XXV PLENÁRIA NACIONAL

XXV PLENÁRIA NACIONAL

Fenajufe abre encontro em Salvador com chamado à mobilização da categoria e luta por direitos

Objetivo é discutir os desafios da carreira, construir caminhos coletivos e fortalecer a organização da categoria

A cidade de Salvador, marcada pela força histórica dos povos indígenas e pela herança das matrizes africanas, torna-se palco, do dia 4 a 7 de junho, de um importante encontro de mobilização e debate sindical nacional: a XXV Plenária Nacional Ordinária da Fenajufe, em 2026. Na tarde desta quarta-feira (4), a plenária foi aberta, oficialmente, no auditório do Hotel da Bahia by Wish, com apresentação da cidade pelo cerimonial.

Ao longo de quatro dias, trabalhadoras e trabalhadores do Poder Judiciário da União (PJU) e do MPU participam do encontro, com o objetivo de discutir os desafios da carreira, construir caminhos coletivos e fortalecer a organização da categoria.

Participam as coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro, Márcia Bueno, Eliana Leocádia, Arlene Barcellos, Sandra Dias, Juliana Rick, Kelma Rabelo, Nélia Vânia, Maria Ires, Eusa Braga, Fernanda Lauria, Maria José Olegário, Paula Meniconi e os coordenadores Edson Mouta, Fábio Saboia, Paulo Falcão, José Aristeia, Nelson da Costa, David Landau, Júlio Daru e Manoel Gérson.

A escolha da capital baiana não foi por acaso. Berço de resistência, cultura e identidade, Salvador carrega símbolos a memória da luta popular que ajudou a construir o Brasil e reafirma a importância da mobilização coletiva em defesa da liberdade, da dignidade e da justiça. É justamente esse espírito que orienta a plenária: nenhum direito é conquistado sem mobilização.

A abertura do evento reuniu a coordenação-geral da Fenajufe – representada pelas coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro e pelo coordenador Edson Mouta –, além da coordenadora de comunicação do Sindjufe/BA, Denise Carneiro, representando o sindicato anfitrião. A mesa deu as boas-vindas aos participantes, entre delegadas(os), observadoras(es), convidadas(os), destacando o compromisso de construir um espaço democrático, participativo e à altura dos desafios atuais.

Em sua fala, a coordenadora Soraia Marca agradeceu a presença dos participantes, que deixaram suas casas e famílias para contribuir com o debate coletivo. Ela trouxe uma reflexão inspirada em poesia, ressaltando a importância de manter viva a esperança e a luta: “Cantamos porque cremos nessa gente e porque venceremos a derrota”, destacou, convidando os presentes à união em torno dos objetivos da categoria.

Luciana Carneiro também saudou os participantes e parabenizou o engajamento de todos na construção dos rumos da carreira. A coordenadora também fez um importante chamado contra o assédio e a discriminação durante o encontro. “Não queremos assédio nem discriminação. É preciso respeito entre todos, participantes, trabalhadores e trabalhadoras do evento”, afirmou, reforçando a importância de um ambiente seguro e acolhedor.

Já o coordenador Edson Vasconcellos destacou a alegria de realizar a plenária e agradeceu o apoio do Sindjufe/BA na organização. Ele lembrou que, apesar do tempo, os desafios enfrentados pela categoria permanecem significativos, especialmente diante de um cenário político incerto e de disputas por orçamento no âmbito do Judiciário. “Os desafios não são pequenos, mas é acreditando no amanhã que seguimos construindo nossa luta”, afirmou.

Representando o sindicato anfitrião, Denise Carneiro abriu sua fala com a apresentação de um vídeo relembrando participações em mobilizações históricas da categoria na Bahia. Em seguida, chamou toda a diretoria do sindicato da Bahia para dar as boas-vindas aos participantes e ressaltar a importância de concentrar esforços na construção da luta pela reestruturação da carreira. Assista:

Filhas de Gandhy

Após o início dos debates sobre o regimento interno, o grupo de afoxé feminino “Filhas de Gandhy”, tradicional da Bahia e amplamente reconhecido no cenário cultural regional, interpretou canções como “Axé e Louvor”, “Muito Obrigada”, “Axé”, “Ijexá”, “Banho de Folhas” e “Faraó”, entre outras, encantando o público com sua musicalidade e valorização das raízes afro-brasileiras. Assista:

Depois da apresentação cultural, foi debatido e aprovado o regimento interno da plenária de Salvador. A programação inclui debates, análises de conjuntura e a construção do plano de lutas que orientará os próximos passos dos trabalhadores e trabalhadoras do Poder Judiciário da União. A expectativa é que as deliberações fortaleçam a articulação nacional e consolidem um calendário de ações em defesa dos direitos, da valorização de carreira e da democracia.

