Mesa contou com a participação das centrais sindicais
A organização sindical, a unidade da categoria e o fortalecimento da atuação nacional pautaram a quinta mesa da Plenária de Salvador, na tarde deste sábado (6). A atividade foi conduzida pelas coordenadoras Paula Meniconi, Nélia Vânia e Márcia Bueno, com representantes de três centrais sindicais.
Na primeira fala, o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), Alfredo Santos Júnior, defendeu que a unidade sindical precisa ser construída a partir dos interesses comuns. Ele alertou que a fragmentação enfraquece os trabalhadores e dificulta o diálogo com a maioria da população, marcada pela informalidade, baixos salários e jornadas exaustivas.
Para o dirigente, os diversos segmentos do serviço público precisam se engajar em pautas mais amplas, como a redução da jornada e a valorização do salário mínimo. “Não adianta achar que cada categoria é uma ilha. Precisamos identificar o que nos une enquanto classe trabalhadora e entender que o inimigo não está entre nós”, afirmou.
Pela Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Luciana Carneiro defendeu que os servidores do Judiciário e do MPU se reconheçam como classe trabalhadora e se somem às lutas gerais. Ela alertou que pautas como o fim da escala 6×1, o combate à pejotização e a defesa dos concursos públicos têm impactos diretos sobre a categoria. Como exemplo, citou a reforma trabalhista de 2017, que muitos acreditavam não atingir o serviço público, mas acabou contribuindo para a precarização das relações de trabalho e para a terceirização nos tribunais. “Cada luta que deixamos de fazer nos desmobiliza e nos desorganiza. Precisamos compreender que essas pautas também dizem respeito a nós”.
A dirigente criticou o que classificou como falta de negociação efetiva sobre as demandas da categoria e apontou uma disputa desigual com a magistratura dentro do Judiciário. Segundo ela, enquanto servidores aguardam avanços em pautas como a reestruturação da carreira e a derrubada do veto 45/2025, magistrados seguem obtendo benefícios.
Liderança da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro contextualizou o tema a partir do Projeto de Lei 1893/2026, que regulamenta a negociação coletiva e a representação sindical no serviço público. O dirigente lembrou que a proposta é fruto de anos de construção conjunta das centrais sindicais e pode representar um avanço nas relações de trabalho no setor público ao regulamentar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
João Paulo defendeu que a construção da unidade sindical exige respeito às diferentes estratégias na categoria e capacidade de diálogo para construir consensos. Segundo ele, a regulamentação da negociação coletiva pode fortalecer os espaços permanentes de diálogo. “Não vamos conquistar nada na divisão. Precisamos aprender a nos aglutinar em torno do que é melhor para a categoria, entendendo que nem sempre a nossa vontade vai prevalecer”.
Assista:
XXV Plenária Nacional
Participam as coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro, Márcia Bueno, Eliana Leocádia, Arlene Barcellos, Sandra Dias, Juliana Rick, Kelma Rabelo, Nélia Vânia, Maria Ires, Eusa Braga, Fernanda Lauria, Maria José Olegário, Paula Meniconi e os coordenadores Edson Mouta, Fábio Saboia, Paulo Falcão, José Aristeia, Nelson da Costa, David Landau, Júlio Daru e Manoel Gérson.
Da base, representantes dos seguintes sindicatos: Sinsjutra/RO-AC, Sindjuf/PA-AP, Sindjus/AL, SitraAM-RR, Sindjufe/BA, Sintrajufe/CE, Sindissétima/CE, Sinje/CE, Sintrajufe/MA, Sindjufe/MS, Sindijufe/MT, Sintrajuf/PE, Sintrajufe/PI, Sindjuf/PB, Sintrajurn/RN, Sisejufe/RJ, Sitraemg/MG, Sinpojufes/ES, Sinjufego/GO, Sintrajud/SP, Sindiquinze/SP, Sinjutra/PR, Sinjuspar/PR, Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS; além de representantes da Comissão Pró-Fenajufe do Distrito Federal.
