2 de Maio é Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral – Modernização exploradora no Poder Judiciário: IA, excesso de trabalho e sobrejornada não paga

A coordenação do Sintrajusc fez atividade nesta quarta-feira (29) na rampa do TRT-SC e na entrada da Justiça Federal para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, e o 2 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral. Em breve, a atividade será realizada no TRE-SC. Os e as coordenadoras…

A coordenação do Sintrajusc fez atividade nesta quarta-feira (29) na rampa do TRT-SC e na entrada da Justiça Federal para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, e o 2 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral. Em breve, a atividade será realizada no TRE-SC. Os e as coordenadoras conversaram com colegas servidores e terceirizados sobre temas relativos à saúde física e emocional e destacaram a necessidade da luta coletiva.

Atualmente, vemos nos tribunais do Poder Judiciário da União (PJU) uma realidade de casa de ferreiro, espeto de pau. Enquanto a Justiça do Trabalho, por exemplo, condena as empresas por assédio moral, sobrejornada e metas abusivas, seus servidores são submetidos a condições similares sem qualquer contrapartida monetária ou penalidade. Não é diferente a situação na Justiça Federal.

Sensação de trabalho sem fim, desamparo, dor nas costas, mau humor, vontade de ficar off-line, burnout: isso tudo são alguns dos sentimentos e sintomas que estão afetando os servidores e servidoras, resultando no aumento dos casos de afastamento do trabalho por adoecimento.

Outro problema grave é a desconsideração completa, quando da distribuição do trabalho, de que há nos setores servidores em licença por doença, gestantes, pessoas com deficiência etc. A distribuição da mesma carga de trabalho para setores em condições completamente diferentes e com particularidades, como as citadas, tem acarretado um sobretrabalho nos setores mais fragilizados, que deveriam ter um apoio em vez de estarem sendo penalizados.

Mas o problema mais grave de todos é a falta de servidores. Isso é consequência tanto da política neoliberal de corte de gastos públicos quanto da ilusão de que é possível fazer mais com menos servidores pela introdução da IA. Com base nessas ideologias, os servidores são forçados a trabalharem por dois, três, quatro servidores, tendo que prolongar sua jornada em feriados e fins de semana.

E, para piorar, ainda precisamos corrigir e ensinar os robôs da IA a como fazer o trabalho sem “alucinação”, para que amanhã eles nos substituam.

GT SAÚDE

A coordenação do Sintrajusc solicitou às três justiças os dados sobre licenças e afastamentos de servidores e irá reunir ainda em maio o Grupo de Trabalho de Saúde, constituído no Congresso do Sindicato realizado em 2025, para debater e encaminhar ações em defesa da saúde física e emocional da categoria.

Até lá, um caminho certo nós já conhecemos: enfrentar e mudar a realidade do PJU é trabalho diário e o Sindicato é para isso. E o 1º de Maio nos lembra: os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras só avançaram com lutas coletivas.

A coordenação do Sintrajusc fez atividade nesta quarta-feira (29) na rampa do TRT-SC e na entrada da Justiça Federal para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, e o 2 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral. Em breve, a atividade será realizada no TRE-SC. Os e as coordenadoras conversaram com colegas servidores e terceirizados sobre temas relativos à saúde física e emocional e destacaram a necessidade da luta coletiva.

Atualmente, vemos nos tribunais do Poder Judiciário da União (PJU) uma realidade de casa de ferreiro, espeto de pau. Enquanto a Justiça do Trabalho, por exemplo, condena as empresas por assédio moral, sobrejornada e metas abusivas, seus servidores são submetidos a condições similares sem qualquer contrapartida monetária ou penalidade. Não é diferente a situação na Justiça Federal.

Sensação de trabalho sem fim, desamparo, dor nas costas, mau humor, vontade de ficar off-line, burnout: isso tudo são alguns dos sentimentos e sintomas que estão afetando os servidores e servidoras, resultando no aumento dos casos de afastamento do trabalho por adoecimento.

Outro problema grave é a desconsideração completa, quando da distribuição do trabalho, de que há nos setores servidores em licença por doença, gestantes, pessoas com deficiência etc. A distribuição da mesma carga de trabalho para setores em condições completamente diferentes e com particularidades, como as citadas, tem acarretado um sobretrabalho nos setores mais fragilizados, que deveriam ter um apoio em vez de estarem sendo penalizados.

Mas o problema mais grave de todos é a falta de servidores. Isso é consequência tanto da política neoliberal de corte de gastos públicos quanto da ilusão de que é possível fazer mais com menos servidores pela introdução da IA. Com base nessas ideologias, os servidores são forçados a trabalharem por dois, três, quatro servidores, tendo que prolongar sua jornada em feriados e fins de semana.

E, para piorar, ainda precisamos corrigir e ensinar os robôs da IA a como fazer o trabalho sem “alucinação”, para que amanhã eles nos substituam.

GT SAÚDE

A coordenação do Sintrajusc solicitou às três justiças os dados sobre licenças e afastamentos de servidores e irá reunir ainda em maio o Grupo de Trabalho de Saúde, constituído no Congresso do Sindicato realizado em 2025, para debater e encaminhar ações em defesa da saúde física e emocional da categoria.

Até lá, um caminho certo nós já conhecemos: enfrentar e mudar a realidade do PJU é trabalho diário e o Sindicato é para isso. E o 1º de Maio nos lembra: os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras só avançaram com lutas coletivas.