Opressões e avaliação de políticas de equidade, inclusão e interseccionalidade como eixos estruturantes da luta sindical

Tema da primeira mesa da plenária, o enfrentamento ao assédio também foi aprovado no regimento interno, com a criação de uma comissão para atuar durante todo o encontro. A mesa foi conduzida pelas coordenadoras Paula Meniconi, Maria Íris e pelo coordenador Fábio Saboia. Assista:

Em sua análise, a secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT Nacional, Jandyra Uehara, destacou a necessidade de unificar o movimento sindical na luta contra big techs, pela redução de jornadas abusivas e pela implementação de uma Política Nacional de Cuidado.

Em um dos discursos mais emocionantes da Plenária, a mestre e doutoranda Sara York falou sobre opressões em torno das experiências LGBT+. A educadora e ativista apresentou desafios de uma sociedade marcada pelo preconceito. “Apesar das cinco graduações, ainda sou aquela criança pedindo para ser respeitada”. York expôs um contexto social em que pessoas trans e travestis ainda enfrentam exclusão, embora estejam na linha de frente de conquistas fundamentais para a classe trabalhadora, como o fim da escala 6X1. “Eu sigo acreditando na mudança real”.

Em seguida, a diretora do Sintrajufe-PI, Maria Madalena Nunes, trouxe provocações sobre a opressão de raça e questões do racismo estrutural. Para a dirigente, trazer as pautas dos movimentos sociais para o sindicalismo obriga o judiciário, poder essencialmente branco e masculino, a discutir e aprovar esses temas. “Precisamos radicalizar uma democracia que sonhamos, mas que ainda não existe para nós”.

A mesa foi encerrada pela psicóloga e doutoranda em saúde coletiva Jennifer Farias, que relacionou capacitismo e capitalismo a partir de sua experiência como cadeirante. “Esse sistema que produz pessoas com deficiência não sabe o que fazer com elas. Não queremos que nos coloquem como vítimas ou heróis, porque isso tira do poder público a responsabilidade”, afirmou. A psicóloga também destacou que a deficiência pode fazer parte da vida de qualquer pessoa, reforçando a importância de sindicatos e demais organizações incorporarem esse debate à defesa de direitos.

Da base, participam da XXV Plenária Nacional da Fenajufe representantes dos seguintes sindicatos: Sinsjutra/RO-AC, Sindjuf/PA-AP, Sindjus/AL, SitraAM-RR, Sindjufe/BA, Sindissétima/CE, Sinje/CE, Sintrajufe/MA, Sindjufe/MS, Sindijufe/MT, Sintrajuf/PE, Sintrajufe/PI, Sindjuf/PB, Sintrajurn/RN, Sisejufe/RJ, Sinpojufes/ES, Sinjufego/GO, Sintrajud/SP Sitraemg/MG, Sindiquinze/SP, Sinjutra/PR, Sinjuspar/PR, Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS; além de representantes da Comissão Pró-Fenajufe do Distrito Federal. 

Confira o resumo do primeiro dia:

8h30 – 14h – Reabertura do Credenciamento de Delegadas e Delegados Titulares e Observadoras e Observadores


09h até 12h – Trabalho da Comissão de Ética da Fenajufe


12h até 14h – Almoço



14h até 16h – Mesa 03:
Análise de Conjuntura Nacional e Internacional 

Palestrantes:

  • Taís Adams Gramowski – Secretária Adjunta de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT Nacional;
  • Marilane Teixeira – Professora Doutora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho;
  • Plínio de Arruda -Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

16h – 18h – Mesa 06: Inteligência Artificial, Automação e Reconfiguração do Trabalho no PJU e MPU

Palestrantes:

  • Sérgio Amadeu – Professor da Universidade Federal do ABC Paulista;
  • José Vital – Presidente do INIADS (Instituto Nacional IA com Direitos Sociais);
  • Luci Praun – Docente da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp;

18h – 18h10 – Informe do Número de Credenciamento e Descarte da Sobra de Crachás 


18h – 18h20 – Coffee Break


14hFinalização do Credenciamento de Delegadas e Delegados Titulares e Observadoras e Observadores



14h até 18h
Abertura do Credenciamento de Delegadas e Delegados Suplentes


18h10 – Encerramento Oficial das Atividades do Segundo Dia


21h – Confraternização 

A cidade de Salvador, marcada pela força histórica dos povos indígenas e pela herança das matrizes africanas, torna-se palco, do dia 4 a 7 de junho, de um importante encontro de mobilização e debate sindical nacional: a XXV Plenária Nacional Ordinária da Fenajufe, em 2026. Na tarde desta quarta-feira (4), a plenária foi aberta, oficialmente, no auditório do Hotel da Bahia by Wish, com apresentação da cidade pelo cerimonial.

