Como muitos em todo o mundo, Zé Maria denunciou os crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o povo palestino. A condenação representa um grave sinal de ataque à liberdade de expressão e ao direito democrático de manifestação política.
Criticar o sionismo e denunciar os crimes promovidos por Israel não se confunde com racismo ou antissemitismo. Pelo contrário, é um posicionamento necessário contra políticas de ocupação, apartheid, massacre e expulsão do povo palestino de sua terra.
Nesta semana, Israel matou dois brasileiros no Líbano
Nessa segunda-feira, 27, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que dois brasileiros foram mortos no Líbano por ataques de Israel. Morreram uma mulher e seu filho, de 11 anos. O pai da criança, libanês, também morreu no ataque. A família estava em casa quando o bombardeio israelense ocorreu, mesmo em meio a um cessar-fogo. Conforme o governo do Líbano, 2,5 mil pessoas morreram e mais de 7,5 mil ficaram feridas desde o início da guerra. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, mais de 1,2 milhão de pessoas já foram deslocadas em todo o Líbano. Já nos ataques atuais de Israel a Gaza, iniciados em outubro de 2023, já foram mortas mais de 70 mil pessoas.
Em 2025, Lula retirou o Brasil de aliança assinada por Bolsonaro para defender violência de Israel
Em julho de 2025, o governo Lula (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), na qual o país havia entrado por iniciativa de Jair Bolsonaro (PL). A IHRA vinha sendo acusada inclusive por setores do judaísmo de instrumentalizar a memória do Holocausto para proteger Israel das denúncias de violência, como na Faixa de Gaza.
Reportagem do portal Uol publicada na época relata que, em 2023, um grupo composto por mais de 100 organizações de direitos humanos, entre elas a B’TSelem, maior organização de direitos humanos de Israel, Humans Right Watch, Anistia Internacional e União Americana pelas Liberdades, solicitou à ONU a rejeição do conceito de antissemitismo do IHRA. A discussão sobre a condenação de Zé Maria também se dá em torno desse conceito, ampliado pela IHRA para impedir manifestações contra o Estado de Israel e suas políticas.
Foto: Romerito Pontes/Divulgação PSTU