O Sintrajuf-PE marcou para esta semana, a partir desta segunda-feira (13), rodada de assembleia para discutir a participação dos servidores de Pernambuco na greve em defesa do PCS. As assembleias setoriais começarão pelas varas da Sudene, às 14h, e pelo TRE, às 16h. E na terça-feira (14), as setoriais serão no TRT, às 14h, e no TRF e na JF, às 16h.

Para o sindicato, a insatisfação com a política salarial do governo federal é generalizada. “A greve dos servidores federais é a mais ampla do funcionalismo desde o começo do governo Lula (2003-2010), desafiando a gestão da presidente Dilma Rousseff, que vem sucateando os serviços públicos e desvalorizando os servidores. Em contrapartida, o governo prioriza o pagamento da dívida, o superávit primário e entrega recursos públicos para grandes empresas e banqueiros”, ressalta o sindicato.

Como não podia ser diferente, no Judiciário, a reação se inicia com a greve dos servidores do Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina. Outros estados estão com datas aprovadas para aderir ao movimento. “Precisamos unir forças, pois estamos em dias decisivos”, resalta o sindicato.

Segundo a Condsef, 28 órgãos federais do Executivo foram diretamente afetados, entre greves, suspensão temporária de trabalho ou operações-padrão. A decisão do governo de punir grevistas com descontos e adiar mais uma vez a negociação acirrou os ânimos. Outra medida que desagradou servidores foi o Decreto 7777/12 que determina a troca de grevistas por funcionários estaduais e municipais, que a CUT repudiou e vai entrar na Justiça, juntamente com as confederações, com uma ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). A cada ataque do Governo a greve se amplia. Agora aderiram ao movimento os servidores das polícias federal e rodoviária.

Em relação ao PCS, o sindicato lembra que a primeira reunião da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) depois do recesso parlamentar estava marcada para a quarta-feira (08) e foi cancelada por falta de quórum. O PL 6613/09 (PCS) estava na pauta da sessão. “Ao que parece, mais uma vez o Executivo manobrou para inviabilizar a votação”, ressalta o Sintrajuf-PE.

“Os meios de comunicação têm criticado o movimento dos servidores e colocado a opinião pública contraria a greve. O Judiciário, à serviço do governo e dos patrões, tem cerceado o direito de greve, julgado-as ilegais e abusivas e descontando o salário dos servidores. Em Pernambuco, o TRT6 Região julgou contrárias as greves nos setores publico e privado, como é as da construção civil, dos rodoviários, além de cortar o ponto dos próprios servidores da justiça do trabalho. Contraditoriamente, os juízes fizeram greve e não tiveram o mesmo tratamento dos servidores”, afirma o Sintrajuf-PE.

Fonte: Sintrajuf-PE

 

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