Fonasefe e Sindipetro foram atingidos pelas medidas
Os tons sombrios do período ditatorial voltam a permear a sociedade brasileira. Basta observar as postagens censuradas que alertam sobre os projetos de Flávio Bolsonaro para o País. Neste período crucial para a democracia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações no Instagram de entidades representativas dos servidores contra o candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL). A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajufe – REPUDIA veementemente tais medidas, que atentam contra a liberdade de expressão garantida pelo Constituição Federal.
Na segunda-feira (12), o ministro Marco Aurélio Bellizze, atendendo a pedido da campanha de Flávio, deu 24h para o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) apagar 13 posts contra o candidato do PL — alegando propaganda eleitoral irregular em perfil institucional.
Em outra decisão, na sexta-feira (9), o próprio presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a circulação de um jornal do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado) que tratava dos projetos de cada candidato para o Brasil e as propostas políticas para a Petrobras, citando as medidas adotadas no setor durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em meio a essa onda de retirada de publicações, a federação não poderia deixar de recordar que o ministro Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Jair Bolsonaro, em outubro de 2020.
Cabe destacar que a candidatura de Flávio Bolsonaro propõe retomar a administração iniciada por seu pai, conforme declarado publicamente. No início do ano, disse que continuaria o que Paulo Guedes (ministro da Economia entre 2019-2022) começou. Lembremos:
- Da granada no bolso dos servidores e ataques recorrentes ao serviço público, comparando-os a parasitas;
- Da reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019);
- Da necropolítica durante a pandemia de Covid-19 com mais de 700 mil mortes no País;
- Da tentativa frustrada de reforma administrativa (PEC 32/20);
- Do reajuste zero durante o governo Bolsonaro;
- Do veto ao nível superior (NS) para os técnicos judiciários.
É prerrogativa das entidades sindicais informar e alertar suas categorias e a sociedade sobre os riscos que determinadas propostas e candidaturas representam para os direitos da classe trabalhadora e para o País. Ao se manifestarem publicamente sobre projetos políticos que impactam diretamente esses direitos, as entidades exercem sua liberdade de expressão, cumprem seu papel de representação e defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras e participam legitimamente do debate democrático, contribuindo para escolhas conscientes e informadas.
Portanto, a Fenajufe reafirma o direito constitucional de livre manifestação para expor as ameaças de uma possível volta do clã Bolsonaro ao poder, assim como as demais entidades representativas dos servidores. O que está em jogo é muito mais do que a escolha do próximo presidente.
O que está em jogo é a defesa da soberania nacional, da garantia de que a democracia seguirá intacta no Brasil, da independência dos Três Poderes e das instituições. O que está em jogo é a defesa do Estado laico, das mulheres, da população negra, dos povos Indígenas e quilombolas, das pessoas com deficiência (PCDs), da população LGBTQIA+. O que está em jogo é a defesa incondicional do serviço público e das servidoras e servidores.
Brasília-DF, 14 de outubro de 2026
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Os tons sombrios do período ditatorial voltam a permear a sociedade brasileira. Basta observar as postagens censuradas que alertam sobre os projetos de Flávio Bolsonaro para o País. Neste período crucial para a democracia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de publicações no Instagram de entidades representativas dos servidores contra o candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL). A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União – Fenajufe – REPUDIA veementemente tais medidas, que atentam contra a liberdade de expressão garantida pelo Constituição Federal.
Na segunda-feira (12), o ministro Marco Aurélio Bellizze, atendendo a pedido da campanha de Flávio, deu 24h para o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) apagar 13 posts contra o candidato do PL — alegando propaganda eleitoral irregular em perfil institucional.
Em outra decisão, na sexta-feira (9), o próprio presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a circulação de um jornal do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado) que tratava dos projetos de cada candidato para o Brasil e as propostas políticas para a Petrobras, citando as medidas adotadas no setor durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em meio a essa onda de retirada de publicações, a federação não poderia deixar de recordar que o ministro Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então presidente Jair Bolsonaro, em outubro de 2020.
Cabe destacar que a candidatura de Flávio Bolsonaro propõe retomar a administração iniciada por seu pai, conforme declarado publicamente. No início do ano, disse que continuaria o que Paulo Guedes (ministro da Economia entre 2019-2022) começou. Lembremos:
- Da granada no bolso dos servidores e ataques recorrentes ao serviço público, comparando-os a parasitas;
- Da reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019);
- Da necropolítica durante a pandemia de Covid-19 com mais de 700 mil mortes no País;
- Da tentativa frustrada de reforma administrativa (PEC 32/20);
- Do reajuste zero durante o governo Bolsonaro;
- Do veto ao nível superior (NS) para os técnicos judiciários.
É prerrogativa das entidades sindicais informar e alertar suas categorias e a sociedade sobre os riscos que determinadas propostas e candidaturas representam para os direitos da classe trabalhadora e para o País. Ao se manifestarem publicamente sobre projetos políticos que impactam diretamente esses direitos, as entidades exercem sua liberdade de expressão, cumprem seu papel de representação e defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras e participam legitimamente do debate democrático, contribuindo para escolhas conscientes e informadas.
Portanto, a Fenajufe reafirma o direito constitucional de livre manifestação para expor as ameaças de uma possível volta do clã Bolsonaro ao poder, assim como as demais entidades representativas dos servidores. O que está em jogo é muito mais do que a escolha do próximo presidente.
O que está em jogo é a defesa da soberania nacional, da garantia de que a democracia seguirá intacta no Brasil, da independência dos Três Poderes e das instituições. O que está em jogo é a defesa do Estado laico, das mulheres, da população negra, dos povos Indígenas e quilombolas, das pessoas com deficiência (PCDs), da população LGBTQIA+. O que está em jogo é a defesa incondicional do serviço público e das servidoras e servidores.
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