Sindpol orienta policiais civis a paralisarem serviços por 1 hora nesta segunda (22)

A diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas – Sindpol, seguindo a Cobrapol, orienta a categoria a participar da paralisação nacional de uma hora, das 15 às 16 horas, nesta segunda-feira (22), em protesto contra as medidas do governo federal que atacam os direitos dos policiais civis.

A Cobrapol, que faz parte da União dos Policiais do Brasil – UPB, está engajada na mobilização contra a reforma administrativa (PEC 32), contra a Emenda Constitucional 109 (PEC 186) e pela vacinação dos policiais civis, que até o momento não foi definida pelo governo federal.

O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, ressalta que a PEC Emergencial (PEC 186) foi aprovada, prejudicando os direitos dos policiais civis. “Não foi levado em consideração que os policiais civis vêm realizando as atividades em meio à pandemia. A reforma administrativa vem para destruir os serviços públicos e a estabilidade do servidor público. Já não basta a reforma da Previdência, que retirou os direitos previdenciários da categoria e aumentou a alíquota previdenciária, sacrificando os aposentados, pensionistas e os futuros policiais civis. A maldade continua com o governo federal que não leva em consideração a questão da atividade essencial da Polícia Judiciária”, destaca o presidente.

O dirigente ressalta que a diretoria do Sindpol, preservando a vida dos policiais civis, decidiu não convocar a categoria para o ato público em frente à Central de Flagrantes na tarde desta segunda-feira (22). A manifestação terá a presença de alguns diretores, evitando assim, a aglomeração de pessoas e risco aos familiares dos policiais civis, respeitando também o decreto do governo do Estado, que retomou a fase vermelha em Alagoas.

“O ato será nas redes sociais, e os policiais civis, que estiverem trabalhando em seus locais de trabalho, devem paralisar as atividades das 15 às 16 horas nesta segunda-feira (22)”, esclarece Ricardo Nazário.

Nota da UPB

Em nota, a UPB informou que, graças à mobilização, conseguiu ao longo das últimas semanas evitar a redução de 25% do salário e da carga horária, além da vedação de direitos por dois exercícios financeiros após período de calamidade e vedações relacionadas às promoções e progressões.

A entidade registra a “indignação com a forma desproporcional por meio da qual a proposta continua atingindo o serviço público, entre eles, a área de segurança pública. O texto mantém vedações que poderão congelar vencimentos e a criação de novas vagas por até 15 anos, levando ao sucateamento do serviço público e das polícias brasileiras”.

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