Ao longo de quatro dias, trabalhadoras e trabalhadores do Poder Judiciário da União (PJU) e do MPU participam do encontro, com o objetivo de discutir os desafios da carreira, construir caminhos coletivos e fortalecer a organização da categoria.

Participam as coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro, Márcia Bueno, Eliana Leocádia, Arlene Barcellos, Sandra Dias, Juliana Rick, Kelma Rabelo, Nélia Vânia, Maria Ires, Eusa Braga, Fernanda Lauria, Maria José Olegário, Paula Meniconi e os coordenadores Edson Mouta, Fábio Saboia, Paulo Falcão, José Aristeia, Nelson da Costa, David Landau, Júlio Daru e Manoel Gérson.

A escolha da capital baiana não foi por acaso. Berço de resistência, cultura e identidade, Salvador carrega símbolos a memória da luta popular que ajudou a construir o Brasil e reafirma a importância da mobilização coletiva em defesa da liberdade, da dignidade e da justiça. É justamente esse espírito que orienta a plenária: nenhum direito é conquistado sem mobilização.

A abertura do evento reuniu a coordenação-geral da Fenajufe – representada pelas coordenadoras Soraia Marca, Luciana Carneiro e pelo coordenador Edson Mouta –, além da coordenadora de comunicação do Sindjufe/BA, Denise Carneiro, representando o sindicato anfitrião. A mesa deu as boas-vindas aos participantes, entre delegadas(os), observadoras(es), convidadas(os), destacando o compromisso de construir um espaço democrático, participativo e à altura dos desafios atuais.

Em sua fala, a coordenadora Soraia Marca agradeceu a presença dos participantes, que deixaram suas casas e famílias para contribuir com o debate coletivo. Ela trouxe uma reflexão inspirada em poesia, ressaltando a importância de manter viva a esperança e a luta: “Cantamos porque cremos nessa gente e porque venceremos a derrota”, destacou, convidando os presentes à união em torno dos objetivos da categoria.

Luciana Carneiro também saudou os participantes e parabenizou o engajamento de todos na construção dos rumos da carreira. A coordenadora também fez um importante chamado contra o assédio e a discriminação durante o encontro. “Não queremos assédio nem discriminação. É preciso respeito entre todos, participantes, trabalhadores e trabalhadoras do evento”, afirmou, reforçando a importância de um ambiente seguro e acolhedor.

Já o coordenador Edson Vasconcellos destacou a alegria de realizar a plenária e agradeceu o apoio do Sindjufe/BA na organização. Ele lembrou que, apesar do tempo, os desafios enfrentados pela categoria permanecem significativos, especialmente diante de um cenário político incerto e de disputas por orçamento no âmbito do Judiciário. “Os desafios não são pequenos, mas é acreditando no amanhã que seguimos construindo nossa luta”, afirmou.

Representando o sindicato anfitrião, Denise Carneiro abriu sua fala com a apresentação de um vídeo relembrando participações em mobilizações históricas da categoria na Bahia. Em seguida, chamou toda a diretoria do sindicato da Bahia para dar as boas-vindas aos participantes e ressaltar a importância de concentrar esforços na construção da luta pela reestruturação da carreira. Assista:

Filhas de Gandhy

Após o início dos debates sobre o regimento interno, o grupo de afoxé feminino “Filhas de Gandhy”, tradicional da Bahia e amplamente reconhecido no cenário cultural regional, interpretou canções como “Axé e Louvor”, “Muito Obrigada”, “Axé”, “Ijexá”, “Banho de Folhas” e “Faraó”, entre outras, encantando o público com sua musicalidade e valorização das raízes afro-brasileiras. Assista:

Depois da apresentação cultural, foi debatido e aprovado o regimento interno da plenária de Salvador. A programação inclui debates, análises de conjuntura e a construção do plano de lutas que orientará os próximos passos dos trabalhadores e trabalhadoras do Poder Judiciário da União. A expectativa é que as deliberações fortaleçam a articulação nacional e consolidem um calendário de ações em defesa dos direitos, da valorização de carreira e da democracia.

