Após dois dias de intensos debates sobre temas importantes e urgentes para as mulheres e, consequentemente, para toda a sociedade, o Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres do PJU e MPU realizou, na manhã deste domingo (26), seu último painel, aprofundando a discussão sobre políticas públicas e caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O painel 5 teve como tema Políticas públicas para as mulheres: desafios e caminhos para uma sociedade justa e contou com a condução das coordenadoras Arlene Barcellos, Luciana Carneiro e Márcia Bueno. As palestrantes foram Rosane Silva, militante feminista e sindical; Elcimara de Souza, militante do Movimento Mulheres em Luta e do PSTU e integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF; e Ana Paula Cusinato, militante da Marcha Mundial das Mulheres e também integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF.
Ana Paula iniciou o painel fazendo uma reflexão sobre a origem da necessidade de políticas públicas voltadas para as mulheres, que historicamente sofreram opressões. A servidora apresentou uma analogia com a “árvore do patriarcado”, sendo cada ramo um tipo de violência, enquanto o tronco representa o sistema econômico em que vivemos. Segundo ela, o capitalismo se sustenta dessas opressões e a raiz desse sistema é o patriarcado, uma grande estrutura que fortalece a exploração do trabalho.
A servidora ressaltou a importância de refletir sobre a posição das mulheres dentro dessa estrutura e destacou que o debate sobre a divisão sexual do trabalho é fundamental, uma vez que favorece os homens no acesso aos espaços de decisão, enquanto às mulheres recai, majoritariamente, a responsabilidade pelo trabalho e pelos cuidados.
Na sequência, a servidora Elcimara abordou os desafios relacionados ao tema, fazendo uma análise da atual conjuntura política diretamente relacionada às políticas públicas voltadas às mulheres. Ela destacou os termos “desafios” e “caminhos” como elementos centrais do debate e trouxe relatos sobre casos recentes de feminicídio, ressaltando o aumento expressivo desses crimes na última década.
Segundo ela, não é possível realizar esse debate sem considerar a luta pela própria sobrevivência das mulheres, diante do crescimento das violências e dos assédios. Ela também alertou para a existência de movimentos de ódio contra mulheres nas redes sociais, como os chamados grupos “redpills”, que utilizam os ambientes digitais para difundir ideologias machistas e fortalecer práticas discriminatórias.
A militante Rosane Silva trouxe para o debate a importância dos espaços de auto-organização das mulheres, destacando que esses ambientes são fundamentais para discutir temas que afetam diretamente a classe trabalhadora. Ela ressaltou que as mulheres representam metade da classe trabalhadora e, ainda assim, muitas vezes têm suas pautas relegadas a segundo plano.
Rosane enfatizou que a pauta das mulheres é estruturante para a transformação social e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ela também destacou a centralidade do tema do cuidado como elemento essencial para enfrentar as desigualdades e romper ciclos de violência e opressão, especialmente no mundo do trabalho. Segundo ela, as mulheres são constantemente questionadas quanto à sua capacidade e potencialidade para ocupar espaços de decisão, sendo frequentemente associadas exclusivamente ao papel de cuidadoras.
Os debates reforçaram que a construção de políticas públicas voltadas às mulheres exige compromisso político permanente e a incorporação da perspectiva feminista nas estruturas institucionais, reconhecendo reconhecendo as desigualdades históricas e estruturais que impactam a vida das mulheres.
Participação
No presencial, participam as coordenadoras Soraia Marca Garcia; Luciana Carneiro; Márcia Divina Bueno Rosa; Eliana Leocádia Borges; Arlene da Silva Barcellos; Sandra Cristina Dias; Juliana Santana Rick; Kelma Lara Costa; Denise Márcia Carneiro e, no virtual, Fernanda Lauria, Eusa Braga e Maria José Olegário.
Da base, os sindicatos: Sindjufe/BA; Sisejufe/RJ; Sintrajud/SP; Sinjufego/GO; Sindjuf/PB; Sindissétima/CE; Sitraemg/MG; Sintrajufe/RS; Sitraam-AM/RR; Sindjufe/MS; Sindiquinze/SP; Sinpojufes/ES; Sintrajusc/SC; Sindijufe/MT; Sinjuspar/PR; Sintrajufe/MA; Sintrajufe/PI; Sindjus/AL; Sindjuf-PA/AP, além da Comissão Pró-Fenajufe/DF.
A programação segue durante este domingo com a apresentação de propostas e sugestão de protocolo de prevenção e enfrentamento a todas as formas de assédios e violências em eventos da Fenajufe.