A organização sindical, a unidade da categoria e o fortalecimento da atuação nacional pautaram a quinta mesa da Plenária de Salvador, na tarde deste sábado (6). A atividade foi conduzida pelas coordenadoras Paula Meniconi, Nélia Vânia e Márcia Bueno, com representantes de três centrais sindicais.
Na primeira fala, o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), Alfredo Santos Júnior, defendeu que a unidade sindical precisa ser construída a partir dos interesses comuns. Ele alertou que a fragmentação enfraquece os trabalhadores e dificulta o diálogo com a maioria da população, marcada pela informalidade, baixos salários e jornadas exaustivas.
Para o dirigente, os diversos segmentos do serviço público precisam se engajar em pautas mais amplas, como a redução da jornada e a valorização do salário mínimo. “Não adianta achar que cada categoria é uma ilha. Precisamos identificar o que nos une enquanto classe trabalhadora e entender que o inimigo não está entre nós”, afirmou.
Pela Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Luciana Carneiro defendeu que os servidores do Judiciário e do MPU se reconheçam como classe trabalhadora e se somem às lutas gerais. Ela alertou que pautas como o fim da escala 6×1, o combate à pejotização e a defesa dos concursos públicos têm impactos diretos sobre a categoria. Como exemplo, citou a reforma trabalhista de 2017, que muitos acreditavam não atingir o serviço público, mas acabou contribuindo para a precarização das relações de trabalho e para a terceirização nos tribunais. “Cada luta que deixamos de fazer nos desmobiliza e nos desorganiza. Precisamos compreender que essas pautas também dizem respeito a nós”.
A dirigente criticou o que classificou como falta de negociação efetiva sobre as demandas da categoria e apontou uma disputa desigual com a magistratura dentro do Judiciário. Segundo ela, enquanto servidores aguardam avanços em pautas como a reestruturação da carreira e a derrubada do veto 45/2025, magistrados seguem obtendo benefícios.
Liderança da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro contextualizou o tema a partir do Projeto de Lei 1893/2026, que regulamenta a negociação coletiva e a representação sindical no serviço público. O dirigente lembrou que a proposta é fruto de anos de construção conjunta das centrais sindicais e pode representar um avanço nas relações de trabalho no setor público ao regulamentar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
João Paulo defendeu que a construção da unidade sindical exige respeito às diferentes estratégias na categoria e capacidade de diálogo para construir consensos. Segundo ele, a regulamentação da negociação coletiva pode fortalecer os espaços permanentes de diálogo. “Não vamos conquistar nada na divisão. Precisamos aprender a nos aglutinar em torno do que é melhor para a categoria, entendendo que nem sempre a nossa vontade vai prevalecer”.
Assista:
XXV Plenária Nacional
Participam as coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro, Márcia Bueno, Eliana Leocádia, Arlene Barcellos, Sandra Dias, Juliana Rick, Kelma Rabelo, Nélia Vânia, Maria Ires, Eusa Braga, Fernanda Lauria, Maria José Olegário, Paula Meniconi e os coordenadores Edson Mouta, Fábio Saboia, Paulo Falcão, José Aristeia, Nelson da Costa, David Landau, Júlio Daru e Manoel Gérson.
Da base, representantes dos seguintes sindicatos: Sinsjutra/RO-AC, Sindjuf/PA-AP, Sindjus/AL, SitraAM-RR, Sindjufe/BA, Sintrajufe/CE, Sindissétima/CE, Sinje/CE, Sintrajufe/MA, Sindjufe/MS, Sindijufe/MT, Sintrajuf/PE, Sintrajufe/PI, Sindjuf/PB, Sintrajurn/RN, Sisejufe/RJ, Sitraemg/MG, Sinpojufes/ES, Sinjufego/GO, Sintrajud/SP, Sindiquinze/SP, Sinjutra/PR, Sinjuspar/PR, Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS; além de representantes da Comissão Pró-Fenajufe do Distrito Federal.
Taiana Laiz e Carla Bittencourt
Revisão: Raphael de Araújo | Fotos: Fotos: Joselito/Hoffman