Opressões e avaliação de políticas de equidade, inclusão e interseccionalidade como eixos estruturantes da luta sindical

Tema da primeira mesa da plenária, o enfrentamento ao assédio também foi aprovado no regimento interno, com a criação de uma comissão para atuar durante todo o encontro. A mesa foi conduzida pelas coordenadoras Paula Meniconi, Maria Íris e pelo coordenador Fábio Saboia. Assista:

Em sua análise, a secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT Nacional, Jandyra Uehara, destacou a necessidade de unificar o movimento sindical na luta contra big techs, pela redução de jornadas abusivas e pela implementação de uma Política Nacional de Cuidado.

Em um dos discursos mais emocionantes da Plenária, a mestre e doutoranda Sara York falou sobre opressões em torno das experiências LGBT+. A educadora e ativista apresentou desafios de uma sociedade marcada pelo preconceito. “Apesar das cinco graduações, ainda sou aquela criança pedindo para ser respeitada”. York expôs um contexto social em que pessoas trans e travestis ainda enfrentam exclusão, embora estejam na linha de frente de conquistas fundamentais para a classe trabalhadora, como o fim da escala 6X1. “Eu sigo acreditando na mudança real”.

Em seguida, a diretora do Sintrajufe-PI, Maria Madalena Nunes, trouxe provocações sobre a opressão de raça e questões do racismo estrutural. Para a dirigente, trazer as pautas dos movimentos sociais para o sindicalismo obriga o judiciário, poder essencialmente branco e masculino, a discutir e aprovar esses temas. “Precisamos radicalizar uma democracia que sonhamos, mas que ainda não existe para nós”.

A mesa foi encerrada pela psicóloga e doutoranda em saúde coletiva Jennifer Farias, que relacionou capacitismo e capitalismo a partir de sua experiência como cadeirante. “Esse sistema que produz pessoas com deficiência não sabe o que fazer com elas. Não queremos que nos coloquem como vítimas ou heróis, porque isso tira do poder público a responsabilidade”, afirmou. A psicóloga também destacou que a deficiência pode fazer parte da vida de qualquer pessoa, reforçando a importância de sindicatos e demais organizações incorporarem esse debate à defesa de direitos.

Da base, participam da XXV Plenária Nacional da Fenajufe representantes dos seguintes sindicatos: Sinsjutra/RO-AC, Sindjuf/PA-AP, Sindjus/AL, SitraAM-RR, Sindjufe/BA, Sindissétima/CE, Sinje/CE, Sintrajufe/MA, Sindjufe/MS, Sindijufe/MT, Sintrajuf/PE, Sintrajufe/PI, Sindjuf/PB, Sintrajurn/RN, Sisejufe/RJ, Sinpojufes/ES, Sinjufego/GO, Sintrajud/SP Sitraemg/MG, Sindiquinze/SP, Sinjutra/PR, Sinjuspar/PR, Sintrajusc/SC e Sintrajufe/RS; além de representantes da Comissão Pró-Fenajufe do Distrito Federal. 

Confira o resumo do primeiro dia:

8h30 – 14h – Reabertura do Credenciamento de Delegadas e Delegados Titulares e Observadoras e Observadores


09h até 12h – Trabalho da Comissão de Ética da Fenajufe


12h até 14h – Almoço



14h até 16h – Mesa 03:
Análise de Conjuntura Nacional e Internacional 

Palestrantes:

  • Taís Adams Gramowski – Secretária Adjunta de Mobilização e Relação com os Movimentos Sociais da CUT Nacional;
  • Marilane Teixeira – Professora Doutora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho;
  • Plínio de Arruda -Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp);

16h – 18h – Mesa 06: Inteligência Artificial, Automação e Reconfiguração do Trabalho no PJU e MPU

Palestrantes:

  • Sérgio Amadeu – Professor da Universidade Federal do ABC Paulista;
  • José Vital – Presidente do INIADS (Instituto Nacional IA com Direitos Sociais);
  • Luci Praun – Docente da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp;

18h – 18h10 – Informe do Número de Credenciamento e Descarte da Sobra de Crachás 


18h – 18h20 – Coffee Break


14hFinalização do Credenciamento de Delegadas e Delegados Titulares e Observadoras e Observadores



14h até 18h
Abertura do Credenciamento de Delegadas e Delegados Suplentes


18h10 – Encerramento Oficial das Atividades do Segundo Dia


21h – Confraternização