Após dois dias de intensos debates sobre temas importantes e urgentes para as mulheres e, consequentemente, para toda a sociedade, o Encontro do Coletivo Nacional de Mulheres do PJU e MPU realizou, na manhã deste domingo (26), seu último painel, aprofundando a discussão sobre políticas públicas e caminhos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O painel 5 teve como tema Políticas públicas para as mulheres: desafios e caminhos para uma sociedade justa e contou com a condução das coordenadoras Arlene Barcellos, Luciana Carneiro e Márcia Bueno. As palestrantes foram Rosane Silva, militante feminista e sindical; Elcimara de Souza, militante do Movimento Mulheres em Luta e do PSTU e integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF; e Ana Paula Cusinato, militante da Marcha Mundial das Mulheres e também integrante da Comissão Pró-Fenajufe/DF.
Ana Paula iniciou o painel fazendo uma reflexão sobre a origem da necessidade de políticas públicas voltadas para as mulheres, que historicamente sofreram opressões. A servidora apresentou uma analogia com a “árvore do patriarcado”, sendo cada ramo um tipo de violência, enquanto o tronco representa o sistema econômico em que vivemos. Segundo ela, o capitalismo se sustenta dessas opressões e a raiz desse sistema é o patriarcado, uma grande estrutura que fortalece a exploração do trabalho.
A servidora ressaltou a importância de refletir sobre a posição das mulheres dentro dessa estrutura e destacou que o debate sobre a divisão sexual do trabalho é fundamental, uma vez que favorece os homens no acesso aos espaços de decisão, enquanto às mulheres recai, majoritariamente, a responsabilidade pelo trabalho e pelos cuidados.
Na sequência, a servidora Elcimara abordou os desafios relacionados ao tema, fazendo uma análise da atual conjuntura política diretamente relacionada às políticas públicas voltadas às mulheres. Ela destacou os termos “desafios” e “caminhos” como elementos centrais do debate e trouxe relatos sobre casos recentes de feminicídio, ressaltando o aumento expressivo desses crimes na última década.
Segundo ela, não é possível realizar esse debate sem considerar a luta pela própria sobrevivência das mulheres, diante do crescimento das violências e dos assédios. Ela também alertou para a existência de movimentos de ódio contra mulheres nas redes sociais, como os chamados grupos “redpills”, que utilizam os ambientes digitais para difundir ideologias machistas e fortalecer práticas discriminatórias.
A militante Rosane Silva trouxe para o debate a importância dos espaços de auto-organização das mulheres, destacando que esses ambientes são fundamentais para discutir temas que afetam diretamente a classe trabalhadora. Ela ressaltou que as mulheres representam metade da classe trabalhadora e, ainda assim, muitas vezes têm suas pautas relegadas a segundo plano.
Rosane enfatizou que a pauta das mulheres é estruturante para a transformação social e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Ela também destacou a centralidade do tema do cuidado como elemento essencial para enfrentar as desigualdades e romper ciclos de violência e opressão, especialmente no mundo do trabalho. Segundo ela, as mulheres são constantemente questionadas quanto à sua capacidade e potencialidade para ocupar espaços de decisão, sendo frequentemente associadas exclusivamente ao papel de cuidadoras.
Os debates reforçaram que a construção de políticas públicas voltadas às mulheres exige compromisso político permanente e a incorporação da perspectiva feminista nas estruturas institucionais, reconhecendo reconhecendo as desigualdades históricas e estruturais que impactam a vida das mulheres.
Participação
No presencial, participam as coordenadoras Soraia Marca Garcia; Luciana Carneiro; Márcia Divina Bueno Rosa; Eliana Leocádia Borges; Arlene da Silva Barcellos; Sandra Cristina Dias; Juliana Santana Rick; Kelma Lara Costa; Denise Márcia Carneiro e, no virtual, Fernanda Lauria, Eusa Braga e Maria José Olegário.
Da base, os sindicatos: Sindjufe/BA; Sisejufe/RJ; Sintrajud/SP; Sinjufego/GO; Sindjuf/PB; Sindissétima/CE; Sitraemg/MG; Sintrajufe/RS; Sitraam-AM/RR; Sindjufe/MS; Sindiquinze/SP; Sinpojufes/ES; Sintrajusc/SC; Sindijufe/MT; Sinjuspar/PR; Sintrajufe/MA; Sintrajufe/PI; Sindjus/AL; Sindjuf-PA/AP, além da Comissão Pró-Fenajufe/DF.
A programação segue durante este domingo com a apresentação de propostas e sugestão de protocolo de prevenção e enfrentamento a todas as formas de assédios e violências em eventos da Fenajufe.