Declaração foi feita durante sessão que discutia ações da Justiça do Trabalho voltadas a comunidades indígenas e quilombolas
A Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajufe – repudia a fala da desembargadora Cristiana Maria Valadares Fenelon, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), sobre trabalhadoras e trabalhadores indígenas.
Durante sessão do Tribunal Pleno, a desembargadora relatou uma suposta conversa com magistrada do Amazonas, segundo a qual “em comunidade indígena, índio só trabalha se for escravizado”. Caso contrário, não trabalha para ninguém. Nessas comunidades, não se encontra trabalhador, apenas escravizado e à força”. O TRT11 (AM), em nota, negou que a magistrada tenha feito tais afirmações.
A fala reproduz preconceitos contra os povos indígenas e desrespeita seus diferentes modos de vida, trabalho e organização. Declarações como essa são ainda mais graves quando partem de integrantes do Poder Judiciário, especialmente da Justiça do Trabalho, que tem entre suas atribuições julgar conflitos decorrentes das relações de trabalho e garantir o acesso à Justiça de trabalhadoras e trabalhadores.
A manifestação aconteceu durante uma discussão sobre ações para levar atendimento da Justiça do Trabalho a comunidades indígenas, quilombolas e outras populações com dificuldade de acesso ao Judiciário.
A Fenajufe reforça que o sistema de Justiça deve atuar na defesa dos direitos e no combate ao racismo e a todas as formas de discriminação.
Portanto, a Federação se solidariza com os povos indígenas e reafirma seu compromisso com o respeito aos povos originários e com o enfrentamento ao preconceito.
Brasília-DF, 4 de setembro de 2026
A Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajufe – repudia a fala da desembargadora Cristiana Maria Valadares Fenelon, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), sobre trabalhadoras e trabalhadores indígenas.
Durante sessão do Tribunal Pleno, a desembargadora relatou uma suposta conversa com magistrada do Amazonas, segundo a qual “em comunidade indígena, índio só trabalha se for escravizado”. Caso contrário, não trabalha para ninguém. Nessas comunidades, não se encontra trabalhador, apenas escravizado e à força”. O TRT11 (AM), em nota, negou que a magistrada tenha feito tais afirmações.
A fala reproduz preconceitos contra os povos indígenas e desrespeita seus diferentes modos de vida, trabalho e organização. Declarações como essa são ainda mais graves quando partem de integrantes do Poder Judiciário, especialmente da Justiça do Trabalho, que tem entre suas atribuições julgar conflitos decorrentes das relações de trabalho e garantir o acesso à Justiça de trabalhadoras e trabalhadores.
A manifestação aconteceu durante uma discussão sobre ações para levar atendimento da Justiça do Trabalho a comunidades indígenas, quilombolas e outras populações com dificuldade de acesso ao Judiciário.
A Fenajufe reforça que o sistema de Justiça deve atuar na defesa dos direitos e no combate ao racismo e a todas as formas de discriminação.
Portanto, a Federação se solidariza com os povos indígenas e reafirma seu compromisso com o respeito aos povos originários e com o enfrentamento ao preconceito.
Brasília-DF, 4 de setembro de 2026